sexta-feira, 28 de maio de 2010

Imaginarius 2010 - Dia 1

Ora, aí está mais uma edição do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira. Em ano de crise e de contenção a imaginação está mais viva do que nunca... a capacidade de fazer com os próprios meios está a dar bem mais nas vistas... a produção original atingiu níveis há bem pouco tempo impensáveis.
Ficam as primeiras imagens do festival... ficam os primeiros momentos... ficam as primeiras memórias... amanhã há mais!

Circo Escarranchado - MAIS Imaginarius 2010 [vídeo]

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cie. Antipodes - "les ponctuels" - MAIS Imaginarius 2010

Circo Escarrachado - MAIS Imaginarius 2010

Imaginarius 2010 em acção!

Aí está a X edição do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira. Ao final da tarde de hoje as produções do Mais Imaginarius abriram as portas aos primeiros visitantes desta edição. Santa Maria da Feira está transformada num palco gigante...

Cie. Antipodes - MAIS Imaginarius 2010

Imaginarius no Expresso

Imaginarius no Porto Canal

Imaginarius na RTP

Imaginarius na Imprensa

A Rua transpra outra vez no Imaginarius - Ípsilon

Teatro atrás das grades - ExpressoTV

Cinema e Cultura Cigana - RTP

Teatro de Marionetas do Porto estreia a sua primeira grande produção de rua - Destak

Cie. Off | Les Rues des Couleur | Imaginarius 2010


Duração: 90 m (aproxim.)
Data: 29 Maio

“Beat Techno”. As Grandes Rodas avançam, giram rutilantes, manobradas por homens vestidos integralmente de óculos amarelos. À volta destas “asas” de emancipação, agitam-se tecnocratas com pastas de executivo, de onde se escapam fumos coloridos. Frenesi controlado das techno-estruturas.

VIDA OCUPADA > TEMPESTADE BRILHANTE

Três dezenas de Homens de Clay fazem rodar estes geradores de energia, impelida pelo “beat techno” misturado em directo ao longo das ruas da cidade. As esquinas transformam-se em pistas de dança, enquanto a população “in the move” se move entre as rodas.

Os projectores versam sobre a fachada “glows” e “sparks” e outros filamentos contagiantes em luz explodida.

A techno-procissão avança com os seus ingredientes festivos: volume sonoro potente, explosão de luz, cores saturadas, explosões de confettis, beleza, banana e bom humor.

Os óvnis rolantes, guiados pela iluminação da pista, convergem em direcção ao ponto central, para aí acasalarem e comporem assim uma espantosa maquinaria formada por rodas, dentes de engrenagem e outros movimentos em rotação. Máquina volante com as cores do arco-íris, em jeito de engrenagem de caixa de mudanças. Balão cativo que sobe, mas não pode voar, um chapitô multi-colorido em movimento, uma tela pintada no meio da noite, algo que é rasgado, algo que grita.

BOOM

Descodificação imediata: êxtase de essências e fragmentação das vossas partículas…

Leo Bassi | Utopia | Imaginarius 2010


Duração: 60 m
Data: 29 Maio

Utopia

Nos princípios de 2009, quando estreei UTOPIA, o Dow Jones tinha caído para 6500 pontos e o sistema Neoliberal estava a afundar-se vistosamente. Saltando-se todos os dogmas do livre mercado e das teorias de Adam Smith, Barack Obama, o primeiro presidente afro-americano, lançava-se a salvar empresas e bancos privados com dinheiro público, nacionalizando até a General Motors, com a ambição de evitar o desastre económico.

Este feito, imprevisível quando comecei a pensar no meu novo espectáculo, cria um marco surpreendente e insuperável para apreciar a força dos argumentos da mais ambiciosa das minhas obras: UTOPIA, que trata do mundo esquecido das verdadeiras utopias progressistas do século XIX que, teoricamente, inspiraram os nossos partidos da esquerda de hoje.

A minha intenção era castigar, à maneira dos bufões, os meus antigos companheiros ideológicos pela sua falta de paixão, recordando-lhes de onde vimos politicamente e a importância de defender a nossa tradição humanista face a uma direita em apogeu.

Da necessidade de sacudir a esquerda do seu adormecimento, fui convencido pelo que começou a suceder em Espanha, desde de 2006, com as representações da minha obra precedente, A Revelação. Por ter querido defender os princípios de uma sociedade laica, num espectáculo certamente “bufonesco”, embora construído sobre uma base teórica muito séria, fui vítima de uma campanha brutal de oposição por parte da direita nacional católica, que culminou com a descoberta de uma bomba no Teatro Alfil de Madrid, a poucos metros do meu camarim. O que mais impacto teve em mim foi a solidariedade branda de certos ambientes progressistas, uma posição cómoda que considerava uma moléstia ou de mau gosto mover estas velhas batalhas.

Regressam os tempos das Utopias!

Uma última palavra: a procura do verdadeiro espírito utópico levou-me sem remédio à história europeia após 1789. Uma impressionante epopeia feita de grandes movimentos sociais, de assombrosos avanços científicos e artísticos, que acaba tragicamente na primeira Guerra Mundial. É também uma viagem íntima, onde consigo estabelecer ligações com as origens circenses da minha própria família, internacionalista e progressista, como todo a gente do Circo na altura... E, a partir dos esconderijos da memória, um personagem esboça-se luminoso e carismático, o rei inquestionável da Pista, que, mais do que Marx ou Fourrier, encarnou para o público do século XIX a acumulação de todas as Utopias: o eterno Palhaço Branco.

Leo Bassi

Reconhecido mundialmente pelas suas extravagantes actuações teatrais e inúmeras acções provocadoras, Leo Bassi descende de um antiga linhagem de comediantes excêntricos e de palhaços circenses vindos de Itália, França, Inglaterra, Áustria e Polónia. Durante 150 anos, a sua família actuou sem qualquer interrupção.

Dela herdou não só surpreendentes habilidades - é sobejamente especialista como malabarista com os pés -, mas também a própria essência do espírito libertário, irreverente e cosmopolita do circo do século XIX.

Amado o odiado pelo bufão que é, Leo nunca procurou consenso como artista ou como homem. A sua arte, livre de convenções, oferece ao público uma experiência apaixonante, sensacional e arrebatadora, onde a provocação é uma linguagem e não um propósito.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

‘Criação Artística para o Espaço Público’


‘Criação Artística para o Espaço Público’ é o tema da conferência internacional que assinala o décimo aniversário do Imaginarius. O encontro realiza-se no sábado, dia 29 de Maio, pelas 14h15, no auditório da Biblioteca Municipal.
Com a realização desta conferência, o Município de Santa Maria da Feira e o Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR) pretendem questionar a pertinência da criação no espaço público, sem qualquer discriminação de linguagem, e promover a implementação de modelos de intervenção que possam ter um papel preponderante na dinâmica cultural do território.

O encontro será também uma ocasião para debater e reflectir o papel do Imaginarius na promoção das artes de rua em Portugal e na afirmação de Santa Maria da Feira como ‘cidade criativa’.

São cinco os oradores convidados: João Brites, director da companhia O Bando; Paolo Apolito, professor de Antropologia da Universidade de Roma; Antoni Remesar, responsável pelo departamento de Arte Pública da Universidade de Barcelona; Javier Tudela, professor da Faculdade de Belas Artes de Pontevedra, da Universidade de Vigo; e Leo Bassi, artista, pensador e “provocador” de excelência do espaço público. A conferência será moderada por Sara Oliveira, jornalista do Público.

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, preside à sessão de abertura do encontro.

Informações / Conferência
Tema: ‘Criação Artística para o Espaço Público’
Data: 29 de Maio
Local: auditório da Biblioteca Municipal
Hora: 14h15
Entrada: livre

Imaginarius na Imprensa

A arte volta a sair à rua na Feira - Jornal de Notícias

Reclusos de Custóias participam em espectáculo sobre culpa e perdão - SIC

Imaginarius assinala os 10 anos com novas propostas - Notícias de Aveiro

Clara Andermatt estreia nova versão de "VOID dia 27 - Diário de Notícias

Cie. des Quidams | Rêve d'Herbert | Imaginarius 2010


Duração: 60 minutos (aprox)
Data: 28 e 29 Maio

RÊVE D’HERBERT

Longas silhuetas brancas avançam em andas na sombra, vestidas de telas. Parecem estar à espera não se sabe de quem.

Aparecendo ao virar de uma árvore, no canto de uma rua, contando com a única linguagem dos silêncios e dos gestos lentos; iniciam reuniões secretas, aproximam-se, afastam-se e convidam-nos por fim a segui-las...

Pouco a pouco, as cinco personagens metamorfoseiam-se em personagens volumosas de quatro metros de altura. Disformes e majestosas ao mesmo tempo, deselegantes e aéreas, como vindas de outro planeta, as suas cabeças tornam-se luminosas.

Depois, as silhuetas monstruosas puxam-nos à volta de um astro luminoso.

Ao som de uma música estranha e hipnotizante, as cinco personagens efectuam um ritual mágico que permitirá a elevação do astro no céu... Como um piscar de olhos à lua. Como num sonho!

Este espectáculo, criado em 1997 por Nikola Martin “Inko’Nito” e Jean-Baptiste Duperray “Compagnie des Quidams”, foi apresentado mais de 400 vezes no mundo inteiro.

Espectáculo encenado por Jean-Baptiste DUPERRAY, 46 anos, responsável artístico da Compagnie des Quidams. Criada em 1994, em Bourg-en-Bresse (França), a Compagnie des Quidams produziu vários espectáculos de rua: “Comme des Mômes” (1994), “PinPon” (1995),

“La Preuve Par l’Oeuf” (1996), “Faim d’Siècle” com Têtes d’Affiche (1999), “Rêve d’Herbert” com Nikola Martin - Inko’Nito (1997), “A Ciel ouvert” (2002), “Kendama” (2007) e um espectáculo para público jovem: “Hitchcoq en Pâte” (1995). Jean-Baptiste Duperray concebe projectos artísticos e rodeia-se de personalidades competentes em matéria de encenação, de escrita ou de música, segundo a criação. Tantas ocasiões para alargar o campo de competências da Companhia, de viver novas aventuras artísticas.

Nikola MARTIN, efervescente desde 27 de Julho 1963, persiste e assina Inko’Nito em 1996.

INCOGNITO advém do latim incognitus, desconhecido. A título privado, discretamente, secretamente sobre o tampo de uma mesa de cozinha. “A paixão pelo incógnito, um dos maiores prazeres dos príncipes” (Balzac).

Criação musical original
Didier Boyat e Alexandra Santander
SUENO EN LA FABRICA

Baralha | Imaginarius 2010

CRIAÇÃO IMAGINARIUS

Duração: 180 m
Data:27, 28 e 29 Maio
www.baralha.com

A partir de um convite feito por Renzo Barsotti (Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua) ao criador Marco Martins, no âmbito do projecto Desalojar a Exclusão, BARALHA pretende constituir-se como uma reflexão sobre as problemáticas da integração e mais concretamente sobre o modo de vida do acampamento cigano de Sanguedo, cujo nome dá o título ao projecto.

Um projecto pioneiro em que vários criadores, em coordenação com Marco Martins, trabalharam junto da população, dentro do próprio acampamento, na criação de pequenos trabalhos que constituem o itinerário deste espectáculo multidisciplinar, onde se cruzam vários olhares sobre esta realidade.

A Baralha é um acampamento constituído por dezasseis casas precariamente construídas, habitado por cerca de 70 pessoas de etnia cigana, todas de uma mesma família - os Monteiro - que há cerca de doze anos abandonou o seu tradicional modo de vida nómada para se sedentarizar neste terreno, junto de Sanguedo, subsistindo hoje em dia maioritariamente através do rendimento social de inserção, atribuído a cada uma das famílias. Trata-se de uma população em adaptação a esta nova realidade, mas ainda muito fechada sobre si mesma, em permanente processo de adaptação e mudança, constantemente receosa das agressões externas, daquilo que é exterior à sua cultura.

Foi aqui que, durante o período de aproximadamente um ano, tendo como ponto de partida uma reflexão sobre as problemáticas da integração e da livre interpretação do clássico de William Shakespeare ‘Romeu e Julieta’, Marco Martins fez a direcção artística de BARALHA, convidando vários artistas a participar no projecto e realizar workshops junto da população, dos quais resultaram as obras que constituem, em grande parte, o corpo dos trabalhos apresentados neste espectáculo, que tem como espaço expositivo o próprio acampamento da Baralha e as casas dos seus habitantes.

Filipa César, Clara Andermatt, Beatriz Batarda, Dinarte Branco, Fernando Mota, Nuno Pino Custodio e André Príncipe, cada um deles trabalhou com um determinado número de elementos do acampamento, optando por uma “estratégia” individual de abordagem formal. Desses encontros resultaram os vídeos expostos no acampamento, que documentam o processo e os seus resultados, constituindo apenas uma parte desta apresentação que terá ainda uma componente de música e performance.

Polémico e provocador, BARALHA revela-se um projecto transdisciplinar pioneiro, em vários sentidos, em que a arte sai dos habituais traços delimitados à sua actuação e se funde no espaço e tempo próprios da vivência de uma comunidade de pessoas com um estilo de vida singular e rodeado de estereótipos. Este enorme happening, se assim lhe quisermos chamar, estendeu a essência da performance à vida, em que a arte vive nas pessoas e as pessoas vivem – nem que por alguns dias – na arte.

BARALHA Ficha Artística Técnica

Ideia original do projecto: Marco Martins
Coordenação Artística do projecto: Marco Martins
Assistente de Marco Martins: Vanessa Patrício
Coordenadora de Produção: Susana Lamarão
Imagem Miguel Manso, Miguel Carvalho
Som Miguel Manso, Vanessa Patrício, Miguel Carvalho
Edição João Pedro Moreira

Concepção Cénica Artur Pinheiro

Assistente de Artur Pinheiro David Paredes

Desenho de Luz Nuno Meira
Digitalização de Imagens Taila Wang
Designers Catalogo/ Site Barbara says... Projecto Próprio

terça-feira, 25 de maio de 2010

All About Dance | Asylum | Imaginarius 2010

ESTREIA

Duração: 60 m
Data:27, 28 e 29 Maio

ASYLUM representa uma viagem alucinante ao lado mais obscuro e psicótico da condição humana. É a história dos perversos, uma vez que dá vida ao imaginário de um grupo de doentes mentais internados num asilo. Estes doentes, perversos por natureza, depressa demonstram que o seu quotidiano nada tem em comum, pois a imaginação constantemente se confunde com a realidade e tudo o que mostra é tudo que menos se vê. No entanto, a perversão é também fantasia, criatividade, superação de si, grandeza. Nesse sentido, pode ser entendida como o acesso à mais elevada das liberdades, uma vez que autoriza aquele que a encarna a ser simultaneamente carrasco e vítima, senhor e escravo, bárbaro e civilizado.

Os All About Dance são uma companhia de dança semi-profissional, sediada em Santa Maria da Feira, constituída por 17 bailarinos. Venceu nos últimos cinco anos todos os campeonatos de dança Hip Hop existentes em Portugal e um campeonato em Itália. Do percurso da companhia destacam-se os espectáculos produzidos pela escola de dança All About Dance, por outras companhias de dança nacionais, pela RTP, por empresas nacionais e por entidades de Santa Maria da Feira.

ASYLUM: 27 a 29 Maio / 22h00 / Escola Secundária de Santa Maria da Feira / >12 anos

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Entrado | Imaginarius 2010

CRIAÇÃO IMAGINARIUS

ENTRADO – gíria prisional que se refere ao indivíduo que acaba de entrar na prisão. Pelas palavras dos actores: “ o acabado de chegar”, “o que não se pode esticar naquilo que diz”, “ o que está sempre à espera”, “o que tem que marcar território”.

ENTRADO invade dois mundos, dois lados, dois territórios impossíveis de colocar em diálogo. A escolha faz-se apenas por um. O bem e o mal, o preto e o branco, o dentro e o fora, conjugados e vividos por um ENTRADO, que entrou, que deu entrada, adjectivo de transmissão e passagem, com acesso ao melhor e ao pior do território de cada um. O ENTRADO mergulha na outra vida, olha directamente os muros labirínticos, mastiga-se no binómio culpa-perdão, ansiando uma enevoada esperança de que afinal “pode acabar em bem”.

Este espectáculo é o resultado de uma catarse colectiva sobre o erro e o seu perdão, a fragilidade do ser humano e a inevitabilidade de o pecado estar ao alcance de qualquer um em qualquer tempo e espaço. No caminho sente-se o esforço, a carga, a regeneração, a mudança pautada por silêncios e colada à miragem de liberdades desejadas por garças (tsurus). Nas prisões interiores lavam-se culpas e olha-se em volta. O que fica afinal?

ENTRADO, espelho das vontades dos reclusos, propõe ao público um percurso por alguns dos espaços do EPP, revelando sensações, obstáculos, experiências, percepções sobre a vivência de um contexto prisional. O espectáculo fala de vidas antes de entrarem na prisão, do momento em que entram na prisão, das passagens pela prisão e da saída, real ou imaginada. A proposta é seguir estes trajectos, tocando nas dimensões da culpa e do perdão como incontornáveis na vida. A relação culpa-perdão, pano de fundo deste trabalho, encontrou-se em determinado momento do processo com “Hamlet” de Shakespeare.

ENTRADO é um espectáculo com uma forte componente musical, destacando-se a participação da banda rock do EPP “The Other Face” e a colaboração do Serviço Educativo da Casa da Música com o Coro “Ala dos Afinados”, projecto desenvolvido no estabelecimento prisional.


Enquadramento do projecto

O início deste projecto surge em Setembro de 2009, resultado do encontro de vontades da associação PELE_Espaço de Contacto Social e Cultural, Centro de Criação para Teatro e Artes de Rua / Imaginarius e Estabelecimento Prisional do Porto (EPP). Ao longo deste processo, com um grupo de cerca de 30 reclusos, foi possível desenvolver um espectáculo com base na pesquisa das suas histórias, memórias, corpos e vivências, destacando-se e valorizando-se as possibilidades da sua (re)escrita.

Um dos grandes objectivos deste projecto teatral passa pela criação, dinamização e autonomização de um grupo de teatro no EPP, contribuindo para fortalecer o questionamento das percepções construídas sobre os reclusos por parte da população em geral, no sentido de facilitar a sua reintegração social.


Informações “Entrado”

Datas: 26, 27 e 28 de Maio
Hora: 21h00
Local: Estabelecimento Prisional do Porto (Custóias)
Entrada: gratuita / sujeita a reserva
Duração do espectáculo: 60’
Classificação: maiores de 16 anos
Lotação: limitada


Reservas “Entrado”

“Entrado” é um espectáculo com lotação limitada e sujeito a inscrição prévia. As reservas terão se ser feitas até 20 de Maio, através do e-mail reservasentrado@gmail.com ou telemóvel 91 726 00 65.

Dados obrigatórios para reserva:
- Nome completo;
- Idade;
- Número de Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão;
- Contacto telefónico;
- Endereço electrónico;
- Especificar se pretende transporte de autocarro desde Santa Maria da Feira até Custóias [20h00, parque junto aos Bombeiros Voluntários].


Nota: a confirmação da reserva será feita pela mesma via da inscrição [e-mail ou telemóvel].


Normas de acesso ao EPP

- Apresentação obrigatória do Bilhete de Identidade / Cartão de Cidadão no dia do espectáculo;
- Não é permitida a entrada de telemóveis, gravadores, máquinas fotográficas e de filmar;
- Para celeridade da revista, trazer os objectos estritamente necessários e evitar a utilização de objectos metálicos;
- É proibido fumar.


Ficha Técnica e Artística

Interpretação
Abel Sousa
André Martins
Emanuel Muzio
Helder Oliveira
Hilário Bandeira
Jorge Jeremias
Luís Silva
Fernando André Santos
Francisco Alves
Mário Faria
Nelson Oliveira
Nuno Bastos
Nuno Oliveira
Pasquale Letizia
Paulo Costa
Paulo Oliveira
Pedro Paiva
Rui Velho
Vitor Vieira

Criação Colectiva

Concepção e Direcção Artística
Hugo Cruz

Apoio à Direcção
Maria João Mota

Direcção Musical
Artur Carvalho

Música
“The Other Face” - Banda Rock do EPP
José Alves
Luiggi Rausch
Nuno Puskas
Paulo Leal
Pedro Marinho

Coro – “Ala dos Afinados”
John Ramirez
Jorge Bastos
Fábio Pereira
Diogo Silva
Miguel Navarro
Teófilo Costa
Manuel Silva
(colaboração Serviço Educativo da Casa da Música)
Direcção Musical do Coro - Jorge Prendas e Gil Teixeira

Acordeão- Arnaldo Gonçalves Fonseca
Guitarra-Gil Teixeira

Músicas
«Eu Não Me Entendo»
Letra: José Luís Gordo
Música: José Mário Branco

«Mano a Mano»
Composição: Carlos Gardel, José Razzano, Celedonio Flores

«O Corpo É Que Paga»
Composição: António Variações


Tradução do Texto “Hamlet”
Maria Hermínia Brandão

Desenho e Operação de Luz
Fernando Coutinho

Som
Marco Jerónimo

Vídeo
Alberto Almeida e João Tiago Silva

Dança Vídeo
Amélia Carneiro e Emanuel Muzio

Figurinos e Adereços
EPP e PELE

Registo Fotográfico
Paula Preto

Coordenação do EPP
António Machado Soares – Director
Sofia Canário – Adjunta Director
António Quadrado – Chefe Corpo de Guardas
Ana Gomes, Ana Silva e Jorge Teixeira – Técnicos Superiores

Avaliação Externa do Projecto
Natália Azevedo - Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (DS-FLUP) e investigadora do Instituto de Sociologia da mesma instituição (IS-FLUP)

Produção Executiva
Artur Carvalho, Maria João Mota e Hugo Cruz

Co-Produção
PELE_Espaço de Contacto Social e Cultural
Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua
Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira

domingo, 23 de maio de 2010

Imaginarius 2010 - Mensagem da Autarquia

No ano em que perfaz dez edições, o Imaginarius apresenta-se ao público com uma marca de criatividade renovada. É certo que a actual conjuntura impôs alguma contenção, mas veio também reforçar a originalidade da programação e reafirmar o envolvimento da comunidade local nas criações deste Festival.

Os quatro projectos criados especificamente para esta edição - “A Feliz Idade”, “Baralha”, “Entrado” e “Instável Orquestra” - prometem surpreender pela qualidade artística, proporcionando ainda uma reflexão em torno de diferentes problemáticas e realidades sociais.

É com satisfação que registo a participação de duas companhias feirenses - All About Dance e Persona - no Imaginarius’10, a par de companhias nacionais e internacionais, numa demonstração clara de que este Festival tem potenciado, desde a sua génese, a criatividade artística local.

Em 2009, abrimos as portas a artistas e criadores emergentes, através do Mais Imaginarius, e a adesão superou as nossas expectativas. Este ano, recebemos cerca de 80 candidaturas, oriundas de vários países, e seleccionámos 20 projectos artísticos que vão “invadir” as ruas e praças do centro histórico da cidade.

Seja bem-vindo ao Imaginarius e a Santa Maria da Feira – cidade criativa.

Alfredo Henriques
Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira

Imaginarius 2010 - Mensagem da Direcção Artística

Passaram já dez anos desde que nos escolhemos, reciprocamente, para empreender esta viagem. Nós e Vós. Nós que pensamos o festival e Vós artistas, instituições, publico, território que permitem que os nossos pensamentos se tornem em coisa concreta. Como em todas as viagens, mais importante que a meta é o percurso. São as pessoas e as experiências adquiridas ao longo do trajecto, que enriquecem e permitem de por sempre novas metas. Crescemos juntos. Dez anos depois podem abrir-se novas perspectivas ligadas ao Centro de Criação para a Teatro e Artes de Rua (CCTAR), grupo de trabalho e lugar multidisciplinar de residência e de criação para o espaço público.

A nossa perspectiva sempre foi a de um festival em que a estética nasça do contacto de dois conjuntos: o conjunto dos artistas e o conjunto dos espectadores. Imaginarius é o curto-circuito através do qual os dois conjuntos entram em contacto e se reconhecem. Em nome de uma criatividade não de propaganda, mas de subversão. Para um lugar pleno de energia e de tentativas de romper os esquemas à procura de novos equilíbrios num mundo onde não os há mais ou talvez nunca os tenha havido. Um lugar de perguntas sem respostas e de respostas a perguntas que não fazemos mais. Imaginarius é este lugar.

Nós contamos Convosco para continuar a viagem.

Renzo Barsotti
Director artístico Festival Imaginarius

TMP | Make Love not War | Imaginarius 2010

ESTREIA

Duração: 70 m
Data:27, 28 e 29 Maio

MAKE LOVE NOT WAR

Lisístrata é uma peça contra a guerra, uma convicta apologia da paz e da concórdia entre todos os homens. Nela se atacam os velhos que governam a nação e gastam em armas o dinheiro necessário para outros fins. As mulheres, sob a direcção de Lisístrata, revoltam-se e conseguem, unidas, pôr fim à guerra civil que opunha Atenienses e Espartanos e trazer para casa os maridos e filhos. Utilizam para isso a arma do sexo: não se deixarão possuir por homem algum enquanto não acabar a guerra e não se fizerem as pazes. Representado em 411 a.C., o texto continua hoje a ser, em muitos aspectos, ousado e actualíssimo.

O Teatro de Marionetas do Porto constitui-se em 1988 e, numa primeira fase, centra a sua actividade na criação de espectáculos que resultam da pesquisa do património popular. Desta fase, destaca-se o estudo e reconstituição da velha tradição portuguesa do teatro dom Roberto.

A partir das raízes, a companhia começa a progredir, ao longo de diversas criações com um certo cariz experimental, no sentido da procura de elementos de modernidade na marioneta. Exit (1998) é o espectáculo que mais claramente consolida este rumo.

A prática teatral da companhia, actualmente, revela uma visão não convencional da marioneta, conceito aliás continuamente actualizado, e o entendimento do teatro de marionetas como uma linguagem poética e imagética evocativa da contemporaneidade. Procuram-se encontrar novas formas de concepção das marionetas, no limite objectos cinéticos, e novas possibilidades de explorar a gramática desta linguagem teatral, no que diz respeito à interpretação e à relação transversal com outras áreas de expressão como a dança, as artes plásticas, a música e a imagem.

Os 32 espectáculos criados até hoje pelo TMP destinam-se ou a público adulto ou a público jovem e a actividade da companhia divide-se entre as apresentações na cidade do Porto, onde ao longo dos anos criou uma forte corrente de público, e uma intensa actividade de itinerância no país e no estrangeiro.

sábado, 22 de maio de 2010

Magnífico cenário para a apresentação do Imaginarius 2010

"A Feliz Idade" | Imaginarius 2010

CRIAÇÃO IMAGINARIUS

Datas: 27, 28 e 29 de Maio
Local: Claustros do Museu Convento dos Lóios / Santa Maria da Feira [lotação limitada]


Feliz Idade: é a infância lembrada com nostalgia, quando “as maçãs sabiam melhor”? É o sonho da vida independente que temos ao fim da adolescência? É o esperado momento de retirar-se depois de uma longa vida de trabalho? O descanso da terceira idade vista na sua forma ideal?

Com a nostalgia por outras idades e épocas, cada um de nós parece estar sempre numa idade deslocada: vivemos no passado ou no futuro, e a feliz idade está sempre à nossa frente ou atrás de nós.

A Feliz Idade é também o nome dum lar de terceira idade fictício*, inspirado em nomes de lares reais que com o seu “perfume” esconde uma realidade difícil de aceitar, mas fácil de esquecer: A condição de envelhecer numa sociedade que não reconhece o valor de quem já não serve no ciclo produtivo, que coloca as pessoas em lugares que as isolam da vida – na solidão dum mundo onde as memórias já não são consideradas fundamentais para o futuro, mas tornaram-se nostalgia ou mercadoria.

O espectáculo A Feliz Idade continua e desenvolve um trabalho comunitário iniciado nas edições anteriores do Imaginarius com artistas não-profissionais que pertencem a vários grupos da comunidade, definidos por idade ou pela experiência em comum: o grupo dos 60+ (pessoas de todo o concelho de Santa Maria da Feira, entre os 60 e os 87 anos), os grupos Famílias+ de Canedo e Lobão, o grupo das Noivas, um grupo de 9 jovens de escolas secundarias, um grupo de 12 crianças de uma escola primaria e, como empregados de mesa da festa que acaba o espectáculo, um grupo de alunos de Escola de Hotelaria. Durante o trabalho de criação do espectáculo, estes grupos e indivíduos têm trocado histórias, memórias, músicas, roupas e danças, criando assim através do teatro uma ponte entre gerações e indivíduos que normalmente não têm contacto.

Mergulhámos nas memórias dos participantes para procurar o sentido profundo desta faculdade misteriosa do ser humano, e encontrámos nas histórias deles imagens comovedoras e fortes, canções belíssimas e conhecimentos surpreendentes. O cruzar de todos estes elementos tece um espectáculo que ganha vida exactamente porque pessoas e processos diferentes convergem e se entrelaçam no tempo e no espaço - neste caso a arquitectura dum edifício, um museu, que tem ele mesmo uma relação estreita com as memórias.

O espectáculo termina com uma festa verdadeira que tenta recriar o encanto vivido e sonhado dos idosos quando eram as crianças de outros tempos. Espectadores e actores sentam-se juntos numa mesa elegantíssima a comer caldo de couve, e quando a orquestra começa a tocar, os actores vão ensinar uma dança aos espectadores.

A feliz idade é sempre e nunca a idade em que estamos. Mas é agora que temos que agir, que viver, que reagir, que resistir. E dançar.

*) Agradecemos Valter Hugo Mãe por deixar-nos utilizar o nome do lar do seu livro A máquina de fazer espanhóis, que tem sido uma inspiração importante para o espectáculo.

Ficha artística

Actores: Adelina Silva (59) · Amélia Silva (71) · Ana Silva (48) · Ana Sofia Reis (7) · Andreia Amorim (17) · Andreia Santos (34) · Ângela Silva (26) · Arminda Silva (80) · Ascensão Pinto (66) · Aurora Reis (72) · Baptistina Oliveira (74) · Bernardina Oliveira (60) · Bruna Oliveira (7) · Carminda de Jesus (49) · Catarina Rodrigues (18) · César Santos (62) · Clara Oliveira (71) · Claudia Ferreira (17) · Cláudia Reis (27) · Dario Almeida (18) · Eduardo Lopes (29) · Elsa Almeida (33) · Elísio Monteiro (55) · Emília Cardoso (76) · Emília Oliveira (68) · Emília Sá (87) · Fátima Sá (67) · Fátima Silva (40) · Filipa Dias (8) · Hélder Resende (17) · Ilda Silva (9) · Inês Gonçalves (7) · Inês Gregório (28) · Inês Resende (7) · Irene Santos (82) · Isabel Costa (22) · Jessica Alves (7) · Joana Assunção (19) · Joana Santos (19) · Joana Silva (21) · Leonor Costa (49) · Luis Guimarães (8) · Marcos Martins (7) · Margaret Abelha (57) · Maria André Silva () · Mariazinha Leandro (50) · Marilina Carvalho (60) · Marisa Rodrigues (17) · Miguel Gonçalves (8) · Miguel Silva (8) · Pedro Resende (7) · Rebecca Almeida (9) · Rosa Castanheira (62) · Rosa Santos (64) · Samuel Martins (7) · Sara Cruz (17) · Teresa Heitor (49)

Alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira

Música: Orquestra Karrossel (Diana Azevedo (31) · Ferrer Leandro (50) · Nuno Encarnação (34) · Hugo Osga (34) · Sérgio Cardoso (39)) · Paulo Lemos (28).
Textos: Carpinejar · César Santos (62) · Valter Hugo Mãe (39).
Direcção artística: Anna Stigsgaard (30) com Paulina Almeida (32)
Objectos cenografia: Bruno Capucho (25)
Figurinos: Paulina Almeida (32) · Sandra Veludo (41)
Costureira: Sílvia Rodrigues (50)
Danças tradicionais: Diana Azevedo (31)
Coreografias: Isabel Costa (22)
Manipulação objectos: Filipe Caco (28)
Técnico luz: Rui Maia
Técnico som: Pedro Pestana (27)
Fotografia: Teresa Couto (35)
Coordenação do projecto: Lisete dAcosta (46) · Divisão da Acção Social – CMFeira.
Acompanhamento do projecto: Andreia Santos · Inês Pinho · Paula Costa · Paula Silva · Sílvia Costa.
Produção: Cristina Pedrosa – Feira Viva · CCTAR
Agradecimentos: Agrupamento de Escolas de Fiães e caldas de S. Jorge · Bombeiros Voluntários da Feira · Celeste Silva · Centro de Cultura Orfeão de Santa Maria da Feira · Colégio de Lamas · Daniela Sousa · Eduarda Silva · Fabrício Carpinejar · Família Gregório · Museu Convento Lóios · Padre Eleutério · Susana Abreu · Universidade Sénior · Valter Hugo Mãe
Apoio: Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira · Teatro Nacional de São João

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Persona ft. Artane | White Box | Imaginarius 2010


Duração: 60 m
Data: 27, 28 e 29 Maio

Persona apresenta WHITE BOX

A partir de várias experiências performativas desenvolvidas pelo colectivo Artane em colaboração com a Companhia Persona, desenvolveu-se o conceito cénico da WHITE BOX, um espaço integralmente branco onde as paredes, o público e os intérpretes, envergando batas brancas, proporcionam uma superfície de projecção de 360 graus, envolvendo todos os participantes na performance.

Inspirando-se no conceito de panoptismo, chegou-se ao formato de uma tenda branca hexagonal, em que o público é posto na mesma condição dos intérpretes, onde todos podem ver tudo e todos. Um espaço interior branco, anti-séptico e atópico, tal como o conhecemos de todos os edifícios institucionais, concebido para comportar a diversidade dos seus utentes, mantendo a sua integridade uniforme.

WHITE BOX é um espectáculo que se propõe reflectir sobre a institucionalização do indivíduo e os seus efeitos inibidores de liberdade e identidade. Uma viagem ao universo interior e perturbado da Institucionalização e o desprovimento da sua condição. O resultado: o espaço impõe as regras e o indivíduo desvanece-se. A perda da identidade, da dignidade e da liberdade perante a institucionalização.

A companhia Persona, com residência permanente no Cine-Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, tem vindo a desenvolver um percurso na área das artes performativas com características únicas no panorama nacional, compreendendo áreas tão diferentes como o Teatro de Rua, Espectáculos de Palco, Animações e Projectos Multidisciplinares, consolidando uma linguagem específica assente numa metodologia de interpretação orgânica que se cruza com as mais diversas linguagens criativas e artísticas. Artane é um projecto musical e multidisciplinar de Santa Maria da Feira, envolvendo performance e multimédia.

WHITE BOX: 27 a 29 Maio / 22h00 / Estac. Av. Dr. Belchior Cardoso da Costa / >12 anos

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Instável Orquestra | Imaginarius 2010


CRIAÇÃO IMAGINARIUS

Duração: 60 m
Data: 27, 28 e 29 Maio

Criação Imaginarius

A quem pertencem as histórias populares? Os contos, os cantos? A quem criou, a quem transmitiu, ou a quem ainda hoje conta e canta aquelas histórias, ou mesmo ao povo?

E se uma história popular nasce no ano 2010, a quem pertencerá, e qual será o seu futuro?

Os três espectáculos da Instável Orquestra são baseados na narrativa "A Emocionante História de Francisco, Afonsina e Outras Coisas Mais", resultante dos laboratórios desenvolvidos com cinco grupos numerosos de faixas etárias muito diferentes, ao longo de quatro meses.

A primeira fase deste grande projecto foi a criação de uma história a partir praticamente do zero. Muitas sessões serviram de ocasião para os grupos discutirem e tomarem decisões sobre o destino dos protagonistas e antagonistas, sobre as questões fundamentais da vida quotidiana, crise mundial, amizade, amor, religião, e sobretudo a mensagem que a história transmite.

A segunda fase compreendeu a divulgação do texto da história por todas as escolas do concelho de Santa Maria da Feira, com o envolvimento criativo dos professores e crianças, insistindo na possibilidade de contribuir de forma activa para o resultado final das representações. Paralelamente, o texto foi entregue aos contadores de histórias, que criaram uma versão própria, partilhada por grupos autores do texto.

A terceira fase é o ciclo de espectáculos a apresentar no Imaginarius.


“Venham, venham meus senhores, os contadores estão na praça.”

Na primeira noite do Festival, o público terá uma ocasião única para ouvir a história criada pela Instável Orquestra, contada por dois contadores de histórias acompanhados por um conjunto musical de mais de 150 pessoas. O resultado é extraordinário e atinge dimensões épicas de um cinema sem imagens, ao mesmo tempo apresentação de arte antiga de contar as histórias e uma expressão artística nova.

Os dois contadores de histórias - Celina Pereira, de Cabo Verde, e Thomas Bakk, do Brasil - são porta-vozes de tradições de países lusófonos, dois artistas conceituados que contribuem com o seu espírito nesta experiência artística.


“Grande Concerto 2010”

Na segunda noite do Festival, a Instável Orquestra apresenta um espectáculo muito diferente, dando mais tempo às músicas originais que acompanham a história, criadas durante os laboratórios de improvisação da Orquestra. Estando envolvidas no processo criativo 82 escolas primárias, com os seus 6000 alunos, será dado um justo espaço a esta participação colectiva.

O contador de histórias Thomas Bakk vai contar diferentes finais possíveis da história, inventados pelo próprio, por alunos das escolas ou pelo público presente na praça.

Vamos questionar o público: como é que uma história acontece ao longo da estrada nacional N.1, entre Sanguedo, Lourosa e S. Miguel de Souto, e ao mesmo tempo chega até ao início do mundo, na procura de soluções para problemas, amores e amizades entre os personagens.


“Incrível viagem de Francisco até o início do mundo”

Na terceira noite do Festival, a tradicional parada das escolas do concelho de Santa Maria da Feira, com a participação de mais de mil crianças, que nesta ocasião representam os mil pássaros, protagonistas importantes da história, torna-se um espectáculo irrepetível.

O laboratório de construção de marionetas de pássaros, do artista brasileiro Evaldo Barros, deu a possibilidade a cada criança de explorar a sua própria criatividade. Um boneco gigante muito especial, criado por professores das escolas primárias, acompanhado por uma coreografia colectiva, vai ser o centro da parada.

Este processo longo de criação total envolveu narrativa, música, artes plásticas, dança e outras artes a seguir. A grande cena final fica em segredo, revelado só para o público presente na praça.


Exposição

A Casa do Moinho torna-se uma galeria de arte que acolhe uma exposição, comissariada por um grupo de professores das escolas primárias, aberta ao público todos os dias do Festival. É uma ocasião para espreitar além dos nossos espectáculos e concertos, e uma viagem pela imaginação de um enorme número de crianças e professores de 82 escolas, que interpretam “a história” através da escrita, desenho, escultura, projecções, instalações.

É uma exposição de arte infantil e escolar, e também uma visão do processo criativo da Instável Orquestra, um registo de oito meses de todos os trabalhos que precedem as representações finais.


Aleksandar Caric



Músico poliinstrumentista, actor, educador.

O maestro da Instável Orquestra nasceu em Novi Sad, Sérvia. Trabalhou na antiga Jugoslávia nos anos 80, na área da música de improvisação radical. No mesmo período trabalhou também como escritor e curador na “Matica Srpska”, uma conceituada editora da antiga Jugoslávia. Desde 1991 vive e trabalha em Itália.

Ao longo destes anos tem ainda colaborações com inúmeros músicos e actores, seja como actor, seja como músico e autor de músicas para espectáculos de teatro e dança, como de bandas sonoras para filmes documentários.

É director artístico do "Internacionalni Festival Ulicnih Sviraca" em Novi Sad, o único festival de teatro e música de rua na Sérvia, que regista uma enorme presença de público.

Ensina em Roma no quadro de projecto Mus-e, da International Yehudi Menuhin Foundation.

Actua em muitos países do mundo. Desde Dezembro de 2006, em vários festivais, nomeadamente: Brasil, Portugal, Croácia, Eslovénia, Macedónia, Alemanha, Marrocos, Arménia, Belgica e Sérvia, e em diferentes regiões de Itália.



Celina Pereira

Nascida na bela Boavista, ilha de Cabo Verde, Celina Pereira cresceu no Mindelo, onde teve o seu primeiro palco: um banco de cozinha, de cima do qual fez as suas primeiras actuações familiares. Foi também nestas duas ilhas que Celina ouviu as suas primeiras estórias tradicionais, que lhe terão deixado a vontade de as partilhar com crianças de todo o mundo. Em Portugal completou a sua formação de professora, tendo regressado a Cabo Verde para se estrear como cantora. Voltou depois para Portugal, de onde partiu para as suas actuações e pesquisas um pouco por todo o mundo. Pioneira da educação inter-cultural, que iniciou nos Estados Unidos, Celina começou ainda nos anos 90 a registar em audio-livros o resultado desta recuperação das tradições orais. Hoje, com mais de 40 anos de trajecto profissional, é considerada embaixadora da Lusofonia e um dos expoentes máximos da divulgação da cultura cabo-verdiana. E uma das suas vozes mais inconfundíveis e emblemáticas.



Thomas Bakk

O meu nome é Thomas Bakk, assim consta nos papéis.
Nos folhetos de almanaque, sou o Senhor dos cordéis.

Trabalho desde miúdo no ofício da criação,
Fazendo um pouco de tudo, por vício da profissão.

Formado em Arte Dramática, nunca aprendi a lição.
Quem me ensinou foi a prática, sem pós, nem graduação.

No início actuei na rua, sozinho pra multidão,
despido, com a cara nua, Só de fato-macacão.

Chamavam-me nessa altura pela alcunha mais fiel
De “Operário da Cultura” do Teatro de Cordel.

Cansado de ser o bobo da corte, sem um tostão,
Fui eu para a Rede Globo ser autor de televisão.

Voltei às origens tesas, trabalhando desde então
com teatro nas empresas, no campo da formação.

Não aguentando a vileza o produtor, meu patrão,
deitei as cartas na mesa, para a minha demissão.

Fui trabalhar nas escolas, na área da educação,
Levando teatro às tolas, em forma de intervenção.

Enquanto o ofício cénico só me rendia vanglórias,
Deixei de ser académico, pra ser contador de histórias.

Resgatei meu cariz lúdico e não me arrependo disso,
Pois trabalho para o público, sendo apenas um castiço!



Ficha Técnica e Artística

Direcção Artística Geral: Aleksandar Caric
Coordenação do Projecto: Lisete dAcosta - Divisão de Acção Social
Equipa Orquestra: Marta Carvalho, Rita Castro, Marco Gonçalves, Pedro Santos, Sílvia Medina, Helena Santos
Maestros Colaboradores: Manuel Luís Azevedo, Mafalda Campos Leite, Saudade Campos
Contadores de Histórias Convidados: Celina Pereira – Cabo Verde, Thomas Bakk - Brasil
Solista Convidado: Alessandro Federico - Clarinete
Equipa Parada: coordenação - Ana Carvalhinho, Pelouro da Educação; Manuel Gregório, Ana Rita Leite, Cristiana Pinto, Daniel Costa
Equipa Exposição: coordenação – Carla Palhares, Pelouro da Educação, Sónia Guedes, Sofia Lages, Tatiana Santos, Nuno Cunha
Multimédia: Carlos Brandão

Elementos da Orquestra
- EB2,3 e Secundária Dr. Moisés Alves de Pinho – Fiães
- Grupo feminino do Ferradal - Fiães
- Associação Alcoólicos Recuperados de Santa Maria da Feira
- Grupo de Percussão Rufus e Circus – Município de Santa Maria da Feira
- Banda Rock “The Paper Ash”
- EB1 de Barroca - Fiães
- EB1 de Soutelo - Fiães
- EB1 de Vendas Novas – Fiães
- Banda Musical de Souto
- Academia de Música Feira (elementos da orquestra de sopros e coro juvenil)
- Coro da Universidade Sénior
- Elementos de Banda Marcial do Vale

Co-produção: Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua/Imaginarius
Promotor: Câmara Municipal de Santa Maria da Feira – Divisão de Acção Social e Pelouro da Educação, Cultura, Desporto e Juventude

Agradecimentos
Trabalhadores do Estaleiro da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, pela colaboração no apoio técnico da exposição.
Conselho Executivo e funcionários do Agrupamento de Escolas de Fiães, pela colaboração na cedência do espaço físico para ensaios.
Academia de Música de Santa Maria da Feira, pela colaboração na cedência do espaço físico para ensaios.
Universidade Sénior (Maestrina Saudade Campos).
Academia de Música da Feira (Maestrina Mafalda Campos Leite e Maestrina Ana Silva).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Programa Imaginarius 2010

Depois do alinhamento... chegam algumas supresas e o programa completamente definido. A uma semana para o festival temos finalmente IMAGINARIUS!
Programa PDF

Floten Tecles no Imaginarius 2010


Esta passou-me... mas não me importo nada!
David Moreno chega finalmente a Santa Maria da Feira!

E se no ano passado ponderei várias viagens para assistir a este espectáculo, sem chegar a bom porto, este ano tudo será mais fácil. Nas duas primeiras noite do Imaginarius "Floten Tecles" marcará o final de noite, na envolvente às Piscinas Municipais.


Duração: 35 minutos
Data: 27 e 28 Maio
Local:envolvente da piscina municipal

É um espectáculo musical - teatral - cinematográfico, carregado de poesia e humor. David Moreno e uma equipa de cinema uniram a sua experiência para lhe dar forma.

“Floten Tecles” é um espectáculo em que David Moreno toca piano, percussões e canta preso a seis metros de altura em posição vertical. A tampa do piano passa a ser um ecrã de cinema onde se projecta uma média metragem. O músico constrói em directo a banda sonora do filme, à medida que interage de maneira constante com as personagens e imagens que aparecem no ecrã.
Música, teatro, cinema, efeitos especiais, humor, poesia...
35 minutos surpreendentes, inesperados, únicos onde o cenário é o próprio céu.

Criação, direcção, interpretação e música: DAVID MORENO
Ideia original: LEANDRE RIBERA
Realização: AIMON NINYEROLA
Desenho e cenografia: JAUME PLA
Produção: CARLES TREVIÑO, PILAR GUTIERREZ (FREEART) e DAVID MORENO
Com a colaboração de:
INSTITUT CATALÀ D´INDUSTRIES CULTURALS
FIRA TÀRREGA
INSTITUTO DE MEDICINA DEL ARTE
FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE CALLE DE VALLADOLID

Clara Andermatt | Void eléctrico | Imaginarius 2010


ESTREIA

Duração: 70 minutos (aprox.)
Data:27, 28 e 29 Maio
Dança / Teatro/ Música
M/6

VOID eléctrico

Tudo remonta há 10 anos atrás. Mas “passa-se aqui e agora: Em Portugal, Cabo Verde, Portugal…”, pontos de partida para a criação de uma peça que tem como pano de fundo o encontro de culturas.

O espectáculo VOID estreou em 2009, a convite da Mostra Internacional de Teatro de Oeiras e foi considerado pela crítica como um dos melhores do ano.

Agora, o Festival Imaginarius e o CCB apostam numa nova versão para o espaço público, com estreia absoluta em Santa Maria da Feira, no dia 27 de Maio.

Esta nova versão, VOID eléctrico, conta com mais um intérprete e cúmplice nesta história de encontros - Kabum. Tem mais músicas, mais electricidade, mais memórias… algumas das quais são momentos inesquecíveis de DAN DAU, espectáculo estreado pela Companhia Clara Andermatt há 10 anos atrás.

Uma peça sobre pessoas, feita de experiências e de saudade. Inspirada, nas tristezas, nas dificuldades, nos benefícios de uma década de crescimento de dois cabo-verdianos em Portugal. Repleta de poesia, de ritmo e língua crioula. Por vezes triste, por vezes cómica, filosófica ou pragmática, como Sócrates e Avelino.

Um universo coreográfico, teatral e musical muito pessoal, que nasce do diálogo real e constante de duas culturas no dia-a-dia de Lisboa.

Co-produção Mito – Mostra Internacional de Teatro de Oeiras e ACCCA
A ACCCA é uma estrutura financiada pelo
Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes

terça-feira, 18 de maio de 2010

PIA | Humanum Fatum | Imaginarius 2010


Duração: 60 m
Data: 27 e 28 Maio

Teatro Físico

Uma viagem por entre memórias de uma terra que encontra a sua identidade com a chegada da máquina a vapor... Lugar onde os homens, outrora, puxavam costumes e tradições, amassavam o corpo e pisavam o sangue que a terra lhes oferecia.

Agora é o mastigar dos mecanismos da máquina de produção, que marcam o tempo, rumo a um futuro ignoto... Remeter a Máquina ao Homem ou degradar o Homem à Máquina?

Os Criadores de Inutensílios

No século XIX, quatro inventores, preocupados em convencer as pessoas da utilidade das suas máquinas, descobrem as vantagens da solidariedade e os riscos duma sociedade essencialmente baseada no progresso técnico. Saberão eles lidar com as implicações do maquinismo e encontrar uma alternativa a este novo problema que pretendia ser uma solução?

Além de revelar a necessidade engenhosa do Homem de inventar soluções para problemas inexistentes, “Humanum Fatum” pretende homenagear todos os portadores de uma imaginação criadora, mesmo aqueles que nada inventaram, mas que as suas persistentes tentativas, dedicação e mesmo teimosia tornaram-se uma fonte de inspiração para muitos outros...

A PIA - Projectos de Intervenção Artística surge em Maio de 2002, na Vila de Pinhal Novo, através de um encontro de artistas de diversas áreas que acompanharam o enorme desenvolvimento demográfico e urbanístico que se verificou, nas últimas décadas, nesta freguesia. Sensibilizados quanto às necessidades desta comunidade, uniram-se com o objectivo suavizar e colmatar a carência de projectos culturais ao nível das artes performativas.

Formou-se então uma companhia profissional que desenvolve trabalho na área das artes performativas de rua, realizando as suas próprias criações e produções. O gigantismo sempre foi a sua maior aposta, tendo como consequência uma maior dedicação na elaboração de distintas personagens em andas e cenários que se adaptam a diferentes ambientes e contextos. Este facto permitiu a criação de performances e espectáculos visíveis por um maior número de espectadores.

A rua é o palco por excelência desta companhia, apostando na intervenção em espaços públicos e não convencionais, adaptando as diversas criações à arquitectura do meio envolvente.

Apresentação Imaginarius 2010

O realizador Marco Martins e a actriz Beatriz Batarda vão estar presentes na Conferência de Imprensa de apresentação da décima edição do Imaginarius, que se realiza esta quarta-feira, dia 19 de Maio, pelas 15h00, no acampamento cigano da Baralha, em Sanguedo – Santa Maria da Feira.

BARALHA é o nome do projecto que o criador Marco Martins desenvolveu especificamente para a décima edição do Imaginarius e que será apresentado nos três dias do Festival. É uma reflexão sobre as problemáticas da integração e o modo de vida do acampamento cigano de Sanguedo.

A programação do Imaginarius´10 será apresentada à Comunicação Social pela vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Cristina Tenreiro, e pelo director artístico do Festival, Renzo Barsotti.

O Imaginarius realiza-se de 27 a 29 de Maio, em Santa Maria da Feira, à excepção do espectáculo “Entrado”, que terá como palco o estabelecimento prisional de Custóias, de 26 a 28 de Maio.

Informações / Conferência de Imprensa
Data: 19 de Maio
Hora: 15h00
Local: acampamento cigano da Baralha / Sanguedo / Santa Maria da Feira
Coordenadas GPS: N 41º 00.489' W 8º 31.646'