domingo, 28 de outubro de 2012

Rua Livre Portugal 2012



Este fim-de-semana, Portugal esteve em força de mãos dadas com o movimento Rue Libre. Em terras lusas, multiplicaram-se as acções de rua, dando simbolismo à devida utilização do espaço público e à atribuição do devido valor aos artistas de rua, promovendo o seu trabalho.
De norte a sul do país aconteceram apontamentos, sempre com um denominador comum, o texto manifesto Rua Livre Portugal 2012 – Rua: Nossa Casa Comum, Uma Gaiola de Liberdades, da autoria de Nuno Paulino, Artelier?. E é daí mesmo que nasce este movimento em Portugal, da vontade da Artelier?, nasce a parceria com a PAR, o FIAR e a Bússola, nascendo com isso acções em diversos pontos do país.
Em Lisboa/Loures, em Palmela, em Vendas Novas, em Cascais e em Santa Maria da Feira decorreram momentos Rue Libre | Rua Livre, tal como as fotos documentam.

«Claro que somos bons, somos maiorais, somos belos, bonitos somos sempre a abrir, somos sem duvida e pelo menos, os melhores das nossas rua, e somos tantos e tão bons que as queremos todas para nós, não vendemos as nossas ruas!!! »

Rua Livre 2012 - Santa Maria da Feira

 
 
 
 
 

Rua Livre 2012 - Cascais


Rua Livre 2012 - Vendas Novas


Rua Livre 2012 - Loures


Rua Livre 2012 - Palmela


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Rua Livre Portugal 2012 - Manifesto

Como previsto decorrerão este fim-de-semana cinco ações Rue Libre em Portugal, em que todas terão um denominador comum: a leitura de um texto manifesto que pretende dar voz às nossas ruas.
Para quem não pode estar presente em nenhuma das ações previstas, fica o convite à realização de pequenos apontamentos, em que a simples leitura deste texto no espaço público, devidamente documentada com uma foto para partilha nas redes sociais, será uma marca vincada.

Rua: Esta é a nossa Casa Comum! Uma gaiola de Liberdades 

A rua não é livre, a rua tem impedimentos, tem paragens a mais, e sinais de trânsito, na província tem buracos e no inverno poças de agua. A rua não é quente, ou então até queima, a rua não é um palco, pois a porcaria do sol nunca se cala ou quando se cala obriga nos a acender o fogo. 

Épa a Rua é tramada porque tem putos aos magotes nas praças, e porque mesmo quando decido estar imóvel todos me querem ver quebrar, todos implicam com o meu pestanejar subtil. 

A rua não é de todos tem donos, rua do este e rua daquele, enfim a rua não é rua, pois num instante é avenida ou praça, e quando é praça e se enche de gente a rua é um circo, ou pior um teatro de malucos, uma roda de capoeira, uma gaiola de liberdades. 

Sim a rua é uma gaiola de Liberdades, atentemos á liberdade de poder ser palhaço, de tocar guitarra ou mostrar uma estátua, é uma liberdade engaiolada, é uma liberdade condicional, podemos pagar o lugar à câmara? E depois pagamos recibo ao cliente? , Obrigado diz o homem estátua enquanto da sua boca um pequeno papelinho impresso sai acompanhado pelo barulho de uma impressora de agulhas ruidosa, Volte sempre, e faz uma vénia…a Rua Não é para nós. 

Atentem, Atentem ás liberdades da rua, vejam as capitais da cultura, olhem para Guimarães, vejam a liberdade com que “O capital” da cultura contratou 6,66 ou 666 espectáculos a uma companhia da Catalunha, ( ai o PIB ai o PIB o caraças, ai mas é o púbis gelatinoso que se baba de negociatas) enquanto por toda a parte as nossas companhias correm a merda da cortina. Cortina? qual cortina a cortina? da rua é uma guilhotina afiada, ainda por cima é enorme e impossível de arrumar no camião, junto com a cabeça do monarca ás voltas no tumulo com os incidentes do caso da bandeira de pernas para o Ar, ai a república, Ai as mamas da república secas de dar de mamar a estes donos da bola (sim a rua é feita para jogar á bola). 

Quem foi que disse - o teatro é para ser praticado por todos, imaginem que até os atores podem fazer Teatro…Ai vejam esta rua, vejam esta rua, vendida nas jogadas dos agiotas dos dinheiros públicos, e nos encerramentos das maternidades artísticas, que treta de rua, que rua fechada para obras, que rua tão íngreme de desigualdades e previlégios. 

Esta é uma rua de liberdade Condicionada, é uma refém dos negociantes, das Industrias Criativas, do supermercado da rua, do texto em pacotinhos, dos reis suspensos pelo cú de ténis nike e ainda assim convencidos que são Afonsos e que são também Henriques. 

Que rua livre? que Treta? uma rua de ministérios desaparecidos , enfim, uma rua onde a cultura é um mistério, o MISTÈRIO DA CULTURA. 

Uma rua de tal forma “Desen-ruaizada” não pode dar outros frutos senão Poesia, não pode gerar outros filhos senão “movimento”. A nossa rua, não é nossa, nós somos a rua , aqui não há textos . A rua é o texto e também contexto. A nossa rua é global, é Europa, América, Ásia, África, e não aceita os mercados excepto os de sábado de manhã para as compras ou quem sabe para uma animação, a nossa rua não serve para vender carros topo de gama, mas usa com amor os modelos já estafados, a nossa rua é nua, mas é bela como os seios das estátuas da república, e quente como os seios das morenas do Brasil. A nossa rua está-se nas tintas para a exportação de pasteis de nata, mas acredita que a cultura é a alma deste povo, de todos os povos! 

A nossa rua não é um palhaço, nem dois nem sete, a nossa rua são milhões de Maravilhas a celebrar, não tem malabarismos televisivos nem celebra um actor pelo numero de vezes que aparece na Televisão, a nossa rua não é um episódio com meninos feitos de fruta e chantily, a nossa rua é uma epopeia mística, aqui somos os anónimos do “sambódromo” coração da festa, pedra do castelo, nesta nossa rua somos todos vedetas, somos todos !oscarizáveis!, somos fortes, confiantes, criativos, emotivos, amaveis, brincalhões, somos sensíveis, modernos, previdentes, somos enfim os melhores, sim somos os melhores mas por favor nós sabemos, vós sabeis , todos sabemos, portanto saibamos saber sem atentar a nossa digna confiança! 

 Claro que somos bons, somos maiorais, somos belos, bonitos somos sempre a abrir, somos sem duvida e pelo menos, os melhores das nossas rua, e somos tantos e tão bons que as queremos todas para nós, não vendemos as nossas ruas!!! não cedemos para publicidade, não aceitamos interdições e baias de segurança, não desejamos mais acções de marketing para vender vidrinhos a “papurços” até porque, na nossa rua estamos tesos , sem dinheiro, despedidos, desempregados. Despedimo-nos uns dos outros e das nossas ruas, despedimo-nos porque fomos despedidos, ah como as ruas e o ócio podem aguçar-nos a arte, refinar-nos a astúcia , ai como o abandono nos pode tornar seres sociais, culturais logo perigosos, 

A rua não está em Perigo, a Rua é um Perigo!!! Eu disse Rua UPS…deve Ler-se ARTE!!! corrijam :) 
Enfim por favor… 
Não nos fodam a rua!!! Esta é a nossa Casa Comum! 

Nuno paulino artelier? 
Plataforma das artes de rua 
Rua livre portugal 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mapa Rue Libre incluí Portugal


Rua Livre Portugal 2012



Rua Livre é um manifesto pelo espaço público. Rua Livre é um alerta para as nossas ruas, paras as nossas praças… para a utilização do nosso espaço público. 

Pela terceira vez, Portugal associa-se ao movimento Rua Livre, na sombra do francês Rue Libre, uma organização da Fédération Nationale des Arts de la Rue que ao longo dos anos se caracterizou pela sua dinâmica e ações marcantes.


Responsável pela génese do movimento em Portugal, a Artelier? associa-se em 2012 a outras entidades, dando vida a ações por todo o país. A PAR – Plataforma das Artes de Rua, o FIAR – Centro de Artes de Rua de Palmela e a Bússola| Plataforma para o Desenvolvimento Artístico e Cultural responderam positivamente ao desafio e juntam-se à causa do espaço público.

No próximo fim-de-semana decorrerão ações em diversos pontos do país, estando o convite aberto a todos os artistas para novos apontamentos espalhados pelo país.

Dia 27, em Vendas Novas, Loures, Lisboa e Palmela serão desenvolvidas ações de rua, com convite à participação de artistas e público, que unidos darão voz à causa do espaço público. No dia seguinte, a ação decorrerá em Cascais e Santa Maria da Feira. 

Em todos os locais onde se irão desenrolar os apontamentos Rua Livre em Portugal será lido um texto manifesto da Plataforma Rua Livre Portugal, redigido por Nuno Paulino, e que será disponibilizado através do Facebook.

Assim, reforço o convite à mobilização e à participação de todos os intervenientes das atividades artísticas desenvolvidas no espaço público.

domingo, 21 de outubro de 2012

Rua Livre | Rue Libre

Em 2012 o projeto “Rue Libre” (RUA LIVRE) regressa a Portugal. O conceito que nasce das mãos da Fédération Nationale des Arts de la Rue [França] chegou há alguns anos a Portugal pelas mãos da Artelier? – Teatro de Rua, com o objetivo de promover o espaço público como local privilegiado para a criação artística, dando maior visibilidade ao artista de rua. O mês de Outubro é dedicado a este objetivo, sendo o último fim-de-semana marcado pela maior concentração de iniciativas. 

Este ano, a Artelier? – Teatro de Rua junta-se à PAR – Plataforma das Artes de Rua, ao FIAR – Centro de Artes de Rua de Palmela e à Bússola | Plataforma para o Desenvolvimento Artístico e Cultural, criando novos apoiantes para o movimento e potenciando, com isso, o incentivo ao acontecimento de apontamentos que marquem esta iniciativa em múltiplos pontos do país. Assim, no fim-de-semana de 27 e 28 de Outubro, Portugal volta a surgir no mapa “Rue Libre”. Lisboa, Palmela e Santa Maria da Feira são os locais para onde os convites à mobilização dos artistas e público estão dirigidos, permitindo a criação de apontamentos “Rue Libre”, adequados à realidade nacional. 

O Rua D'Emoções estará atento e em cima do acontecimento, para deixar vivas as marcas deste movimento e dar conta dos acontecimentos em território nacional. Os apontamentos Rua Livre terão lugar no dia 27 de Outubro em Lisboa e Palmela e no dia 28 de Outubro em Santa Maria da Feira.
Fica o apelo à participação.

Artelier? - Manel Dança Maria

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Move.AR – Mostra de Artes de Rua de Setúbal

A Move.AR – Mostra de Artes de Rua de Setúbal está de volta à cidade, com novidades e muita animação. Concentradas no dia 22 de setembro, entre as 10h e as 23h, as atividades decorrem na placa central da Avenida Luísa Todi, no Centro Histórico e no restaurante Passo do Olival, celebrando as artes criadas para o espaço público.
O Teatro do Elefante organiza a Mostra e participa com alguns dos seus projetos, bem como artistas e estruturas convidadas.
Estimular múltiplos modos de articulação entre as diversas formas de arte, no campo da criação artística contemporânea, para o espaço público, um conceito que se mantém desde 2009, iniciado com o ‘I Concurso de Estátuas Vivas de Setúbal’.
O Programa de 2012 começa pelas 10h no Largo da Ribeira Velha, com  Pintura em parceria com o projeto ‘Mãos Dadas’, a decorrer no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, em que a participação de todos é bem vinda.
A partir das 10h30 e das 17h30 as ruas da Avenida Luísa Todi e do Centro Histórico enchem-se de música e cor com a animação de rua ‘Irmãos Esferovite’, um quarteto de palhaços que surpreende comnúmeros de malabarismo, equilibrismo, acrobacia e um reportório musical composto por músicas originais e versões que passam pelo o universo da banda desenhada, e do circo. Ainda no período da manhã a placa central é o palco do projeto ‘Teatro de Feira’, pelo Teatro do Elefante, que convida todos a ouvir e descobrir uma história ‘À Velocidade da Luz’, e ainda a lenda ‘A Filha do Senhor Avaro’.
As sessões de contos têm um valor simbólico de 1€, dirigem-se a todos os públicos e decorrem pelas 10h30 e pelas 15h.
A tarde de sábado é marcada pela presença da Estátua Viva ‘Staticman’, que regressa a Setúbal depois de ter batido o record mundial no passado sábado em Tomar, com o tempo de 5hr,5mnt,e 6 seg. O recordista presenteia o público setubalense juntando-se à Move.AR a partir das 17h no Largo da Ribeira Velha.
Às 18h as ilustres figuras ‘Sr. Q e Dona Ofélia’ percorrem as ruas do Centro Histórico, Sr. Q, mentiroso de profissão é, também, um contador de histórias antigas, mobiliza massas de gente, fazendo-se acompanhar do seu fiel megafone verde, Dona Ofélia, profissional da promoção de boas práticas, desloca-se de bicicleta e partilha os seus princípios ecológicos das formas mais inesperadas e divertidas.
O dia aproxima-se do fim com a Conversa ‘Sorrir na Palestina’, dinamizada pela Associação Nuvem Voadora, a partir das 21h no restaurante Passo do Olival, onde é exibido o documentário ‘Clowning Palestine’ sobre a participação dos ‘Irmãos Esferovite’ no Festiclown Palestina. A conversa que visa mostrar como um exército de narizes vermelhos pode assumir um papel interventivo e de esperança nas diferentes sociedades, em particular naquelas em que não está garantido o integral cumprimento dos direitos humanos.
A Move.AR termina com a Festa das Artes de Rua, a partir das 22h no restaurante Passo do Olival, animada pela música de The Caravan Trip, trio composto por – João Manata na guitarra e voz, João Figueiras na bateria e o baixo de Daniel Manata. Convidamos todos a partilhar a sua música, celebrar a rua e a arte, a resistir à solidão, a mover o mundo e a juntarem-se ao Teatro do Elefante.

A ‘Move.AR – Mostra de Artes de Rua de Setúbal’ decorre no dia 22 de setembro, é organizada pelo Teatro do Elefante, contando com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal. As ações são de participação gratuita e dirigem-se para todas as idades. Informações podem ser cedidas pelos contatos da Estrutura, 265 535 640, 927 751 881 ou elefante@teatrodoelefante.net.

@ Gazeta dos Artistas

terça-feira, 10 de julho de 2012

Movimento pela Caixa das Artes JÁ! - Comunicado - 10 JUL 2012

O Movimento pela “Caixa das Artes JÁ!” congratula-se com a decisão da autarquia de Santa Maria da Feira, hoje divulgada através da Agência Lusa. Segundo comunicado desta agência noticiosa, terá caído a substituição integral do projecto Caixa das Artes pelo espaço do Europarque, obviamente desadequado à plataforma de criação.

Emídio Sousa, vice-presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, afirmou que, agora, se pretende apenas «substituir a construção de raiz do Pólo 2 da Caixa das Artes, vocacionado para a exibição de espectáculos, pela instalação dessa estrutura no centro de congressos Europarque». Com isto, salvaguarda-se a premissa base deste movimento: a salvaguarda do projecto íntegro e coeso para a plataforma de apoio à criação em artes de rua e performativas, cuja definição do futuro esteve em dúvida ao longo dos últimos 3 meses. Ficará a salvo o Pólo I da Caixa das Artes (imagem 1), por sinal a estrutura base de todo este processo.

Imagem 1 – Caixa das Artes – Pólo I – Academia [NOV 2011]
[imagem Câmara Municipal de Santa Maria da Feira]

Devemos recordar que o Pólo 2 nasceu numa fase posterior e bem mais tardia deste percurso (há cerca de ano e meio) rumo ao apoio à criação em artes de rua, dando mais valor à intenção de requalificar o Cine Teatro António Lamoso. Assim, mesmo salvaguardando o conceito essencial do projecto e tendo em conta que, para a exibição de espectáculos das mais diversas índoles o Europarque dará uma resposta adequada, devemos recordar que a eventual eliminação do Pólo 2 nunca poderá acontecer se não forem cumpridos 2 requisitos básicos:
i) a requalificação ambiental da Pedreira da Pena, com a sua ligação à cidade pela praça amplamente anunciada, assim como a possível utilização do espaço para a apresentação de projectos de artes de rua (do projecto original o palco/jangada seria um conceito a manter);
ii) o abandono da substituição do Cine Teatro António Lamoso nunca poderá acontecer sem a salvaguarda do devido investimento na requalificação do profunda do espaço, com a plena convicção de que sem uma intervenção profunda e estrutural esta sala corre o risco de se tornar obsoleta e desadequada ao mercado cultural, a curto prazo.

Esperamos que esta decisão não volte a ser temporária e que o prazo, já demasiado tardio, de «arranque da obra em meados de 2013» não volte a ser vítima de outro qualquer atropelo. No entanto, consideramos que a Feira, os artistas, as companhias e as estruturas não podem esperar até 2014 pelo funcionamento da plataforma de criação. Mesmo sem o espaço físico, a Caixa das Artes deverá iniciar a sua actividade o quanto antes, dando mais valor à produção local que enfrenta o desafio da exportação de projectos.

Acreditamos no futuro: acreditamos na Caixa das Artes JÁ!

O Movimento pela Caixa das Artes JÁ!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

FIAR XII


13 DE JULHO
DAS 11H00 ÁS 20H00: Encontro/ Debate sobre o estado das Artes e Cultura, Cine-Teatro S. João
20H30 - ABERTURA OFICIAL na Casa Mãe Rota dos Vinhos, Beberete
21H00 - Inauguração da Expo De António Pimenta, Histórias Fora de Palco, com os actores da Crinabel; 22H00 - Estreia REPARTIÇÃO de Miguel Castro Caldas com encenação de Teresa Sobral, Anfiteatro do Parque do Castelo
23H00 - Concerto JUR, Largo de S. João, Espaço de convívio

14 DE JULHO
Das 17H00 ás 18H00 - ATELIER PARAÍSO por Marta Rego- Para crianças- Junto ao CAR
18H00 - Histórias sem Luz Eléctrica, Direcção de Sara Gonçalves - Espectáculo/ Atelier para Familias - Adega FIAR
19H00 - QUERO ABRAÇAR O CÉU, Direcção de Ana Piu (Clown) e Rita Judas (dança), com crianças e Núcleo de Pesquisa Clown - Miradoro da Portela
19H30 - BALANÇANDO, Direcção de Alberto Carvalhal e Graça Ochoa, com Grupo Coral e comunidade do Bairro ALENTEJANO - LARGO DA BOA VISTA
20H00 - NINGUÉM SABIA CONTAR AQUELA HISTÓRIA, Direcção de Sara Anjo com Sophie Leso - Largo do Lavadouro Municipal 20H30 - PASSAGEM - PIA, Instalação/ Performance - Largo de S. João
21H00 - BELA DONA - Texto de Pedro Eira, encenação, dramaturgia e interpretação de Renata Portas - Salão dos Bombeiros Voluntários de Palmela
22H00 - A SABOARIA, FIAR - Adega na Rua Vasco da Gama- Circo contemporâneo
23H00 - AIE. CRIDA COMPANY - Cine - Teatro S. João - Circo contemporâneo 
24H00 - A RULOTE, Direcção de Nuno Nunes; Largo do Passo da Formiga
01H00 - BBC - Concerto . Largo S. João Espaço de Convívio

domingo, 1 de julho de 2012

Espectáculo português ganha prémio internacional

O espectáculo ‘Trio’, do FIAR – Centro de Artes de Rua de Palmela, acaba de ganhar o Prémio de Melhor Interpretação do Festival TAC, de Valladolid, Espanha. ‘Trio’, que tem interpretações de Nicolas Arnauld, Flávio Santos e Sophie Leso, tem direcção artística desta última.

Nascida em 1982 em Verviers, na Bélgica, e formada em teatro, acrobacia, técnicas de circo e dança, Sophie Leso tem trabalhado em Portugal nos últimos anos - nomeadamente com os criadores Vera Mantero, Margarida Bettencourt ou João Fiadeiro.

@ Correio da Manhã

terça-feira, 26 de junho de 2012

Vem aí o Festival do Norte


O FESTIVAL DO NORTE pretende fazer da criatividade o motor da competitividade e da coesão do território da Região Norte, através da valorização sustentada do seu património imaterial.
Este extraordinário recurso, que representa a memória e a identidade mais profunda da comunidade, constitui a matéria-prima sobre a qual se deseja intervir e, a partir da qual, se pretende produzir novos bens culturais e criativos com relevante valor social, cultural e económico. A partir de um trabalho de inventariação do património imaterial do território, que o torna mais visível e inspirador, serão desenvolvidas novas produções criativas, usando como criadores, actores e cúmplices um extenso leque de parceiros regionais, nacionais e internacionais, que nunca antes se tinham reunido num projecto desta natureza.
A implementação deste projecto terá ainda como resultado evidenciar o papel do território na produção de cultura e criatividade, suscitar e estimular o envolvimento activo dos jovens talentos criativos e acentuar a atractividade regional em simultâneo com a promoção dos seus recursos endógenos, a nível nacional e internacional.
O Festival promovido pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal conta com financiamento no âmbito do QREN. A conferência de apresentação do projecto, que conta com a direcção artística do CCTAR, terá lugar na Douro Marina (Gaia), dia 28 de Junho pelas 15h. Para conhecer dia 1 de Julho pelas 15h30.
Na sua 1ªEdição, o Festival do Norte apresentará projectos específicos para Vila Nova de Gaia (Afurada), Viana do Castelo e Braga. Sabe-se que Joana Vasconcelos estará em destaque na Afurada e o realizador Marco Martins se encontra a produzir um projecto para Viana do Castelo. Já em Braga o conceito do italianos Teatro Potlach estará no centro das atenções.

Em Gaia, Joana Vasconcelos apresentará um projecto em plenas festividades de S. Pedro, uma instalação sobre o andor do santo.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

2012 sem Festival dos Oceanos

Há algumas semanas (diria meses) que a dúvida andava no ar... e confirma-se, em 2012 não haverá Festival dos Oceanos. O milionário festival de rua de Lisboa foi vítima da falta de sustentabilidade do projecto, assente em milionárias contribuições da autarquia e de um master sponsor. E voltamos a reduzir a lista dos projectos de rua com continuidade neste país.
Quando vamos compreender que as Artes de Rua não se resumem a projectos de fazer encher os olhos? Quando iremos compreender que das Artes de Rua poderemos extrair inúmeros conceitos, bem menos dispendiosos e tirar partido do produto nacional? Sim, apoio que os grandes projectos continuem a passar por cá... mas, se já aprendemos com eles, porque não temos oportunidade de criar?
Felizmente, parece que alguns olhos começam a abrir e pequenas montras de criatividade começam a nascer... oxalá as portas continuem a abrir e sem os habituais sinais de monopolização do espaço público.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Transe Express regressa a Portugal... com espectáculo repetido!




Há algumas semanas deixei críticas à lacuna das Artes de Rua na programação da Guimarães 2012. É verdade que desde o início se projectaram 5 capítulos encomendados ao CCTAR, que estabeleceu uma parceria com os catalães La Fura dels Baus. Certo é, também, que dessa parceria não veio nada para lá do "mais do mesmo"... apesar de espectáculos ditos "originais", na prática temos projectos "site-specific" utilizando as ferramentas base da companhia.
Há que dar valor à parceria com o FITEI, que afinal até envolveu, noutros moldes, o Imaginarius... mas pouco mais. Perdão, agora confirma-se o espectáculo isolado dos franceses Transe Express. Um projecto "multidisciplinar", assim a CEC2012 o apresenta, e alvo de imensa publicidade, como se de algo fenomenal se tratasse.
Na verdade falamos de um belíssimo espectáculo, um fabuloso projecto: o segundo da triologia das máquinas voadoras de Gilles Rohde. Problema, uma vez mais temos o "mais do mesmo". Este projecto foi apresentado em Portugal, HÁ 11 ANOS, no primeiro Imaginarius, curiosamente com alguma ligação à equipa actual da CEC, a mesma ligação que também trouxe ao Imaginarius a totalidade da triologia acima referida e o primeiro projecto, também com a mesma ligação, ao extinto TRIP, que afinal não passou da edição zero.
Outra curiosidade: a mesma companhia apresenta um novo projecto, que NUNCA ESTEVE EM PORTUGAL, e, esse sim, é absolutamente inovador, sem que esse tenha sido o seleccionado. Porque continuamos a cair no mesmo saco? Porque continuamos a afundar-nos no "mais do mesmo"?
Ainda há uma semana o CCTAR apresentou em Lisboa um "inovador" projecto dos alemães Titanick... pois, há que recordar que a dita "inovação" fora apresentada no Imaginarius HÁ 10 ANOS.
Um país absolutamente curioso... de qualquer forma, para os interessados (sim, porque ainda não é desta que me deslocarei à capital do mais do mesmo) fica a nota. O espectáculo decorre este Sábado (16 Junho), no Largo do Toural.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Footsbarn Theatre @ FITEI 2012


Esta noite, o destino foi o Mosteiro de S. Bento da Vitória. O FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica abriu com Footsbarn Theatre.
A companhia apresentou o seu espectáculo "Indian Tempest", concebido em residência artística de 3 meses em Guimarães. Que dizer sobre o projecto? Uma cenografia memorável, imponentes figurinos, movimentações perfeitas, uma banda sonora portentosa... enfim, um todo sublime, em que apenas faltou a tradicional tenda desta companhia de teatro nómada.
Pena o atraso burocrático que o FITEI arranjou para que decorressem os discursos de abertura: ai Portugal que tu não mudas! Em resumo, depois da burocracia, foram 2 horas, com 10 actores e muita energia. Fabuloso!!!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Santa Maria da Feira conquistou o Imaginarius



Doze anos passados desde a primeira edição, eis que poderemos afirmar, definitivamente, que Santa Maria da Feira conquistou o Imaginarius. O Festival Internacional de Teatro de Rua que nascera numa época de vacas gordas cresceu nesses mesmos moldes, sem se desviar para um ritmo mais caseiro e de produção própria, apoiado num número menos vasto de grandes projectos internacionais, mas tirando deles o sumo e a inspiração para a componente criativa local. Nos últimos anos, algumas tentativas foram feitas nesse sentido, mas o conceito não colou. Dada a situação financeira a edição 2011 chegou mesmo a ser posta em causa.
O festival vingou e adaptou-se à nova realidade. Mas a mutação não ficou por aqui. Rumo à edição 2012 optou-se por um novo conceito, uma nova direcção de conteúdos e um novo figurino para o festival.
Primeiro balanço: absolutamente positivo. Mesmo sem dar, ainda, resposta a todos os pontos passíveis de melhora, o festival voltou a crescer em número e qualidade das apresentações, reduzindo o impacto financeiro dos macro-espectáculos. Nesta edição contamos apenas com um projecto dessa envergadura, e um outro de dimensão mediana. Toda a restante programação se construiu com base em espectáculos de dimensão mais pequena, dando destaque à produção nacional e acima de tudo ao produto da casa. À 12ª edição, o Imaginarius contou com 5 criações originais que envolveram mais de 1700 pessoas da comunidade. Os feirenses falam agora no nosso Imaginarius… o festival deixou de ser um produto alheio: concebido e gerido artisticamente por um projecto paralelo, para passar a dar voz à comunidade e assumir-se no sentido de pertença local.


Quanto a números: os mesmos três dias, mas com menos uma noite e reforço da programação diurna; 70 apresentações de 37 companhias, oriundas de 9 países; destaque para 4 estreias nacionais, 5 criações Imaginarius e 14 projectos na programação off (Mais Imaginarius); por fim, destaque ainda para alguns projectos que se auto-convidaram para o festival e saíram à rua tal e qual fazem os originários artistas de rua… sem marcação e com o chapéu à frente.

Tempo agora para uma análise mais profunda de alguns dos pormenores desta edição:
i) Espaço Imaginarius
Há muito que defendo a criação de algo a este nível. A designação parece-me perfeita, mas em 2012 foi apenas um espaço para artistas e organização. Penso que no futuro seria de equacionar um alargamento deste local ao público.
A localização é perfeita, então porque não apostar numa espécie de mercado da criatividade? Centralizar workshops (em maior número), conversas, partilhas e pequenos espectáculos nos vários espaços do mercado. Porque não abrir as portas aos artistas de rua puros que queiram aparecer e participar?
Em paralelo, uma das maiores críticas que continuo a ouvir do festival prende-se com a alimentação. Acredito que este espaço poderia dar resposta, com a disponibilização de espaços para refeições ligeiras, snacks e bebidas durante todo o festival.

ii) Novo figurino
Parece-me bem, mas duas noite sabem a pouco. A prospecção de mercado, abraçando o nicho das famílias ao Domingo à tarde, com alguns ajustes, parece-me bem conseguida. No entanto, um Imaginarius com duas noites parece que sabe a pouco. E se em paralelo um encerramento ao fim da tarde de Domingo acrescenta o mesmo sentimento, porque não prolongar um pouco mais o projecto no Domingo e fechar às 20h/21h com um espectáculo macro ao anoitecer? Porque não criar esse projecto por cá?
Aqui entra a Caixa das Artes… uma estrutura em fase de concurso para o seu espaço físico, mas que com as condições logísticas actuais pode e deve, desde já, avançar para o terreno. Quero eu dizer que mesmo antes da obra concluída, esta estrutura deve rapidamente decidir a sua concepção artística, avançando imediatamente para a criação. Não fará qualquer sentido ter um edifício pronto e não haver em curso trabalho que o possa ocupar no imediato.
Em resumo, gostaria de ver em 2013, no encerramento do Imaginarius, uma mega produção com macro-estruturas e com carimbo feirense (sim, sei que com o know-how adquirido é possível fazer-se e com grande qualidade) e com o selo Caixa das Artes.
Por outra lado, porque não explorar os últimos ensaios das produções originais, com o selo de ensaio aberto, dinamizando um maior número de noites pré-festival. À semelhança do que em tempos já foi feito, por exemplo com o Texturas?



iii) Animação de Rua

Um dos pontos negativos desta e de outras edições. Esta vertente nunca foi devidamente explorada, mas quando apostamos num festival com menor número de projectos grandiosos a animação circulante é fundamental. Este ano contamos com apenas um projecto circulante, a somar aos auto-convidados e à fabulosa animação de alguns dos ardinas Imaginarius.
Um ponto passível de melhora futura.

iv) Grelha de Progamação
Um dos problemas mais antigos do Imaginarius prende-se com as alterações de última hora. No Imaginarius, ao contrário de outros eventos, como a Viagem Medieval ou a Terra dos Sonhos, o visitante (pelo menos grande parte) define percursos antes de chegar a Santa Maria da Feira, pelo que qualquer alteração possa criar insatisfação e complicações. Nesta edição o problema continuou patente. Obviamente que se compreende que com o cancelamento forçado dos espectáculos da companhia Cirque Hirsute, o outro espectáculo do Tribunal ficaria isolado, daí que a alteração para o Rossio e o atraso de uma hora motivado por outros projectos até possa ser minimamente compreensível. Mas o mesmo não se pode dizer das alterações múltiplas no teste da tarde de Domingo. Falamos de alterações mínimas de 15 minutos, com antecipações e atrasos, mas a este nível tudo isso deverá ser evitado.
Um outro ponto prende-se com a continuidade a programação entre a tarde e a noite, especialmente ao Sábado. Como já tinha sido patente noutras edições, entre as 19h e as 21h são centenas, senão milhares, os visitantes que continuam no recinto do Imaginarius sem que haja qualquer apresentação. Vão-se entretendo com ensaios e testes até que chegue a hora das apresentações. Um ponto a reequacionar… e até uma simples animação circulante poderia minimizar este efeito.
Deixo ainda a sugestão para que o conceito da música de rua possa ser explorado em próximas edições. O efeito conseguido com o pequeno concerto na tarde de Domingo, nesta edição, deixa patente a pertinência do conceito. E nesta onda de parcerias, porque não uma extensão do projecto “Música na Rua”, do Metro do Porto?



v) Mercado de Rua

Poucas palavras serão necessárias para descrever uma aposta mais do que ganha.

vi) Concerto de Encerramento da Noite de Sábado
Desde sempre apoiei este conceito que há algum tempo estava perdido. De qualquer forma acredito que no Imaginarius seja possível ir mais além. Porquê fazer apenas um concerto? E que tal conceber algo Imaginarius para acontecer em paralelo? Uma projecção interactiva num edifício, uma estrutura cénica alternativa, voltar a mascarar o centro histórico… múltiplas possibilidades poderão ser equacionadas.

vii) Criações Imaginarius
Não poderei pronunciar-me a 100%, até porque não tive oportunidade de assistir ao produto final de duas das cinco criações desta edição. De qualquer forma, parece-me que a componente comunitária se apoderou em demasia deste conceito. Por outro lado, a nível de projectos profissionais ou profissionalizantes, nada temos para apresentar.
Uma vez mais, a Caixa das Artes será fundamental neste âmbito. Mesmo sem o espaço físico definitivo, a estrutura terá condições para começar desde já a funcionar, podendo associar-se a companhias locais, ou não, para produzir projectos originais. Penso que está na altura de em paralelo podermos observar projectos em que haja mais espectáculo e grandiosidade cénica, em detrimento do número de participantes (olhe-se para o conceito dos Xirriquiteula na tarde de Domingo, em que 5 pessoas conseguiram mais espanto do que centenas em alguns dos espectáculos nocturnos). Isto, sem impossibilitar a continuidade do excelente projecto comunitário fruto da parceira entre o festival e várias entidades neste domínio.


Como nota final, deixo uma avaliação plenamente positiva desta edição, com pontos passíveis de melhora e, obviamente, com sugestões para que sustentadamente o festival possa crescer e deixar apenas de ser uma marca internacional, para que possa ser verdadeiramente activo nas parcerias com outros festivais e entidades em Portugal e no Mundo.
Ainda um pormenor, a designação. Para quando o Imaginarius – Festival Internacional de Artes de Rua de Santa Maria da Feira? Há muito que o teatro deixou de ser rei de um festival que é aberto a todas as actividades artísticas apresentadas no espaço público.

Pan.Optikum - Imaginarius 2012 [ii]

 
 
 
 
 
 

Parada, Concerto e Baile dos Corpos Extraordinários - Encerramento Imaginarius 2012