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terça-feira, 10 de julho de 2012

Movimento pela Caixa das Artes JÁ! - Comunicado - 10 JUL 2012

O Movimento pela “Caixa das Artes JÁ!” congratula-se com a decisão da autarquia de Santa Maria da Feira, hoje divulgada através da Agência Lusa. Segundo comunicado desta agência noticiosa, terá caído a substituição integral do projecto Caixa das Artes pelo espaço do Europarque, obviamente desadequado à plataforma de criação.

Emídio Sousa, vice-presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, afirmou que, agora, se pretende apenas «substituir a construção de raiz do Pólo 2 da Caixa das Artes, vocacionado para a exibição de espectáculos, pela instalação dessa estrutura no centro de congressos Europarque». Com isto, salvaguarda-se a premissa base deste movimento: a salvaguarda do projecto íntegro e coeso para a plataforma de apoio à criação em artes de rua e performativas, cuja definição do futuro esteve em dúvida ao longo dos últimos 3 meses. Ficará a salvo o Pólo I da Caixa das Artes (imagem 1), por sinal a estrutura base de todo este processo.

Imagem 1 – Caixa das Artes – Pólo I – Academia [NOV 2011]
[imagem Câmara Municipal de Santa Maria da Feira]

Devemos recordar que o Pólo 2 nasceu numa fase posterior e bem mais tardia deste percurso (há cerca de ano e meio) rumo ao apoio à criação em artes de rua, dando mais valor à intenção de requalificar o Cine Teatro António Lamoso. Assim, mesmo salvaguardando o conceito essencial do projecto e tendo em conta que, para a exibição de espectáculos das mais diversas índoles o Europarque dará uma resposta adequada, devemos recordar que a eventual eliminação do Pólo 2 nunca poderá acontecer se não forem cumpridos 2 requisitos básicos:
i) a requalificação ambiental da Pedreira da Pena, com a sua ligação à cidade pela praça amplamente anunciada, assim como a possível utilização do espaço para a apresentação de projectos de artes de rua (do projecto original o palco/jangada seria um conceito a manter);
ii) o abandono da substituição do Cine Teatro António Lamoso nunca poderá acontecer sem a salvaguarda do devido investimento na requalificação do profunda do espaço, com a plena convicção de que sem uma intervenção profunda e estrutural esta sala corre o risco de se tornar obsoleta e desadequada ao mercado cultural, a curto prazo.

Esperamos que esta decisão não volte a ser temporária e que o prazo, já demasiado tardio, de «arranque da obra em meados de 2013» não volte a ser vítima de outro qualquer atropelo. No entanto, consideramos que a Feira, os artistas, as companhias e as estruturas não podem esperar até 2014 pelo funcionamento da plataforma de criação. Mesmo sem o espaço físico, a Caixa das Artes deverá iniciar a sua actividade o quanto antes, dando mais valor à produção local que enfrenta o desafio da exportação de projectos.

Acreditamos no futuro: acreditamos na Caixa das Artes JÁ!

O Movimento pela Caixa das Artes JÁ!

domingo, 29 de abril de 2012

Procuram-se Voluntários para "Firebirds" em Lisboa [Abertura das Festas de Lisboa 2012]

O Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua e Theater Titanick estão à procura de pessoas interessadas em participar no espectáculo "Firebirds" em Lisboa, no próximo dia 31 de Maio às 22h.

"Firebirds" é um desfile sobre o sonho de voar. É uma competição entre seis pilotos loucos mas corajosos e as suas máquinas voadoras: Mary Poppins numa roda voando, um comandante aéreo russo no seu avião de seis asas, um multimilionário com excesso de peso no seu banco ejector, um casal de Inglês na sua poltrona voadora e um homem com uma hélice nas costas.

Esta competição só poderá ter lugar com a ajuda do pessoal de terra que auxiliam os pilotos. Estes serão essenciais para o espectáculo, serão como que os assistente de voo neste espectáculo, orientando os pilotos para a rampa de partida, acompanhando o desfile inteiro. Os assistentes de voo dançarão ao ritmo da banda musical francesa, Tetaclak. carregando luzes e tochas de fogo, num evento de enorme espectacularidade.

Se estás interessado em tornares-te num assistente de voo deste espectáculo, podes-te inscrever no workshop que será dirigido por actores da companhia Theatre Titanick. Exercícios corporais, de presença e interpretação servirão de base para várias coreografias. Também terás a oportunidade de trabalhar com pirotecnia.

Por favor, lembra-te de trazer roupas confortáveis. Os ensaios são muito movimentados, portanto roupas apertadas não serão adequadas. Lembra-te de trazer meias grossas ou sapatos desportivos.

O workshop decorrerá nas seguintes datas (em locar a designar):
2ª Feira 28 Maio _ 18h - 21h
3ª Feira 29 Maio _ 18h - 21h
4ª Feira 30 Maio _ Ensaio Geral (horário a definir)
5ª Feira 31 Maio _ Espectáculo (horário de inicio de trabalhos a definir)

inscrições até 26 de Maio através: alaide.costa.cctar@gmail.com

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

CCTAR avança!


Embora não o consiga confirmar oficialmente, vou acreditar na notícia do "vizinho" Shrek. Assim sendo, o melhor presente de Natal para a cidade de Santa Maria da Feira acaba de chegar: a candidatura QREN para o Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua (CCTAR) terá sido hoje APROVADA!

Fica assim garantida a condição base para o avanço do projecto que catapultará as competências feirenses nas artes de ruas, através da criação de um cluster de indústrias criativas nesta área, assim como uma nova área de apresentação de espectáculos, a nascer na envolvente à Pedreira das Penas. A demolição do Cine Teatro António Lamoso irá permitir instalar um moderno auditório, ligeiramente maior, e com todas as condições técnicas, logísticas e de conforto para público e artistas. Da demolição das Escolas E.B.1 (após contrução do centro escolar) nascerá uma nova praça para a cidade... e especificamente para as artes de rua. Já a pedreira dará lugar ao palco aquático.
Na Zona Industrial do Roligo será erguido o edifício de criação, formação e eventualmente algumas pequenas apresentações.

Em 2011 a obra estará no terreno...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

CCTAR em dois pólos

O projecto do Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR) de Santa Maria da Feira foi reformulado e surge agora com dois pólos funcionais: um para a concepção de espectáculos e residências artísticas, que será construído numa zona industrial na periferia da cidade; e outro para a realização de eventos artísticos, no centro da Feira, mais precisamente na desactivada pedreira das Penas. O grande edifício que tinha sido projectado para o CCTAR e apresentado numa candidatura a fundos comunitários à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) já não sairá do papel.

Esse prédio de três pisos, com uma parte revestida a cortiça, que incluiria apartamentos para artistas, um salão principal com 800 metros quadrados e uma biblioteca, entre outros espaços, não foi considerado adequado. "No projecto inicial, verificou-se que havia vários constrangimentos, essencialmente tendo por base a sua funcionalidade", adianta a vereadora da Cultura da Câmara da Feira, Cristina Tenreiro. Segundo a vereadora, a nova organização espacial será mais funcional e até mais viável para acolhimento dos eventos que se pretendem realizar no centro artístico. "Chegámos à conclusão de que o ideal seria a construção de dois espaços: um para a realização dos espectáculos; e outro para as residências, construção de materiais e oficinas artísticas. A existência das duas funções no mesmo espaço trazia muitos constrangimentos ao nível da elaboração de projectos", acrescenta a vereadora.

A câmara espera receber até ao final do ano uma resposta à candidatura de apoios comunitários para a construção do CCTAR. "Sempre dissemos que só avançaríamos com esta construção, se ela fosse financiada", lembra Cristina Tenreiro. Neste momento, a autarquia negoceia com a CCDRN as alterações ao projecto.

O que se mantém inalterável é o conceito inicial de congregar a comunidade nacional das artes de rua no mesmo espaço e, em simultâneo, desenvolver trabalhos de várias expressões artísticas com companhias internacionais.

O CCTAR, que será um equipamento único no país, foi concebido para dar expressão e continuidade ao Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira, assegurando a realização de residências nacionais e internacionais de artistas de diferentes áreas e gerações. O inventor do cubo mágico, o húngaro Ernõ Rubik, a companhia catalã La Fura dels Baus e o fotógrafo italiano Oliviero Toscani, autor da mais polémica campanha da Benetton, foram já apresentados como consultores do CCTAR.


@ Público


Vamos por partes. À partida cai o grande projecto, o brutal edifício. Por outro lado parece que se dissipam as dúvidas quanto à funcionalidade... ou talvez MANUTENÇÃO. Acredito que aqui esteja uma das lacunas mais fortes do projecto do arquitecto Bernardo Rodrigues.
Quanto à solução, não discordo de todo... finalmente a solução para o António Lamoso, e com lotação ligeiramente maior, e o Roligo será talvez melhor local para o estaleiro de produções.
Resta-me uma dúvida... e a Pedreira das Penas? Em que ponto fica a recuperação? Será totalmente entregue à Sonae? Terá o projecto do Modelo evoluido para Continente?
Fico a aguardar por renders do novo projecto... fico à espera de novas informações... quanto ao CCTAR, desde que avance com condições dignas, tudo bem... ficam as dúvidas quanto à Pedreira!

Terá faltado uma Capital da Cultura para dar força ao projecto inicial???

domingo, 24 de janeiro de 2010

Imaginação e Imaginário | CCTAR em destaque


Versátil Implantado numa antiga pedreira, o centro apresenta uma forma fluida e orgânica espiralada. E, elevando-se do chão, liberta a rua para uma praça coberta, funcionando como concha acústica potenciada pelo revestimento de cortiça.

Para Santa Maria da Feira está prevista a construção de um Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR) da autoria do arquitecto Bernardo Rodrigues, que procura consolidar a importância da cidade enquanto palco de um importante Festival Internacional de Artes de Rua, o Imaginarius, mas também atrair outras áreas criativas, como a arquitectura, o design ou a fotografia. O edifício procura espelhar as ambições criativas da iniciativa e ser, ele próprio, um exemplar de imaginação, um elemento icónico da paisagem urbana da cidade e um local de referência cultural no Norte do país.

Segundo as palavras do seu director, o futuro CCTAR "intensificará a relação com o território e a comunidade iniciada pelo festival, numa prospectiva que pretende potenciar ao máximo a criatividade local. Por outro lado, ambiciona também ser um espaço aberto, além da cidade, à Região Norte, reforçando a capacidade de gerar e de estabelecer relações entre estas, proporcionando novas ideias para conteúdos de valor expressivo e comercial".

Bernardo Rodrigues intitulou o edifício de Opera Magma, e, como é frequente nas suas obras, conferiu um enorme valor cénico ao projecto, que vai de encontro aos propósitos do próprio programa de Centro de Artes Criativas. Implantado no centro da cidade, numa antiga pedreira abandonada para a qual está prevista a criação de um lago artificial, o edifício apresenta uma forma fluída e orgânica espiralada, um loop que é uma metáfora do dinamismo das actividades de rua e do palco. Por outro lado, ao elevar-se do chão, liberta a rua para a criação de uma praça coberta e o edifício funciona assim como uma concha acústica, situação enfatizada pelo revestimento a cortiça. As placas de cortiça, para além do seu excelente desempenho acústico, permitem ainda a colocação de cartazes e panfletos alusivos aos espectáculos em curso.

Finalmente esta forma espiralada, mais próxima dos reinos animal ou vegetal do que da arquitectura conhecida, projecta o edifício para um mundo etérico e de fantasia, para o imaginário, aludindo assim ao Festival imaginarius, que se realiza nesta cidade há mais de dez anos e é actualmente um dos grande atractivos da cidade.

O CCTAR tem, contudo, um programa muito preciso e definido, que permitirá a realização de espectáculos, seminários e workshops nacionais e internacionais. Com os seus 2400 metros quadrados de área bruta de construção, distribuídos por três pisos, destina-se a albergar residências de artistas - dois apartamentos e cinco camaratas de quatro camas -, salas de ensaios e ateliers de dança, música, fotografia, arquitectura, teatro, design, entre outras expressões artísticas, num total de 500 metros quadrados, um salão principal com 800 metros quadrados e uma biblioteca, com 100 metros quadrados, para além de áreas técnicas e de apoio.

Para além da do forte "imaginário" do projecto do arquitecto Bernardo Rodrigues, o CCTAR contará com importantes consultores internacionais, como a companhia catalã La Fura dels Baus, o fotógrafo italiano Oliviero Toscani, o húngaro Ernõ Rubik, inventor do cubo mágico, e Eugenio Barba, fundador da companhia dinamarquesa Odin Teatret.

@ DN Artes

sábado, 30 de maio de 2009

CCTAR oficialmente apresentado

Dissipam-se as dúvidas... apresenta-se um grande projecto. Ao primeiro impacto não encontro adjectivos para descrever aquilo que vi e ouvi há poucos minutos. Terminada que está a Conferência de apresentação do projecto base de arquitectura do Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua de Santa Maria da Feira continuo a tentar recompor-me do mega projecto que foi descrito. Não é que o Centro em si seja maior do que estava previsto, mas a localização escolhida e os pormenores do projecto são deveras fabulosos.

Renzo Barsotti abriu a palestra com uma breve descrição do Centro e a sua justificação na tradição feirense nas artes de rua, ímpar em Portugal. De seguida o arquitecto Bernardo Rodrigues era convidado a apresentar o seu projecto para o CCTAR.

Para começar há que realçar que as duas propostas de localização que foram a concurso de ideias ficaram pelo caminho. A localização final é mesmo na degrada visual e ambientalmente Pedreira das Penas, em pleno centro de Santa Maria da Feira. O antigo Tribunal e antigo Matadouro ficam de fora.

O edifício desenvolve-se no limite poente do "lago" da pedreira, apresentando-se sob um grande espelho de água que permitirá nova inspiração para a criação de espectáculos. O terço mais a sul da pedreira será "seco" e ocupado por 3 pisos de estacionamento subterrâneo, assim como pelo acesso ao Centro. A construção neste local não afecta os terrenos da antiga fábrica, pelo que o acesso se fará pela Av. Egas Moniz, junto ao Cine Teatro. Para tal, as duas escolas E.B.1 serão demolidas dando lugar a uma nova praça para a cidade. Mas esta não será a única... no final do percurso de acesso ao edifício desenvolve-se uma Praça semi-coberta pela espectacular pala do edifício em S que em muito faz lembrar o Museu de Arte de Bilbao.

O edifício organiza-se em vários pisos, sendo que o mais inferior se destina à instalação de apartamentos para residências artísticas literalmente "debaixo de água". A sala de ensaios/montagens de 200 m2 comunica com o salão principal com cerca de 600 m2. Assim, o espaço amplo atinge os 800 m2, com pé direito que varia entre os 5 metros no extremo da sala de ensaios e os 17 metros no extremo oposto do salão.
Os pisos superiores destinam-se a salas para criação e outras actividades, serviços de apoio e direcção. O declive natural devidamente aproveitado permite outra opção de espectáculos exterior, através da utilização de uma estrutura flutuante no "lago" da pedreira.
O CCTAR, cujo projecto ainda está em fase de desenvolvimento marcará fortemente a evolução arquitectónica da cidade durante décadas. Um edifício desta natureza, num local tão sensível, que será francamente recuperado, deixará novo alento para a requalificação urbana da cidade feirense.

Por fim, o Presidente da Câmara, Alfredo Henriques, tomou da palavra para lembrar dos esforços que estão a ser feitos... e ainda do maior pormenor de todos: tudo isto não passa de um projecto que se não for aprovado em QREN não terá pernas para andar, pelo menos tão cedo.
Mas por outro lado, a cidade feirense é sem dúvida a cidade portuguesa com maior tradição e know-how acumulados neste domínio das indústrias criativas, daí que as possibilidades de aprovação do projecto sejam grandes.
De referir ainda que a correr tudo pelo melhor, sendo a candidatura QREN aprovada, dentro de 1 ano estaremos no Imaginarius 2010 a lançar a primeira pedra do CCTAR.

sábado, 7 de março de 2009

Saramago inspira La Fura dels Baus

Duas dezenas de alunos do ensino secundário de Santa Maria da Feira vão ter a oportunidade de participar, a partir de segunda-feira, num workshop da companhia catalã La Fura dels Baus, célebre pelos seus espectáculos feéricos e pela marca multidisciplinar que imprimiu às artes performativas.

Promovido pelo Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua, daquela cidade, o workshop inspirar-se-á no Memorial do Convento, de José Saramago, com o objectivo, sublinha a autarquia em nota de imprensa, de "promover a leitura junto das gerações mais jovens" e, simultaneamente, "envolver os participantes na metodologia criativa da companhia".

"Numa sociedade onde as novas tecnologias estão a moldar a nossa forma de comunicar, é fundamental alargar as possibilidades de expressão e de percepção dos jovens e, em conjunto, procurar formas de enriquecer a nossa cultura", afirmam os La Fura dels Baus, que, nesta residência artística, explorarão "conceitos como a verdade, o amor, a promessa e a valentia" a partir da obra de Saramago.

A acção de formação, que contará com a participação de 24 alunos dos três estabelecimentos de ensino secundário do concelho - Feira, Fiães e Santa Maria de Lamas -, decorrerá até dia 21, data em que os jovens farão a "primeira apresentação" do seu trabalho na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira.

Segundo o município, o resultado desse trabalho poderá vir a ser também integrado no programa do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua, cuja edição deste ano decorrerá de 28 a 31 de Maio, prevendo-se que seja depois retomado em Outubro e em "posteriores edições do festival".

Por sua vez, a companhia catalã, que em 2005 estivera já em Santa Maria da Feira, voltará este ano a actuar naquele certame: no Pavilhão da Lavandeira, os La Fura dels Baus farão a derradeira apresentação da sua mais recente produção, Imperium, em estreia nacional.

Segundo a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, o workshop para jovens a iniciar na próxima segunda-feira constituirá um entre vários a realizar em parceria com outras companhias internacionais de artes performativas, com as quais o Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua estabeleceu protocolos de colaboração.

@ Diário de Notícias

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Novidades Imaginarius 2009 e Centro para a Criação em Teatro e Artes de Rua

O jornal Público, desde muito cedo parceiro do Imaginarius, apresenta na edição de ontem um conjunto de novidades no que às artes de rua diz respeito.
Se para muitos a afirmação final de Santa Maria da Feira como Capital das Artes de Rua dependeria do Centro para a Craição em Teatro e Artes de Rua, a resposta final chega agora com os parceiros do projecto.

Segundo o diário nacional "companhia catalã La Fura dels Baus será uma das consultoras do Centro de Criação para o Teatro e as Artes de Rua, estrutura única no país no género que vai nascer em Santa Maria da Feira".
A parceria faz-se mostrar já nas próximas semanas, uma vez que "Jürgen Müller, um dos directores artísticos do grupo espanhol, coordenará uma residência de criação com cerca de 20 jovens dos 15 aos 18 anos, de três escolas da Feira, baseada no Memorial do Convento de Saramago e concebida para o espaço da biblioteca municipal".
"Müller chega à Feira a 7 de Março e o espectáculo deverá ser apresentado no final desse mês. Trata-se de um work in progress, que será retomado em Outubro, centrado nas novas formas de comunicação.

Entretanto confirma-se o projecto que La Fura trarão a Santa Maria da Feira, integrado no Imaginarius 2009... Imperium chega finalmente a Portugal.



Mas o Público avança mais novidades... "Oliviero Toscani, mentor e fotógrafo da emblemática campanha da Benetton, Ernõ Rubik, o húngaro que inventou o cubo mágico, e Eugenio Barba, fundador do Odin Teatret da Dinamarca, serão outros consultores do centro artístico. A lista de parceiros, que ainda não está fechada, inclui ainda a Faculdade de Belas-Artes do Porto, o Teatro do Bolhão e o Instituto de Antropologia da Universidade de Roma."
"Apesar de o centro de criação ainda não existir como estrutura física, o trabalho já começou. Recentemente, foi aberto o concurso de concepção do equipamento pela Câmara da Feira e o projecto será objecto de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional, num investimento na ordem dos cinco milhões de euros."
"O centro de criação pretende preencher um vazio que existe em Portugal em relação às formas de expressão artística que incidem no espaço público. Falta uma estratégia nesta área, que tem potencialidade de oferta e de procura. Pretende-se também dar um contributo importante no debate, a nível europeu, sobre o papel das artes de rua na sociedade de hoje", adianta Renzo Barsotti, director artístico do Imaginarius.
O espaço deve, por outro lado, funcionar como um "centro de incubação da criatividade da Região Norte, criando condições para que pessoas criativas possam desenvolver os seus projectos", acrescenta o director do Imaginarius. Assume-se, por isso, como um pilar do cluster das indústrias criativas da região, assente na criação e difusão de projectos e que quer encontrar um equilíbrio entre a oferta e a procura. A difusão dos trabalhos está, aliás, assegurada. "Os espectáculos, as obras de arte, os projectos vão ter imediato acesso à difusão através do Imaginarius, um dos clientes do centro juntamente com outros festivais nacionais e internacionais", garante Barsotti. "Neste momento, existe uma grande diferença entre o número de pessoas formadas em actividades criativas e os negócios criados", observa. A aposta económica nos jovens artistas é uma componente do projecto, através da promoção do acesso ao microcrédito".

Começam, então, a surgir todas as condições para a criação de um centro artístico por excelência que elevará a um exponente nunca antes imaginado o panorama cultural da cidade de Santa Maria da Feira.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Câmara da Feira abre concurso de ideias para projecto do Centro de Criação em Teatro e Artes de Rua

A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira abriu um «concurso público de concepção» do futuro Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, que será edificado no centro da cidade capital de concelho.

O concurso está aberto a arquitectos em nome individual e a gabinetes de arquitectos. As ideias propostas serão analisadas por um júri e o autor da proposta vencedora será contratado, por 250 mil euros, para fazer o projecto de execução da obra.
A infra-estrutura vai custar cerca de cinco milhões de euros, segundo Emídio Sousa, vereador responsável pelas Obras Municipais, com recurso a fundos europeus.
A abertura de concurso era condição necessária para dar andamento ao processo, visando a elaboração, no mais curto espaço de tempo, de uma candidatura ao QREN – o quadro de referência estratégico nacional.
O presidente da Câmara, Alfredo Henriques, sublinhou que, no actual quadro comunitário de apoio, no que diz respeito a indústrias criativas, “as verbas são limitadas”.
O autarca informou de uma reunião mantida com Cristina Azevedo, responsável pelo QREN, sobre o assunto, aproveitando para manifestar optimismo quanto às possibilidades feirenses, até pela “tradição” que o Município detém em termos de Artes de Rua, da qual o IMAGINARIUS é a expressão máxima.

@ MetroNews Porto

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Portugal vai ter Centro de Artes de Rua

Santa Maria da Feira: Antigo Matadouro Transforma-se em palco priveligiado das artes de rua.

Câmara pretende sensibilizar Ministério da Cultura para a intervenção no espaço.

O antigo Matadouro Municipal tem um destino traçado. A Câmara Municipal pretende transformar o espaço, que neste momento alberga um canil e serve de depósito para algum material da autarquia, num centro dedicado às artes de rua. Além disso, o edificio acolherá a sede do Sete Sóis Sete Luas - Centro de Teatro de Rua, que surgiu no ano passado. Os serviços técnicos da Autarquia estão já a analisar as mexidas que serão necessárias fazer. No inicio do próximo ano, será feita uma intervençao, a título superficial, no sentido de ser possível receber um dos espectáculos da próxima edição do Imaginarius. Além disso, espera-se sensibilizar o Ministério da Cultura para então investir no projecto e transformar o antigo matadouro num local que terá as portas abertas para residências artisticas, no âmbito das artes de rua, de companhias de todo o mundo. Os custos estão a ser avaliados e, por enquanto, ainda não há orçamento.
O mais minimalista possível. A Câmara pretende que o local não seja um palco formal de artes, mas sim um espaço em que os espectáculos possam acontecer em qualquer parte da infra-estrutura. A plateia tem então de adaptar-se às condições propostas. Não há cadeiras à disposição. Haverá, isso, vários locais destinados à criação de performances de artes de rua, espaços para workshops e para laboratórios de ideias. O abtigo edifício terá camaratas para acolher os artistas que por ali passem.
A Autarquia Feirense quer, assim, dar uso a um edifício com uma localização priveligiada. Com uma vista panorâmica sobre a cidade da Feira e perto do Centro Histórico.

Fonte: Terras da Feira - edição impressa - 21.12.2006