A VIAGEM é uma criação desenvolvida pela coreógrafa e performer Filipa Francisco com grupos de dança tradicional portuguesa e bailarinos de dança contemporânea. Depois de uma primeira fase de investigação com o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos (Torres Novas), Filipa Francisco esteve um mês e meio em residência na Corredoura. Projecto desenvolvido em parceria com a Guimarães 2012.
O desejo de trabalhar com grupos de dança tradicional nasceu na Palestina: ”Ao assistir a vários espectáculos em pequenas aldeias da região, apercebi-me que a dança tradicional toca questões tão actuais como entidade, género e liberdade. O acto de dançar para estes jovens de Ramallah era na verdade um grito de liberdade, uma forma de se libertarem das duras memórias da guerra”.
O processo de construção d’ A VIAGEM estabelece pontes entre ‘mundos’ que não se cruzam nem dialogam com frequência e estimula o público para novas formas de fruição cultural, quer do objecto artístico, quer do património. Promove o encontro entre artistas locais da Cultura Popular e artistas de Arte Contemporânea, com vista à transmissão de saberes e práticas que visam o enriquecimento mútuo, a manutenção das tradições na modernidade e a sua apropriação e reformulação. A VIAGEM continua em cada localidade com novos costumes, tradições, trajes e cantares de cada grupo folclórico.
O projecto que estreou este fim-de-semana na fábrica ASA, Guimarães, chegará a Santa Maria da Feira, via Imaginarius, nos dias 25 e 26 de Maio.
Continuando a desbravar o primeiro leque de novidades relativas à programação do Imaginarius 2012, atingimos a última etapa. A companhia alemã PAN.OPTIKUM anuncia que estará em Santa Maria da Feira nos dias 25 e 26 de Maio com o seu projecto TRANSITion.
Esta co-produção com os catalães EFIMER inspira-se na obra do libanês Wajdi Mouawad «Le soleil ni la mort ne peuvent se regarder en face» e encara a água, o fogo, o novo circo e a multimédia como elementos base de um projecto que interage de forma incrível com o público, chegando mesmo a "roubar-lhe" o seu espaço.
Uma produção de 2009, que já passou por vários locais de culto das artes de rua europeias, com destaque para a Fira de Tárrega em 2009 e o Festival Chalon dans la Rue em 2010.
A comédia burlesca dos britânicos Bash Street Theatre chega a Portugal via Imaginarius 2012.
A companhia anuncia que nos dias 26 e 27 de Maio marcará presença em Santa Maria da Feira com a sua nova produção "The Strongman".
Embora careça de confirmação oficial, no dia 26 de Maio o Imaginarius poderá mesmo receber a premier deste espectáculo. Ou seja, uma estreia absoluta estará a caminhar para uma edição histórica do Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira.
[7 ABR 2012: espectáculo removido do agendamento da companhia]
"Le Blues de la Mancha" é o espectáculo que os franceses Cirque Hirsute prometem trazer a Santa Maria da Feira, no âmbito do Imaginarius 2012, de 25 a 27 de Maio.
Esta nova produção apresenta-se como um delirante projecto de circo contemporâneo que promete deliciar miúdos e graúdos durante cerca de 1 hora. Em resumo, e levantando um pouco do véu, D. Quixote de la Mancha foi a inspiração para este espectáculo que promete marcar pelo seu verdadeiro cocktail musical.
O espectáculo "Tempête Indienne" da companhia Footsbarn Theatre, co-produzido com a Guimarães 2012, estreia em Portugal em Maio. As apresentações estão marcadas para Guimarães e para o Porto, integrado no FITEI.
Guimarães
21 a 23 de Maio
20h30
Chapiteau a instalar no Parque Desportivo de Creixomil
Porto
28 e 29 de Maio
18h30
Mosteiro de S. Bento da Vitória
A companhia alemã Grotest Maru anuncia que irá trazer a Santa Maria da Feira o seu novo espectáculo "Timebank", no Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua. Segundo a agenda da companhia, as apresentações decorrerão nos dois primeiros dias do festival, 25 e 26 de Maio.
"Timebank" é um jogo coreográfico no espaço público. Um projecto de cumplicidades, onde o público é convidado a viver em diferentes velocidades, percepcionando diferentes perspectivas do tempo. Uma abordagem contemporânea e futurista da dança, aliada a conceitos mais teatrais e performativos, transformando o espaço público num local de partilha.
Há 10 anos o espectáculo Firebirds dos alemães Titanick encerrou a edição 2002 do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira. Em 2012, a companhia anuncia o regresso do projecto a terras lusas. A actuação em Lisboa anuncia-se para 31 de Maio próximo.
Quem não se lembra da famosa "guerra" da máquinas voadoras junto à margem do Rio Cáster e com o maior aguaceiro da história do festival? Agora personagens bem conhecidas de todos nós rumam à capital.
Quando faltam dois meses e meio para aquela que se anuncia como uma edição histórica do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira (com novo figurino e muitas inovações), o Rua D'Emoções conseguiu, através das companhias, a confirmação de 4 dos projectos a apresentar no centro histórico de Santa Maria da Feira de 25 a 27 de Maio de 2012. Assim, ao longo dos próximos 2 dias, em horários aleatórios, surgirão neste blogue 4 publicações com as novidades possíveis até ao momento.
Para já, ficam as quatro áreas de intervenção no espaço público representadas pelos projectos que aqui serão divulgados:
A caminhada rumo ao Imaginarius 2012 está cada vez mais viva. Depois da passagem pelo Flea Market, em Fevereiro, os EZ "invadiram" agora a Rua Passos Manuel (Porto), em pleno Festival Vodafone MexeFest, para promover a edição 2012 do Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira.
De 25 a 27 de Maio a cidade de Santa Maria da Feira volta a transformar-se num palco gigante.
O desafio lançado este ano pelo festival Imaginarius à comunidade artística nacional e internacional para apresentar projectos de intervenção no espaço público de Santa Maria da Feira, através do “Mais Imaginarius”, registou 57 propostas artísticas, sendo 31 nacionais e 26 internacionais. Até ao final de Março será divulgada a lista dos projectos seleccionados.
Pelo quarto ano consecutivo, o ‘Mais Imaginarius’ aposta na promoção da criação emergente em paralelo com a programação oficial do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira, contemplando a participação de vários criadores e formas artísticas no Festival, desde Teatro, Dança, Música, Circo, Artes Visuais, Performance e Multidisciplinar.
Das 57 propostas apresentadas serão seleccionados os projectos que melhor traduzem a pertinência e a inter-relação com o espaço público nestes sete domínios. Os resultados serão divulgados até ao final de Março.
‘Mais Imaginarius’
Esta componente do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua tem vindo a afirmar-se nos últimos anos, desafiando e abrindo espaço a propostas arrojadas de jovens artistas, nacionais e internacionais, que proponham caminhos artísticos que questionem o público nas suas percepções.
A diversidade, quantidade e qualidade dos projectos apresentados até agora no âmbito do “Mais Imaginarius” revelam a vontade dos artistas de ocuparem o espaço público de Santa Maria da Feira e de se expressarem.
O “Mais Imaginarius” foi criado para apoiar e promover criações artísticas que estimulem processos de transformação cultural. Visa ainda estimular a apresentação de propostas artísticas em espaços não convencionais, incentivar novas abordagens ao território de Santa Maria da Feira, privilegiando propostas que questionem a comunidade local, e activar e aprofundar o diálogo entre diferentes linguagens artísticas.
Diz que podemos estar tranquilos e não será preciso aguardar muito pelas tão ansiadas novidades... e mais não digo. Ou melhor digo apenas que depois de Madrid (26 a 29 Dezembro 2012) haverá mais por aí...
Ontem foi dia de um primeiro contacto. Estive, pela primeira
vez, frente a frente com CIRQUE MECHANICS. Um projecto que se revela enérgico,
irreverente, interactivo, simples e linear, mas de uma genialidade absoluta.
A abordagem ao novo circo faz-se através de elementos mecânicos
e como cenário temos uma fábrica, na ânsia de explorar as emoções depressivas
do local, dando-lhes uma conotação mais positiva. Tudo começa, assim mesmo,
depressivo, frio e desumano… mas, ao longo do enredo, a componente teatral da
companhia mostra-se de forma imponente, transformando uma simples fábrica numa
máquina produtora de sorrisos.
Opps, invasão de pássaros… invasão de vida. Algo muda neste
mundo tão especial. Depois do intervalo há nova gerência, números mais
acrobáticos, uma banda sonora vibrante e números sombra fabulosos. Assim nasce
a BIRDHOUSE FACTORY.
A genialidade mostra-se ainda mais e CIRQUE MECHANICS poderão
resumir-se a uma palavra: fantabulásticos. Fazendo jus ao nome da produtora
responsável pela sua presença em Portugal, só haverá uma palavra a dizer: UAU!!!
TOTEM é uma das mais recentes produções dos mestres canadianos do Cirque du Soleil. Depois da sua estreia em 2010, tem-se limitado aos EUA e Canadá, com um duplo salto a Londres. Neste prolongamento da segunda estadia decidi saltar também à Capital Europeia das Artes Performativas.
O ambiente no Royal Albert Hall parecia de tudo menos de circo. A mística apenas se fazia sentir na mini loja que se apresentava em cada uma das quatro áreas de acesso ao recinto. Confesso, não gostei do ambiente. Já na sala, a dimensão do cenário dilui-se na imponência da sala… e nada mais se consegue relatar do que a portentosa arquitectura do espaço. Senti-me num coliseu a aguardar por uma peça de teatro… e não numa tenda ou numa arena na ânsia de mais um projecto Cirque.
Quanto ao espectáculo em si, resumiria tudo em poucas palavras: do homem das cavernas à Era espacial, Cirque du Soleil conta, à sua maneira, a história da humanidade com uma simplicidade impressionante. Verdadeira simplicidade, envolta numa enormíssima complexidade de números de circo inovadores e alternativos. A cenografia e os efeitos especiais não serão comparáveis aos projectos que pude ver com os meus olhos recentemente, não deixando de ser completamente alinhados com a dinâmica e irreverência tão características.
Bem sei que os britânicos são MUITO calmos, mas nunca imaginei, no meio de 3500 pessoas chegar ao cúmulo de estar perante o único par de mãos a fazer barulho (as minhas). Vale que a fenomenal acústica da sala ajudou a projectar o som e, como eles aprendem depressa, no final o impossível aconteceu e parecia uma festa… britânicos extrovertidos… uau!
Tendo por base uma ampulheta que despeja areia sobre o homem, AREIA, uma criação work in progress do Circolando, será mesmo isso: areia... como o tempo que nos consome e asfixia.
Esta tarde compareci no TeCA para a última apresentação desta série de espectáculos, em co-produção com o TNSJ e o CCB. Será um monólogo sem palavras, um teatro de objectos extremamente “duro” e visual… com efeitos tradicionais da “escola” Circolando e a habitual magia desta companhia.
Verdade, não estamos na rua… mas nada impede que o seja. Sendo que AREIA será bem capaz de responder a abordagens mais urbanas, ao ar livre… desde que a componente multimédia seja revista.
Em suma, uma viagem, porque não uma odisseia, entre o palpável e o impossível, entre o material e o supérfluo, entre a vida e a morte… e, afinal de contas, será apenas um sonho?
Ontem a noite foi mote para IMAGINAR O IMAGINARIUS. A organização do Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira convidou todos os interessados a comparecer na loja 5 do Mercado Municipal para uma tertúlia, com vista à partilha de opiniões e pontos de vista, com o objectivo de definir um projecto mais sólido, íntegro e envolvente para o futuro do festival. A mim foi-me endereçado o convite para moderar a conversa, o qual agradeço. Assim, e com tão ilustre audiência, importa resumir os temas abordados e as conclusões (ou linhas orientadoras) encontradas, sem que, de facto, uma solução unânime e inequívoca fosse alcançada.
Neste resumo, não seguirei à risca a linha de orientação utilizada para a conversa informal em que se traduziu esta tertúlia, até porque as quase 3 horas de partilha dariam algo próximo da dimensão de um tratado.
A chegada ao centro histórico da
cidade foi sombria, digna de uma super produção de rua. No seio de um
mega apagão, onde até as redes de telemóveis estavam fora de serviço
decorreu a chegada à Rua dos Descobrimentos, onde um "mega buraco"
nasceu por estes dias, como se de uma instalação se tratasse. Em toda a
rua apenas a luz de emergência da loja 5 do Mercado estava viva... para
além de muitas lanternas e das velas (de cheiro) que nos iluminaram, à
luz das sombras no início da conversa. E na verdade tudo começou num
espaço que já foi desconhecido... e será hoje do conhecimento global.
Vamos tecer o mesmo caminho...
Começaria por deixar a primeira questão que dirigi aos presentes
no Mercado Municipal… e que creio se mantenha válida para os leitores:
“O que é o Imaginarius?”
Acredito
que se repita a abordagem, com uma nova questão: “em que sentido”? No
sentido que lhe quisermos dar… nem que seja, o que é para cada um de nós
o Imaginarius? E, por cá, pelo menos para já, não deixarei respostas.
De
que forma a cidade e o festival se interligam e o que ganham um com
outro. Viverão em simbiose? Na prática, uma vez mais, a resposta será
pessoal, mas de importância capital quando queremos desbravar caminhos
rumo ao futuro.
Feito o percurso das sombras, viria o momento de desbravar os
conceitos-chave e caminhar rumo à sustentabilidade... e, tal como se de
um projecto planeado se tratasse, "puff" fez-se luz!
Seguiu-se uma longa conversa, com partida na “rua” e alinhada com conceitos que vão desde as artes de rua, como conceito, ao “modelo” de festival, sem esquecer as paragens nos factores criação e sociedade.
Rapidamente se compreendeu que um projecto desta natureza vive e viverá, em grande medida, do factor diferenciação. Assim, a abordagem e a participação activa da comunidade são e serão um factor primordial num festival que jamais poderá deixar de ser internacional, mantendo a linha de programação a que esta marca já nos habituou. A “mutação constante” chegou mesmo a ser encarada como factor essencial para a sustentabilidade.
Surge, então, o problema. Como financiar o festival? Como garantir a sustentabilidade a longo prazo? Obviamente que várias hipóteses poderiam ser equacionadas. De imediato se poderia pensar no pagamento à entrada num recinto fechado, mas rapidamente se percebe que esta NUNCA será a solução num projecto de artes de rua. A rua existe como espaço de liberdade, as artes de rua, como projecto de intervenção, exprimem-se dessa mesma forma… a liberdade é factor primordial! Por outro lado, estaríamos, ainda, a conceber uma privação do acesso à cultura.
Em alternativa poderíamos equacionar “operações” de sponsorização em larga escala, por exemplo, a atribuição de um patrocinador principal, com alteração da designação do festival. Novo problema… perder-se-ia a marca, ficaríamos “obrigados” a um complexo sistema de marketing, com o objectivo do beneficio e promoção do sponsor, perdendo-se o conceito base do festival, com vantagem para a vertente comercial.
Como em tudo, resta-nos o equilíbrio. A existência de projectos pagos no programa, sem que isso se reflicta na limitação de acesso ao recinto e mantendo a linha de um vasto número de alternativas para diferentes públicos, aliada à sponsorização em escala mais pequena, parece ser a perspectiva que mais agradou à audiência. Confesso, que nenhuma delas me convenceu a 100%, daí que o equilíbrio deva mesmo ser a palavra de ordem, garantindo a devida independência e qualidade do programa.
Adiante das longas e complexas abordagens que permitiram compreender diversos factores positivos e negativos do festival, desde logo salta à vista uma questão simples: porque não conseguimos exportar o que produzimos? As companhias locais, apesar do longo trabalho e dos magníficos resultados da última década, não são, ainda, capazes de vender o seu trabalho ao exterior. Desta forma, o produto para o festival fica limitado a 3 dias de apresentações, sem diluição desse investimento. Ainda, neste contexto, a comunicação e o devido alinhamento da marca Imaginarius com o pressuposto, poderão levar à existência de frutos no futuro.
Sem me querer estender em demasia, importará, sem dúvida, referir as evoluções na comunidade, as transformações sociais e humanas, as revoluções mentais e urbanas e toda a intervenção efectuada na última década. A educação das nossas crianças com base neste contexto, que se pretende permanente e não resumido a 3 dias, será a grande força deste projecto no futuro. O envolvimento das diferentes estruturas da comunidade e de diversos grupos só fortalecerá o festival, criando as devidas raízes que transformarão o projecto numa forma de estar, sentir e viver.
Assim, neste contexto de crise e de mudança teremos de encarar a realidade como uma oportunidade única para evoluir e (re)criar/(re)construir um projecto que mais do que sonhos projecta utopias e é, cada vez mais, um exemplo a seguir, sendo referencia absoluta na rota europeia das artes de rua. Mantendo o equilíbrio entre as diferentes variáveis equacionadas certamente que o projecto terá tudo para crescer, com e para a comunidade… seja ela de onde for.
Como nos levava a acreditar o cartaz do primeiro Imaginarius (2001), vamos seguir este caminho rumo à diferença, reconstruindo o conceito do festival, com uma forte aposta na (re)criação e qualificando a marca Imaginarius para a excelência e a partilha constante.
Sábado terá início a Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura. No âmbito do programa oficial o Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua estabeleceu uma parceria com vista ao desenvolvimento de um projecto em 5 capítulos, a concretizar ao longo do ano, em colaboração com a companhia catalã La Fura dels Baus e o envolvimento da comunidade local.
Dia 21 de Janeiro marca a abertura do projecto e a concretização do primeiro capítulo: "Tempo de Encontros", um projecto multimédia que se concebe num macro-espectáculo com início pelas 22h, no Largo do Toural.
Sinopse:
“Berço da nação” é o ponto de partida para uma reflexão no sentido indutivo sobre a identidade, sobre a memória e sobre o futuro. Uma reflexão que parte da cidade, da sua História e das sua histórias, dos seus habitantes e que se abre numa perspectiva internacional e global retornando à cidade enriquecida desta nova experiência.
Um projecto multidisciplinar para o espaço público, coordenado pelo Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR) e pela companhia catalã La Fura dels Baús, no qual se fará recurso a várias disciplinas das artes de rua.
Ao longo do ano serão efectuadas colaborações com outras companhias e artistas nacionais e internacionais.
O projecto será sobretudo pensado como uma oportunidade de formação para os artistas da região e de sinergias com a comunidade local.
A herança de uma grande história e contudo a necessidade de mudança sem esquecer o passado: é este o destino da cidade e do próprio continente europeu.
O “status quo” e o ”mutatis mutandis”, o “e tudo se transforma” que todavia deve saber resistir à tremenda força de gravidade de uma fortíssima identidade. Não se trata de um juízo de valores. Ambas as dimensões, a do passado e a do futuro, são essenciais para uma melhor realização individual e colectiva, trata-se fundamentalmente de não excluir nenhuma.
O Cavalo representa aqui os valores e a força do passado e do presente, remete-nos para a história da construção do País, por vezes é a metonímia do próprio D.Afonso Henriques e de todos os reis do mundo passado e presente. O Cavalo é a força, o vigor, a vitalidade, a fidelidade absoluta. Às vezes é um novo cavalo de Tróia com o qual se pretende atingir novas conquistas do conhecimento.
Co-protagonista desta historia é uma personagem antropomórfica, metáfora precisamente da constante necessidade de transformação da realidade no seu desenvolvimento histórico.
De acordo com a companhia catalã, os próximos passos dar-se-ão nas seguintes datas:
24 de Março 2012
"Tempo para Criar"
Largo 25 de Abril - Largo da Mumadona
24 de Junho 2012
"Tempo para Sentir"
Largo da Mumadona - Colina Sagrada
22 de Setembro 2012
"Tempo para Renascer"
Campo de S. Mamede
21 de Dezembro 2012
"Clausura" - Não-Encerramento da Capital da Cultura
A partir da próxima segunda-feira estarão disponíveis os formulários de candidatura ao programa Mais Imaginarius 2012 e respectivo regulamento, no site oficial do Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira. A organização volta a apelar à criatividade de todos aqueles que sentem vontade de intervir artisticamente no espaço público da cidade feirense. A 12ª edição do festival decorrerá de 25 a 27 de Maio.
No âmbito da programação da Festa das Fogaceiras 2012, decorrerá em Santa Maria da Feira a tertúlia "Imaginar o Imaginarius". O evento decorrerá no dia 26 de Janeiro, a partir das 21h30, na loja 5 do Mercado Municipal da cidade.
Estavam prometidas novidades e aí estão elas. O Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira apresenta-se, em 2012, para a sua 12ª edição com novo figurino e muitas inovações. Mais pormenores serão conhecidos brevemente. Para já, ficam as datas... de 25 a 27 de Maio de 2012 volta a respirar-se teatro de rua em Santa Maria da Feira.
O Imaginarius - Festival Internacional de Rua, está de volta em 2012 para a sua 12ª edição, nos dias 25, 26 e 27 de Maio em Santa Maria da Feira. É um evento de qualidade impar na área das Artes do espectáculo, sendo a principal referência do Teatro de Rua em Portugal. Este festival procura impulsionar o teatro de rua através da mostra de
espectáculos e projectos de incontornável qualidade internacional, a
realizar em espaços abertos e públicos no centro histórico de Santa
Maria da Feira. O Imaginarius pretende ser muito mais do que um
conjunto de espectáculos. Por isso, em simultâneo, decorrem iniciativas
culturais das quais merecem particular destaque as residências
artísticas e as exposições complementares. A realização de
exposições complementares aos espectáculos, cuja temática esta
intimamente associada ao teatro, pretende valorizar o património
cultural e animar o centro histórico de Santa Maria da Feira e
contribuir para a afirmação da cultura portuguesa e europeia.
Há 5 anos nascia a vontade de desbravar as artes de rua em Portugal... há 5 anos nascia um espaço que pretendia dar voz aos projectos e intervenções artísticas para a rua, em Portugal... há 5 anos nascia um local de partilha de emoções.
O dia 27 de Dezembro ficará para sempre como a marca desta página que, bem ou mal, foi desempenhando a sua missão, com os limitados meios e muita vontade de estar mais além e conhecer ainda mais.
No futuro quero MAIS! Acredito que este pode ser, cada vez mais, um espaço de partilha. Assim, renovo o apelo: o Rua D'Emoções está aberto a TODOS os projectos de rua concebidos e/ou desenvolvidos a nível nacional, para divulgação pré e/ou pós acontecimento. As limitações logísticas impedem que haja uma maior quantidade de "produção própria", pelo que a caixa de correio estará sempre aberta a propostas de publicação e divulgação.
Há muito que ansiava pela oportunidade. Foram meses a
planear a data… e no passado Sábado lá rumei à Madrid Arena, no complexo
madrileno da Casa de Campo, para assistir ao vivo ao novo projecto de Cirque du
Soleil: ZARKANA. E que maravilha me apareceu à frente.
Saí de casa com as expectativas no limite, elevadíssimas e
dificilmente superáveis, mas a perfeição cénica, técnica e visual deste
projecto fizeram-me literalmente voar por um imaginário distante e complexo.
ZARKANA apresenta-se como um projecto fortemente acrobático
e visual, mas consegue ser bem mais do que isso. Tirando partido da experiência
dos últimos anos em Casinos de Las Vegas, Macau e Hong Kong, a companhia
produziu o seu primeiro musical para a Brodway. Sim, ZARKANA foi criado,
originalmente, para ser apresentado em Nova Iorque, de acordo com um conjunto
de requisitos associados ao teatro musical. Desde logo, salta à vista a
ausência da pista de circo e a imponência de um cenário, que mais não faz do
que recriar um fabuloso e antigo teatro.
A fenomenal banda sonora original será, sem dúvida, um dos
destaques do projecto. Originalmente interpretado por Garou, Zark é um mágico
que tenta reconquistar os seus poderes e reencontrar a sua amada, num divertido
e bizarro percurso pelo magnífico teatro do imaginário ZARKANA. Outros projectos
impedem Garou de fazer a pequena tour, que apenas pára em Madrid e Moscovo, o
que levam a uma certa perda da mística, mas distanciando-nos desse facto, ou
mesmo abstendo-nos dele a magia está lá e a perfeição técnica e artística do
seu substituto é evidente. Por vezes, a informação em excesso não é vantajosa,
este é um dos exemplos disso.
No que ao espectáculo diz respeito, o provérbio português
primeiro estranha-se e depois entranha-se resume tudo. Ao início não me pareceu
estar no mundo Cirque, mas em apenas dois ou três minutos tudo se inverteu,
percebi estar num novo mundo, uma nova etapa… aquilo a que eu mesmo apelidara,
antecipadamente, de novo conceito.
A tradição ainda é o que era e tudo continua a ter início
com a invasão dos palhaços. Será? Perto disso… desta feita, entram os palhaços,
os músicos e uns quantos personagens deste bizarro mundo, que conseguem um
efeito cómico com os seus actos, mas serão tudo menos palhaços.
Dois órgãos de tubo dão o mote para a abertura oficial… e lá
se abre o pano. Mostra-se o teatro e a parafernália. De imediato a cena se
completa com cerca de 4 dezenas de personagens, num intenso e complexo quadro
de abertura, onde até as cadeiras ganham vida. Opps, afinal é o Zark que começa
a ter sucesso com os seus poderes.
Um espectáculo que apesar de ser um musical e decorrer em
ambiente teatral aposta forte nos números acrobáticos, sendo essa a grande
ligação aos clássicos da companhia. Um inovador número de malabarismo com bolas
de ténis marca os primeiros momentos, mas um conjunto de outros projectos dá
vida intensa ao espectáculo.
No final da primeira metade um palhaço conquista uma viagem
à Lua… e eis que de repente voa sobre as cabeças do público, em slow motion e
com muitos sorrisos e emoções.
Nesta altura já poderia fazer uma pré-análise: um programa
idêntico em número de quadros, mas com rapidíssimas transições de cena,
facilitadas pela existência de uma boca de cena e do tradicional pano do
teatro. Isto traduz-se, numa primeira abordagem, numa menor duração efectiva do
espectáculo. Em resumo, as habituais duas horas acrescidas de intervalo, são
agora convertidas em cerca de duas horas (um pouco menos) já com os vinte
minutos de pausa contabilizados. Vantagens: não se quebra o ritmo, aumenta a dinâmica.
Desvantagens: parece menos um circo e revela-se o conceito mais teatral dos
criadores.
Com isto e numa primeira abordagem, falaria em menos mística,
mas, por outro lado, pode observar-se a mesma paixão e a mesma entrega de
sempre. O mundo idílico e perfeito continua o mesmo, com outras fronteiras e
menos barreiras. Os conceitos são alternativos, o produto final será bem
diferente, mas é Cirque com toda a certeza, com toda a paixão, com toda a
perfeição!
Não poderia escrever sobre ZARKANA e ignorar a componente multimédia,
sem dúvida, a grande mais-valia e inovação deste projecto. Num contexto onde
tudo é simbólico, o cenário fala por si… as mutações são constantes e a cada
quadro tudo muda, desde a forma, às imagens, passando pela cor e dimensão. Uma magnífica
amostra da capacidade criativa da companhia com uma engenharia de cena brutal,
efeitos mecânicos de fazer inveja e apresentações multimédia de deixar qualquer
um de boca aberta.
E terminou o intervalo…
A segunda etapa começava com algo diferente, uma vez mais
estranho. Desenho ao vivo, através da utilização de um pó azul desenvolvendo as
imagens directamente com os dedos. E assim se fazia a ligação. Lembram-se que estávamos
na Lua, na viagem do palhaço? Pois, agora a viagem termina num ambiente menos
espacial, numa verdadeira teia, onde não falta a aranha.
A derradeira etapa desenvolve-se sob o signo da acrobacia e
da força de braços, onde nem um conceito muito alternativo de movimento
corporal faltou. Este exemplo fenomenal de teatro musical que conta a história
através de números de circo terminaria de forma apoteótica, com muita cor,
alegria e emoção.
Nota ultra positiva para este projecto, que será, sem
dúvida, o MELHOR ESPECTÁCULO A QUE JÁ TIVE A OPORTUNIDADE DE ASSISTIR, seja de
Cirque du Soleil ou de qualquer outra companhia. A palavra de ordem continua a
ser a mesma: a cada projecto fico mais fã
desta companhia.
Apenas uma nota negativa para o “problema” da presença de
público em longas estadias de super produções dimensionadas a mega espaços. No Sábado
que antecedeu o Natal, a matiné não conseguiu mais do que 70% de ocupação. Até a
fila exclusiva para membros Cirque Club, onde tive a oportunidade de assistir
ao espectáculo, deu sinais de fraqueza: em 15 lugares disponíveis, apenas 5
estiveram ocupados. O novo contexto aplicado a “Alegria” e “Saltimbanco” será
certamente a alternativa de futuro, com curtas paragens em muitas cidades,
excepto no anormal mundo português (onde Lisboa recebe um projecto, com estadia
máxima de 5 dias nas principais capitais mundiais, durante 3 semanas, sem que a
tour siga para outros locais do país), permitindo um considerável incremento do
público abrangido e das audiências, comprovado pelos níveis de lotação esgotada
próximos dos 100% em ambos os projectos.
Em 2011 digo adeus ao Cirque du Soleil, mas para 2012 prometo
nova ou novas visitas a este mundo fantástico. Garantida, para já, está a
viagem a Londres, em Fevereiro, para conhecer “Totem”, que dentro de poucos
dias regressa ao Royal Albert Hall.
O CCTAR coordena um projeto artístico para o espaço público articulado em 5 capítulos, no âmbito de Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012. O projeto será executado durante todo o ano de 2012. O primeiro capítulo coincide com a abertura oficial da Capital Europeia da Cultura, 21 de janeiro. Caracterizado por uma forte componente multidisciplinar, prevê colaborações com artistas nacionais e internacionais e um grande envolvimento da comunidade local. O grupo catalão La Fura dels Baus será a presença constante no desenvolvimento da história.
Uma simples palavra, um sentimento, um estado de espírito…
acima de tudo uma EMOÇÃO. Cirque du Soleil continua a surpreender.
Ontem, desloquei-me a Santiago de Compostela para assistir à
nova versão do clássico “Alegria”, desta companhia de circo canadiana. Agora um
projecto de arena, com curtas paragens (média de 5 dias) nas principais cidades
do globo.
Portentoso, poderoso, esplêndido, sublime, imponente… e
alegre. Apenas alguns dos adjectivos que cabem neste conceito, idoso mas de uma
actualidade extrema.
Num longínquo território, onde reina a anarquia, um palhaço
corre em busca da sua amada. História simples, enredo cru e descomplexado… um
mundo de simples efeitos especiais, com brutais resultados visuais. Cirque du
Soleil é isto mesmo: magia pura.
Esta foi a minha quarta experiência Cirque e, como sempre,
primou pela diferença. Se “Varekai” fora circense a acrobático, “Saltimbanco”
puxara já de valores mais sentimentais e coloridos. Por outro lado, “Corteo”
mostrou-me um outro ângulo de visão dos criadores Cirque, ao revelar-se mais sentimental e teatral.
Agora, “Alegria” atreve-se a desmontar o conceito e refazer o que poderia ser o
“mais do mesmo” num jogo idílico de estranho e míticos personagens que se
cruzam num imponente cenário, onde o inesperado acontece a cada instante.
Este regresso a Santiago revelou um público mais enérgico e
envolvido, bem diferente do meu primeiro contacto, aquando da estreia de Cirque
du Soleil na Galiza. Continuei a dar o mote para a generalidade dos aplausos,
mas, desta vez, o público aderiu em massa, com brutais e apoteóticas ovações
aos mestres das artes de tenda, agora em cenário de pavilhão. A inspiração
cinematográfica fica patente em cada quadro. Do “Matrix” aos clássicos a preto
e branco, muitas são as paragens e apeadeiros fumegantes de influências para
este mundo do era uma vez.
Não vou desvendar as surpresas e mistérios de um projecto de
uma perfeição invejável, que dentro de poucos dias estacionará em Lisboa. Vale
a pena deixar o convite a uma visita a este mundo mágico e idílico.
Quanto a mim, não precisarei aguardar muito para me voltar a
reencontrar com estes magos da fantasia. No próximo Sábado, rumarei a Madrid
para conhecer uma das mais recentes produções, desta vez sem pista e onde o
palco mais parece virtual. A Madrid Arena está transformada, durante dois
meses, no mítico teatro de Zark, um mágico que tenta recuperar os seus poderes.
ZARKANA é o projecto que se segue!
Num ambiente frio e chuvoso os La Fura dels Baus invadiram o rio Águeda para a segunda e última exibição do espectáculo "Aduja", concebido especialmente para o AgitÁgueda 2011. À segunda noite uma pequena multidão juntou-se nas margens do rio. Certamente menos de 10 mil pessoas, muito abaixo do expectável para uma companhia habituada a arrastar multidões, mas certamente as condições climatéricas não terão ajudado.
A companhia catalã mostrou o que melhor sabe fazer... e por entre um vasto conjunto de elementos cénicos bem conhecidos, deu vida à história e tradições das gentes de Águeda. Pena a chuva e a impossibilidade de acompanhamento orquestral ao vivo, com excepção da entrada do espectáculo com "O Fortuna", da ópera "Carmina Burana". Como habitual, nos macro-espectáculos, tudo terminou no céu, com a célebre estrutura da rede humana concebida para o projecto Naumon e que já se mostrou por cá, em 2005, no Imaginarius através do projecto "Xarxa 25", comemorativo dos 25 anos da companhia. No final e depois de uma pequena amostra de efeitos pirotécnicos, Jurgen Muller, director artístico da companhia, agradeceu o apoio do público e das gentes de Águeda e confirmou o regresso a Águeda em 2012.
Os mestres catalães La Fura dels Baus estão de regresso a Portugal. Dias 15 e 16 de Julho actuam em Águeda, no âmbito do AgitÁgueda 2011, sempre às 22h30. A entrada é gratuita.