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domingo, 7 de Fevereiro de 2010

"Saltimbanco" em Espanha

Há algumas semanas que a visita dos canadianos Cirque du Soleil a Espanha era certa, faltavam pormenores... surge agora a pré-venda. Os bilhetes para a mini tour em terras espanholas (Santiago e San Sebastian) já estão disponíveis online para membros do Club Cirque.
Valencia
Brevemente mais informação
Santiago de Compostela
21 a 25 Abril
San Sebastian
28 Abril a 2 Maio

sábado, 30 de Janeiro de 2010

"MAKE LOVE NOT WAR" Estreia no Imaginarius 2010

A estreia da nova produção do Teatro de Marionetas do Porto está marcada. Dia 27 de Maio 2010, primeiro dia da 10ª edição do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira, "MAKE LOVE NOT WAR" mostra-se pela primeira vez.
Trata-se de uma co-produção com o CCTAR a partir de "Lisístrata", de Aristófanes.

Encenação e cenografia:
João Paulo Seara Cardoso

Marionetas e Figurinos:
Júlio Vanzeler

Música:
Jonathan Saldanha

Movimento:
Isabel Barros

Interpretação:
elenco do Teatro de Marionetas do Porto + actores convidados + alunos do 3º ano de interpretação do Curso de Teatro do Balleteatro Escola Profissional

Projecto teatral:
O espectáculo inicia-se com um percurso das máquinas-marionetas e da máquina musical. Numa praça ou recinto de grandes dimensões está instalado o dispositivo cénico onde termina o percurso e tem lugar a representação. O público é móvel e organiza-se em função da deslocação das máquinas que percorrem o espaço cénico. É um espectáculo eminentemente visual que se desenvolve a partir de um texto muito condensado. A música é executada ao vivo. Há marionetas gigantes, actores sobre andas, cantores, dispositivos mecânicos, automóveis, plataformas cénicas, fogueiras, pirotecnia e outros elementos teatrais.

Sinopse:
Lisístrata é uma peça contra a guerra, uma convicta apologia da paz e da concórdia ente todos os homens. Nela se atacam os velhos que governam a nação e gastam em armas o dinheiro necessário para outros fins. As mulheres, sob a direcção de Lisístrata, revoltam-se e conseguem, unidas, pôr fim à guerra civil que opunha Atenienses e Espartanos e trazer para casa os maridos e filhos. Utilizam para isso a arma do sexo: não se deixarão possuír por homem algum enquanto não acabar a guerra e não se fizerem as pazes. Representado em 411 a.C., o texto continua hoje a ser, em muitos aspectos, ousado e actualíssimo.

Manuel João Gomes, prefácio a "Lisístrata"

domingo, 24 de Janeiro de 2010

Imaginação e Imaginário | CCTAR em destaque


Versátil Implantado numa antiga pedreira, o centro apresenta uma forma fluida e orgânica espiralada. E, elevando-se do chão, liberta a rua para uma praça coberta, funcionando como concha acústica potenciada pelo revestimento de cortiça.

Para Santa Maria da Feira está prevista a construção de um Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR) da autoria do arquitecto Bernardo Rodrigues, que procura consolidar a importância da cidade enquanto palco de um importante Festival Internacional de Artes de Rua, o Imaginarius, mas também atrair outras áreas criativas, como a arquitectura, o design ou a fotografia. O edifício procura espelhar as ambições criativas da iniciativa e ser, ele próprio, um exemplar de imaginação, um elemento icónico da paisagem urbana da cidade e um local de referência cultural no Norte do país.

Segundo as palavras do seu director, o futuro CCTAR "intensificará a relação com o território e a comunidade iniciada pelo festival, numa prospectiva que pretende potenciar ao máximo a criatividade local. Por outro lado, ambiciona também ser um espaço aberto, além da cidade, à Região Norte, reforçando a capacidade de gerar e de estabelecer relações entre estas, proporcionando novas ideias para conteúdos de valor expressivo e comercial".

Bernardo Rodrigues intitulou o edifício de Opera Magma, e, como é frequente nas suas obras, conferiu um enorme valor cénico ao projecto, que vai de encontro aos propósitos do próprio programa de Centro de Artes Criativas. Implantado no centro da cidade, numa antiga pedreira abandonada para a qual está prevista a criação de um lago artificial, o edifício apresenta uma forma fluída e orgânica espiralada, um loop que é uma metáfora do dinamismo das actividades de rua e do palco. Por outro lado, ao elevar-se do chão, liberta a rua para a criação de uma praça coberta e o edifício funciona assim como uma concha acústica, situação enfatizada pelo revestimento a cortiça. As placas de cortiça, para além do seu excelente desempenho acústico, permitem ainda a colocação de cartazes e panfletos alusivos aos espectáculos em curso.

Finalmente esta forma espiralada, mais próxima dos reinos animal ou vegetal do que da arquitectura conhecida, projecta o edifício para um mundo etérico e de fantasia, para o imaginário, aludindo assim ao Festival imaginarius, que se realiza nesta cidade há mais de dez anos e é actualmente um dos grande atractivos da cidade.

O CCTAR tem, contudo, um programa muito preciso e definido, que permitirá a realização de espectáculos, seminários e workshops nacionais e internacionais. Com os seus 2400 metros quadrados de área bruta de construção, distribuídos por três pisos, destina-se a albergar residências de artistas - dois apartamentos e cinco camaratas de quatro camas -, salas de ensaios e ateliers de dança, música, fotografia, arquitectura, teatro, design, entre outras expressões artísticas, num total de 500 metros quadrados, um salão principal com 800 metros quadrados e uma biblioteca, com 100 metros quadrados, para além de áreas técnicas e de apoio.

Para além da do forte "imaginário" do projecto do arquitecto Bernardo Rodrigues, o CCTAR contará com importantes consultores internacionais, como a companhia catalã La Fura dels Baus, o fotógrafo italiano Oliviero Toscani, o húngaro Ernõ Rubik, inventor do cubo mágico, e Eugenio Barba, fundador da companhia dinamarquesa Odin Teatret.

@ DN Artes

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Imaginarius 2010

Confirma-se a informação que o Rua D'Emoções avançou há cerca de 2 meses em formato count-down... já há datas para a 10ª edição do Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira. De 27 a 30 de Maio de 2010 a Capital Nacional das Artes de Rua volta a transforma-se num palco gigante.

quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Cirque du Soleil em Santiago

Só faltam as datas, embora tudo indique que será de 21 a 25 de Abril... "Saltimbanco" estará bem perto de nós. Mais um espectáculo dos canadianos Cirque du Soleil a não perder. Bora lá para Espanha!

quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Que este NATAL seja mais... LUMINOSO!


sábado, 21 de Novembro de 2009

Clã Monteiro ensaia para o Imaginarius


Comunidade cigana da Baralha, em Santa Maria da Feira, prepara-se para interpretar Romeu e Julieta no único festival de teatro de rua do país. O realizador Marco Martins coordena o projecto artístico, a actriz Beatriz Batarda ensina a improvisar. Uma história sem princípio, meio e fim, mas com final feliz.

América Garcias diz a frase num fôlego: "Sinto-me morta por dentro e agora vou para a morte." Depois do ponto final, pensa um pouco e corrige: "Não é assim. O que tenho de dizer ao Romeu é: "Sinto-me morta por dentro e para a morte vou". Assim é que é."

Cabelo longo apanhado numa trança, olhos verdes, América, de 17 anos, sorriso constante, nunca tinha ouvido falar de Romeu e Julieta. De Shakespeare, tão-pouco. "É uma história de amor que acaba mal. É uma história muito bonita, mas tenho vergonha de a fazer", confessa, sem saber explicar a razão. Nunca viu uma peça de teatro e agora aprende a ser Julieta. Como Cristiana Monteiro, de 20 anos, loura, olhos azuis, olhar tímido, filho no colo. "É preciso fazer muita coisa e acho que não tenho cabeça para isto." Prefere ser outra personagem. "Já fiz de mãe de Julieta e correu bem."

Sexta-feira, dia 13. Lava-se roupa à mão, varre-se o chão das cozinhas, as crianças brincam, há fumo a sair das chaminés das casas de chapa e de madeira - as mais coloridas pintadas de azul e cor-de-rosa - na comunidade cigana da Baralha, freguesia de Sanguedo, Santa Maria da Feira.
Justificar completamente
A actriz Beatriz Batarda prepara-se para mais uma tarde de sessões de expressão dramática, improvisação, leitura, exercícios clássicos. Ensina a 36 dos 70 elementos do clã Monteiro a arte de ser outra pessoa. "Há uma necessidade de perceberem o que estão a fazer. E temos um feedback de prazer: vão e voltam." As aulas são apenas para quem participa, não há lugar para estranhos.

Até Maio do próximo ano, o clã Monteiro concentra-se na história de Romeu e Julieta criada por Shakespeare. Aprende a arte de representar e improvisar, tenta decorar frases, abre as portas de casa e deixa-se filmar para os vídeos que farão parte de um espectáculo, interage com os criativos que chegam com missões específicas. O realizador Marco Martins coordena o processo.

Há várias Julietas e Romeus para a interpretação da peça que está a ser ajustada à realidade da comunidade da Baralha. Algumas frases do clássico da literatura, que nunca por ali tinham sido escutadas, cruzam-se com a linguagem do quotidiano, mas sem a mescla de português, espanhol e algumas palavras de romani que aqui se fala. Ao mesmo tempo, há uma máquina de filmar que se movimenta para documentar o empenho da comunidade no novo projecto e captar as histórias que são temas de conversa.

O resultado é apresentado no Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira, em Maio, nas casas habitadas pelos ciganos e espaços exteriores.

Samaritana Soares, de 22 anos, morena, olhos e cabelos escuros, argolas nas orelhas, braços constantemente cruzados, espera por mais uma aula. "Não pareço nada a Julieta. Ela é muito linda, alta, magrinha, loura e branca", comenta. A preparação para ser o amor de Romeu começou e Samaritana garante que está preparada para o papel. "Já fiz muitas coisas sobre Julieta... quando Romeu foi à festa... e tanta coisa que já não me lembro." Conhecia a obra de Shakespeare? "Quem?"

António, de 10 anos, não quer perder nada do que anda a acontecer. E conta a história quase sem respirar. "A mulher toma o remédio de dormir e depois achava que estava morta, mas a mulher acorda e olha para baixo e vê que o homem estava morto também, pega numa faca e pum." Esse pum é acompanhado por um gesto em direcção à barriga.

Ao início da tarde, António Monteiro, de 19 anos, dá uma ajuda na obra da única casa de pedra e cal. Não se lembra de nenhuma deixa, confessa que o tempo não é muito para estudar as frases de Romeu. "Sei que tenho de falar com a Julieta, pedi-la em casamento e fugir com ela." A experiência? "Está a ser boa, mas às vezes não dá muito jeito porque tenho de ajudar o trolha", responde com um olhar fugidio.

O projecto está no início e não se resume à interpretação da história de Shakespeare, de que ninguém da Baralha tinha ouvido falar. Na próxima edição do Imaginarius, as casas da terra são o palco para a apresentação de vídeos e curtas cenas assumidas pelas julietas e pelos romeus. De 27 a 29 de Maio de 2010, há um work in progress condensado que resulta de meses de trabalho, cumplicidades, experiências. Gonçalo Waddington, Dinarte Branco já aqui estiveram e vão voltar. Clara Andermatt, Filipa César, André Príncipe, João Salavisa, Alexandre Estrela, Tiago Rodrigues e João Pinto Custódio estão a chegar.

"Mato o Mercúrio"

É domingo e ouve-se música cigana quando se passa pelo meio das casas. A chuva não pára e altera o plano das filmagens. As nuvens afastam-se um bocadinho e passa-se para o exterior. Dois amigos convencem Romeu a ir a uma festa para esquecer Rosalina, a namorada que não lhe presta atenção. É preciso argumentar. Beatriz Batarda faz um ensaio e à segunda filmagem há parabéns. Augusto Monteiro, de 23 anos, é Romeu. Não conhecia a história, mas tem-se preparado como deve ser. "Tenho ensaiado muitas vezes. Li duas ou três vezes os textos que me deram, do livro da história." António, de 20 anos, é o padre, o frei Lourenço, e repete a frase que diz a Romeu: "Vocês amam com os olhos e não com o coração."

O ensaio corre bem. Linguagem actual, com poucas frases de Shakespeare. Filipe Monteiro, de 14 anos, é o primo de Julieta. "Mato o Mercúrio e o Romeu mata-me depois." Filipe culpa a chuva pelos pormenores que não correram tão bem. O céu não dá tréguas e a equipa começa a mudar o equipamento para o interior de uma das casas. A chuva continua a cair sem pedir licença.

Patrícia tem 14 anos e é a Julieta mais nova. Prepara-se para ser filmada na cena em que diz à ama que é muito nova para se casar, depois de saber que lhe escolheram um noivo. A família assiste no sofá da casa com panelas e tachos a reluzir e cobertores dobrados e alinhados ao milímetro. Há muita cor nesse compartimento de sala, cozinha e quarto, aquecido por um fogão a lenha. Marco Martins e Beatriz Batarda dão as últimas indicações e é hora de os estranhos se retirarem. "Contaram-nos a história e aprendi o que não sabia", adianta Patrícia, antes da gravação. "Ainda estamos a aprender e está a ser um espectáculo. Mas esta história vai terminar de outra maneira, com alegrias, com paz, à nossa maneira", desvenda.

Constância é a matriarca das 17 famílias da Baralha. O marido está doente, ela trata das lides domésticas e durante os trabalhos mal se vê fora da porta. "É um teatro que estão a fazer, do Romeu e Julieta." Sabe o que se passa. Viu o filme que foi projectado em Outubro e gostou. "É uma história muito linda e triste porque o Romeu morre e a Julieta mata-se." Olhos azuis intensos, cabelos brancos amarrados numa trança, impõe respeito. "Não tenho tempo para participar, isso é para as mais novas", comenta. "Andam todos animados e podem andar à vontade porque é tudo para nosso bem", diz, 63 anos no bilhete de identidade e 68 no corpo.

O projecto é uma produção do Centro de Assistência Social à Terceira Idade e Infância de Sanguedo (CASTIIS) e do Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR), responsável pela direcção artística do Imaginarius. "Não estamos a montar a peça Romeu e Julieta", avisa Marco Martins. Há um trabalho pedagógico que envolve expressão dramática, dança, vídeo e música. Preparam-se momentos performativos, filmam-se vídeos de partes da história, conversas com os moradores, as histórias dos jovens casais que se apaixonaram e fugiram até as famílias irem buscá-los, como manda a tradição cigana. "Será um espectáculo muito fragmentado, em que se cruzam vídeos documentais com momentos performativos." Como uma instalação, onde não há princípio, meio e fim. "O lado social sobrepõe-se sempre ao próprio espectáculo."

"Adorei o nome Baralha: define bem este sítio." Antes de dizer sim, o realizador conheceu a comunidade, viu vários locais para a apresentação da peça e concluiu que o melhor era não sair daqui. Os artistas que participam podem entrar ou não na peça. Fica ao critério de cada um. Beatriz Batarda poderá fazer um monólogo sobre a sua experiência na Baralha.

É a primeira vez que a actriz trabalha com uma comunidade cigana. "É uma vivência que me é nova, que me desperta muita curiosidade", admite. No terreno, é como gerir "qualquer outra circunstância pedagógica". Beatriz Batarda chegou há três dias e distribui beijos às jovens, carinhos aos mais pequenos, apertos de mãos aos homens. Chama pelos nomes, vai à procura de alguém para uma cena, bate às portas das casas. Já contou a história para que os "actores" se apropriem das características e consigam improvisar. "Há uma enorme curiosidade e dificuldades de timidez que passam pela vergonha. Mas é uma história com que se relacionam com bastante facilidade."

O teatro aparece na Baralha como uma introspecção. "O teatro como instrumento de conhecimento de si próprios e dos outros", explica Renzo Barsotti, do CCTAR. "Há a preocupação que o projecto sirva as duas comunidades: a comunidade cigana e a nossa e que não seja uma coisa demasiado folclorística." Uma aproximação pelo lado artístico. "É importante que este projecto também sirva aos criativos como uma matéria de trabalho, de investigação da cultura cigana."
Cenários de sucata

A comunidade cigana fixou-se na Baralha há mais de 10 anos. Desde então é acompanhada pelo CASTIIS, que há quase quatro anos tem no terreno o Desalojar a Exclusão. Um projecto de integração dos mais pequenos na escola, com vários workshops à mistura, onde nasceu a curta-metragem de animação Carro Preto, Carro Branco, que conquistou uma menção honrosa no Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho do ano passado. Os cenários foram feitos com restos de lixo de sucata.

Foi criada uma cooperativa de habitação, instalado um prefabricado com balneários, que serve de espaço para as oficinas e, neste momento, para as aulas de interpretação, reuniões, ensaios e filmagens. Os ciganos da Baralha estão integrados. Vivem da recolha e venda de sucata e do negócio de cavalos. As crianças vão à escola. E o novo projecto não foge do trabalho feito até aqui. "Pretendemos desenvolver uma dinâmica cultural que envolva toda a comunidade", diz Nuno Oliveira, sociólogo do CASTIIS. Pensou-se "na ideia do casamento maldito" e no clássico da literatura que melhor se adaptasse a uma realidade próxima da comunidade. "E tem sido extremamente positivo".

@ Ípsilon

domingo, 26 de Julho de 2009

O Sonho de Afonso | Titanick

Guimarães estava ao rubro, numa prova que afinal faltam raízes e informação sobre artes de rua em Portugal. Frases como "espectáculo como este nunca se viu em Portugal!", "se não estiver cá a televisão vou fazer um escândalo" e "os alemães estudaram com rigor a nossa história" foram algumas das muitas que se ouviram num mar de equívocos vimaranenses.


Começando pelo princípio... estavamos em Guimarães, 25 de Julho de 2009, com dois motivos: encerramento das comemorações dos 900 Anos de D. Afonso Henriques e lançamento de Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura. A Câmara vimaranense teve visão para fazer algo decente e claro olhou para o Imaginarius/CCTAR.

Ao longo dos últimos 5 meses o Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua de Santa Maria da Feira e a companhia Titanick desenvolveram um espectáculo especial para as ruas de Guimarães que refletiu a vida do primeiro rei de Portugal. 30 actores e 30 voluntários deram vida ao que em Guimarães se anunciava como algo inovador em Portugal... mas porque será que sempre que há espectáculos fora de Santa Maria da Feira ouço a mesma coisa: nunca se viu em Portugal. Será que afinal não sou português e não sei de nada!?
É verdade que tivemos uma grande noite... tanto a companhia como os voluntários estão de parabéns... e também a "falsa" mensagem da novidade absoluta que levou largos milhares às ruas. MAS NO FINAL, pelo menos a mim que estou habituado a outras andanças, SOUBE A POUCO!

Afonso's Dream não passou de um mix de Sarabande (original para o Imaginarius 2008) e World of Pinochio (original para o Imaginarius 2009). Se não houvesse a audácia de acrescentar dois ou três elementos cenográficos novos arriscaria mesmo dizer que estava a ver a mesma coisa, apenas se mudavam os nomes dos personagens... até porque a indumentária em pouco se altera.



Quanto ao espectáculo... tudo começa com a mesma parada de Sarabande, ao jeito do acordar de Pinóquio... "Afonso"... assim se chama pelo pequeno Afonso. Os cavalos e seus cavaleiros loucos desta vez deixam a água e o fogo para outras mãos e apenas seguem na pouco original parada. Uns quantos toques de originalidade monótona marcam a primeira etapa que consegue mesmo invadir o Tribunal de Guimarães... com Afonso fugido entre o arvoredo dos Paço dos Duques aingimos o fim da cena. Seguia-se a mesma parada no centro histórico... algo a que decidi fugir dadas as características do terreno, pouco apto a multidões.

Depois da passagem pela estreitas ruas... a típica parada Titanick atinge o centro da acção, onde milhares esperavam por um grande espectáculo.



Os primeiros 5 minutos ainda trazem novidades... a Guerra e as Conquistas tomam conta da acção até que D. Teresa já presa numa jaula (igual às do Sítio dos Tormentos da Viagem Medieval) assiste ao culminar do "grande" especáculo. E que final decepcionante... já contava com a guerra entre o fogo e a água... e pelo que anunciava a Câmara de Guimarães, muito mais água do que é hábito, pois bem... em termos de encenação pude assistir exactamente ao Banquete do Pinóquio, onde foram utilizados exactamente os mesmos elementos cénicos, a mesma encenação e até a garrafa gigante, que já sem o Castelo da Feira exibia agora a bandeira do reino à época.

Entravam os jogos de água... e de novidade também nada... mais uma vez pude assistir ao mesmo jogo de Sarabande e Pinóquio, e nem o volume de água terá sido superior. O toque final é, como sempre, o apogeu pirotécnico, também muito abaixo do que os Titanick são capazes de fazer. De lembrar os mega espectáculos pirotécnicos finais de Sarabande e da última exibição de Pinóquio no Imaginarius deste ano, já para não recuar ainda mais... mas posso fazê-lo: Firebirds no encerramento do Imaginarius 2002, para quem se recorda.



Resumo da noite: valeu a pena para rever Titanick, embora apenas se passem 2 meses desde o último encontro, mas a novidade grandiosa não existiu, tivemos sim mais do mesmo, com dois ou três toques especiais, adaptando ao contexto pretendido... como o final: o barco "Portugal" na grua, que afinal em tudo faz lembrar o cavalo alado e a charrete de Sarabande.



domingo, 19 de Julho de 2009

O Sonho de Afonso

Os alemães Titanick regressam Sábado a Portugal. Após a apresentação do original "O Mundo de Pinóquio" no Imaginarius 2009, a célebre companhia apresenta-se em Guimarães, sob a chancela do Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua de Santa Maria da Feira.
O espectáculo "O Sonho de Afonso" encerra as comemorações dos 900 anos do primeiro rei de Portugal e decorre no próximo Sábado, dia 25 de Julho, pelas 22h, em várias artérias do centro histórico da cidade minhota.
Fica o contexto de cada um dos actos para abrir o apetite para mais um grande projecto de teatro de rua.

Encenação
Esta primeira etapa concentra-se num sonho do jovem Afonso. Neste sonho ele imagina a libertação do seu país da predominância de Castela e a criação de uma nova identidade do seu país. O ponto de partida é uma imagem feliz: o jovem Afonso Henriques está ainda associado à sua mãe, Teresa de Leão. Mas em breve ela vira as costas ao seu filho, optando pelo seu amante, Fernando Peres de Trava da Galiza. Nós vemos o percurso de Afonso a partir do momento em que ele começa a libertar-se da dominação da sua mãe. A sua visão de um país independente nasceu.

A Juventude (Praça do Tribunal)
Impaciente, o povo espera o jovem Afonso e sua mãe Teresa. Eles procuram em toda a Praça do Tribunal, até ao momento glorioso em que filho e mãe chegam: Teresa de Leão aparece, uma mulher magnífica e potente (uma estrutura sobredimensionada de quatro metros de altura), toda vestida de branco.
Sobre os seus joelhos está sentado o jovem homem. A regente dá o sinal e uma parada festiva e gloriosa começa nas ruas de Guimarães.

Alegria de vida (Rua Alberto Sampaio)
Teresa de Leão e Afonso conduzem esta parada festiva, acompanhados por membros do povo em cavalos brancos. A festa nas ruas de Guimarães é acompanhada pela música de uma fanfarra. Os espectadores participam na festa.

A ruptura (Praça da República do Brasil)
Mas a atmosfera muda e a dissonância entre filho e mãe estabelece-se. Chegados à Praça da República do Brasil, Afonso e a mãe afastam-se até ao odeio eterno. Afonso ordena o seu povo a tornarem-se soldados. Com vestes azuis, que caem do céu, eles acolhem a sua nova identidade de soldados.

A guerra (Praça da República do Brasil)
Os soldados entram na guerra para lutarem sob as ordens de Afonso contra as tropas de Teresa de Leão. Vestidos de azul, caminham, caem, levantam-se e recomeçam a marchar, simbolizando assim o soldado eterno – até ao trovão final que os deixa morrer. Uma mortalha é lançada sobre os cadáveres, e Afonso aprisiona a sua mãe numa jaula que desaparece no céu.

O sonho (Praça da República do Brasil)
Afonso Henriques remove a mortalha dos mortos e começa a sonhar: árvores cobertas de tecidos iluminados de diferentes cores, enquadram a cena. Os mortos erguem-se do campo de batalha como a Fénix das cinzas. Afonso imagina um país independente e livre, com a sua própria identidade: Portugal. As personagens principais da sua vida – o barão, o seu educador e outras pessoas – preparam uma festa que decorre a uma mesa gigantesca. O povo celebra o nascimento de Portugal com uma coreografia aquática. O rei Afonso, sentado num trono, observa o cenário. A toalha transforma-se numa vela que empola.
Levado pelo vento, Afonso voa no céu, no seu trono, acompanhado pelos dois cavalos brancos. O seu sonho continua...

terça-feira, 30 de Junho de 2009

Festival dos Oceanos 2009

1 a 15 Agosto
Lisboa

1 Agosto
James Morrison
Jardins de Belém

4 e 5 Agosto
Concerto de Percussão
Pala Pavilhão de Portugal

6 e 13 Agosto
Museus à Noite

7 Agosto
Concerto Os Planetas
Jardins de Belém

8 e 9 Agosto
Passarola Bartolomeu de Gusmão
Estação do Oriente, Estação Sul e Sueste e Jardins Vieira Portuense

8 Agosto
Ópera ao Ar Livre
Jardins de Belém

9 Agosto
Evento de Arte Pública
Parque das Nações

10 Agosto
Conferência do Ano Internacional da Astronomia
Pavilhão do Conhecimento

11 e 12 Agosto
Piano Vertical (Floten Tecles)
Praça do Teatro de S. Carlos

14 Agosto
Espectáculo Circense
Parque das Nações

15 Agosto
Espectáculo Piro-Musical
Parque das Nações


De notar que uma vez mais a organização do Festival dos Ocenos opta por nomenclatura própria para os espectáculos, o que ofusca o nome das companhias. Volto uma vez mais a tocar no assunto... ainda há tempo de à frente do nome dos espectáculos surgir o nome de que está por detrás deles.

"Cenas na Rua"

A quinta edição do “Cenas na Rua”, de 01 a 11 de Julho, conta com muitas novidades na sua programação e alguns dos melhores grupos e projectos portugueses e internacionais.

Da comédia clássica burlesca, comédia d’el arte, aos espectáculos visuais e de interacção com o público, um pouco de tudo poderá acontecer no “Cenas na Rua” deste ano. Estarão presentes, em Tavira, espectáculos vindos de Espanha, Argentina, Austrália e Inglaterra, também companhias nacionais, como o Teatro Regional da Serra do Montemuro, Associação Vo’Arte, Joana Teatro, Acta- A Companhia de Teatro do Algarve, Teatro ao Largo, Al-Masrah e Armação do Artista.
Teatro e artes de rua para todos, em vários locais da cidade, a não perder….

Programa AQUI

FIG - Festival Internacional de Gigantes

3 a 5 de Julho 2009
Pinhal Novo

7ª edição do FIG está a chegar!

Os Gigantes invadem a vila de Pinhal Novo, concelho de Palmela, entre 3 e 5 de Julho. É a 7ª edição do FIG, o Festival Internacional de Gigantes, promovido pela Câmara Municipal de Palmela, em conjunto com os parceiros Bardoada – O Grupo do Sarrafo, ATA – Acção Teatral Artimanha, Associação Juvenil COI e PIA – Projectos de Intervenção Artística.

Mais internacional do que nunca, o FIG recebe artistas de Espanha, França, Itália, Inglaterra, Brasil, Colômbia, Índia e, claro, Portugal – com propostas de todas as cores… e de todos os tamanhos! Aos gigantones e cabeçudos das nossas aldeias e às arruadas festivas com a presença dos bombos e das gaitas de foles, o programa alia teatro de rua, músicas do mundo, dança, marionetas, exposições, artesanato e ateliês. As figuras gigantes estarão sempre em destaque, dos tradicionais às performances contemporâneas. Durante a tarde de domingo, os participantes percorrerão as ruas de Pinhal Novo num desfile com várias centenas de participantes - artistas, gigantones, orquestras de bombos, fanfarras e alunos das escolas do concelho.

O FIG desenrola-se entre o Jardim José Maria dos Santos e a Praça da Independência, num recinto agradável e acessível, com motivos de interesse para toda a família e onde é possível passar três dias de grande animação. Os produtos regionais de qualidade também estarão em destaque, com um espaço gastronómico ampliado e a participação dos produtores locais.

Além do programa de espectáculos, destaque, também, para os espaços de “Conversas sobre Cultura Popular” onde se realizará o lançamento do Livro de Histórias de Gigantes – um livro infantil que compila contos tradicionais portugueses com referência a figuras gigantes, editado pela Câmara Municipal de Palmela, com o apoio do IELT/FCSH da Universidade Nova de Lisboa - e a apresentação da maleta pedagógica FIG, e para a Exposição “Máscaras Portuguesas” de André Gago, que estará patente no Foyer do Auditório Municipal e no Mercado Municipal de Pinhal Novo.

O FIG saiu à rua, pela primeira vez, em 1995, por iniciativa da Câmara Municipal de Palmela, no âmbito do Programa Municipal de Teatro, com o propósito de recuperar elementos tradicionais da nossa cultura popular, promovendo, em simultâneo, o seu cruzamento com expressões artísticas contemporâneas… A desproporção e o gigantismo são o denominador comum. O Festival é membro fundador da Rede de Festivais de Cultura Popular, uma rede internacional, constituída em 2004 por festivais de Portugal, Espanha, Itália e Brasil, com o objectivo de criar um circuito de comunicação intercultural e de promoção das diferentes identidades regionais e nacionais.

Nesta edição, o FIG apresenta, como parceiros associados, a Generalitat da Catalunha, o IELT – Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, a Junta de Freguesia de Pinhal Novo, a ADREPES – Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal e a Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos.

Alguns Grupos Participantes:

Compagnie D’Ailleurs – Teatro de Rua – França
Compagnia dei Folli - Teatro de Rua - Itália
Kalatharangini Troup - Teatro/Dança – Índia
Les Branks – Música - França
Teatro do Mar – Teatro de Rua – Portugal
La Mata Negra – Música – Espanha
Pia | Projectos de Intervenção Artística – Teatro de Rua - Portugal
Fantoches de Baj – Formas Animadas - Espanha
Whalley Range All Stars - Teatro de Rua - Inglaterra
Taraf Goulamas - Música - França
S.A. Marionetas - Marionetas – Portugal
Son del Mundo Infantil – Marionetas - Colômbia
Radar 360º - Teatro de Rua – Portugal
Enano – Circo – Portugal
Delfim Miranda – Marionetas – Portugal
Ecos do Sul Marionetas – Marionetas - Portugal
Teatro Artimanha – Teatro – Portugal
Marionetas do Porto – Marionetas – Portugal
Associação FIAR – Teatro/ Circo – Portugal
Arte Clandestina – Teatro de Rua – Portugal
Bardoada, o Grupo do Sarrafo – Música - Portugal
Cercle Internacional d’Amics dels Gegants – Tradicionais – Espanha
Colla Legañes – Tradicionais – Espanha
Colla Logroño – Tradicionais - Espanha
Pifaradas e Zabombadas – Tradicionais – Portugal
Chamarrita – Música - Portugal
Tócandar – Música – Portugal
Kabum – Música – Espanha
Gigabombos – Música – Portugal
Bombo Juvenil – Música – Portugal
SacaSons, Grupo de Toques e Cantares Tradicionais de Zebreira – Música – Portugal
Contradições – Música – Portugal
Orquestra de Armação de Olinda – Música – Brasil
Troça Carnavalesca Mixta Barbapapa – Música/Dança – Brasil
Tambores de Guaramiranga – Música – Brasil

PIA estreia "Humanum Fatum"

4 Julho
Festival Internacional de Gigantes
Pinhal Novo


domingo, 28 de Junho de 2009

Floten Tecles em Portugal

Cenas na Rua
4 Julho
Tavira

Festival Sai Prá Rua
23 e 24 Julho 2009
23h
Valença

Festival dos Oceanos
11 e 12 Agosto
Lisboa
Praça do Teatro de S. Carlos

2 Outubro
Porto


quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Sai Prá Rua em contagem decrescente

Dentro de um mês o Sai Prá Rua - Festival de Rua de Valença volta a atrair atenções ao Minho. A edição 2009 ainda não tem programa fechado, mas já apresenta as companhias presentes. Com a novidade da introdução de macroespectáculos e a crescente componente musical, a edição deste ano promete dar que falar.

Bruno Nogueira

Voalá
A companhia argentina regressa a Portugal após paragens no Imaginarius 2008 e FITEI 2009.

Floten Tecles
Piano a 7 metros de altura.

Teatro Gestual do Chile

Jashgawronsky Brothers
Banda de conhecida excentricidade musical.

Slampampers
Musicómicos holandeses.

The Great Gondos
Espectáculo de comédia pleno de asneiras românticas.

Duo Full House
Da comédia ao cabaret, passando pela acrobacia...

Sonhos e Miminhos
Espectáculo para crianças.

Joel Salom
Humor, malabarismo, acrobacia e circo...

Mr Bunk
Que tipo de espectáculo é?

Companhia Albedo
Dois guarda-costas com a missão de proteger a cidade e os seus habitantes.

High Rise Rubber
Duas criaturas loucas, maníacas e assustadoras...

The HomoCatodicus
Passeiam-se com os seus rostos pela sociedade de imagens.

Fire and Ice Stilt Dragons
Viajando pelas terras distantes do fogo e do gelo...

Banda às Riscas
Reportório musical alegre e deambulante.

Always drinking Marching Band
Músicos e Actores Profissionais de Barcelona.

Oli & Mary
Um pezinho de dnça não posia faltar... a improvisar...

De 23 a 26 de Julho as Artes de Rua voltam a reinar em Portugal.

sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Sai P'rá Rua 2009

A terceira edição do Festival de Artes de Rua de Valença realiza-se de 23 a 26 de Julho de 2009. Novamente com produção da Ritmos, o Festival anuncia brevemente o seu programa.

quinta-feira, 4 de Junho de 2009

"Charanga" em Lisboa

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Máquina de Fazer Rios e Animar Espíritos [Imaginarius 2009]

Mais Imaginarius... Ramones

Mas que Imaginarius

Finalmente tenho um tempinho para refectir sobre a nona edição do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira... e que edição. À partida não me atrevi a fazer prognósticos, até porque o programa trazia muitas novidades... e a logística exigia muito mais esforço. Felizmente, o CCTAR e a Feira Viva, mais uma vez estiveram no seu melhor. Mesmo com todos os obstáculos que o grande crescimento do festival criou, a edição 2009 deu bem mais nas vistas, com maior número e variedade de espectáculos e com muito mais público. Essa era uma sensação universal nos visitantes de sempre.
O maior envolvimento da comunidade cria raízes e permite a instituição de novas dinâmicas criativas, para além de dar nova vida ao Festival, que muitos tentam vender por pré-fabricado. O Imaginarius é diferente dos seus congéneres e apresenta um programa, que com excepção de 3/4 macroespectáculos comprados, nada tem de pré-fabricado. O número de criações originais e co-produções é bem significativo da actividade já desenvolvida pelo CCTAR, mesmo sem casa.
Mas o Imaginarius consegue ainda mais... a criação de macroepectáculos originais e a adaptação de projectos existentes à realidade da Feira e do Festival são outras características diferenciadoras.
Com as novas dinâmicas impostas pelos reajustes de figurino desta edição, o Imaginarius assume-se cada vez mais como "a" referência das Artes de Rua em Portugal... estando em grande destaque na rota dos festivais de artes de rua na Europa.
Aguardemos pelos desenvolvimentos do projecto do CCTAR e o pelo prolongamento dos projectos Imaginarius ao longo de todo o ano.

Trio Cosacco com Jean Marc Dercle [Imaginarius 2009]

Mais Imaginarius... Me Myself & My Love

domingo, 31 de Maio de 2009

Mais Imaginarius... Les P'tis Bras

Mais Imaginarius... Lisa Giorgi

Odin Teatret | Meu Coração Viagem

Grande produção dos Odin Teatret, com a participação de cerca de 2 centenas de feirenses. Um projecto que no último ano se dedicou à criação de espectáculo que conseguisse conciliar as tradições da região para contar uma história. Missão mais do que cumprida... e uma grande ovação no final da última apresentação no Imaginarius 2009. A companhia dinamarquesa e todos os participantes estão de parabéns.







Puja! | Do Do Land

O último macro-espectáculo do Imaginarius 2009 voltou a surpreender... mas não muito. Confesso que esperava mais do regresso dos Puja! a Santa Maria da Feira. O novo Do Do Land trouxe muitas novidades cenográficas, mas deixou para trás a adrenalina e agitação do K@osmos.
Indiscutivelmente um grande espectáculo... fabuloso para quem viu pela primeira vez, mas soube a pouco para quem marcava um reencontro com a companhia argentina.




Kumpania Algazarra [Imaginarius 2009]

Mais Imaginarius... Grupo Pé de Palco

FIAR/Imaginarius | Circundar: Uma Rampa para ti

sábado, 30 de Maio de 2009

Mais Imaginarius - 29 Maio

Hoje deixo mais 2 projectos do "Mais Imaginarius":

Jorge Freitas



Inês Negrão