domingo, 4 de março de 2012

Imaginarius 2012 Promovido no Porto

Imagem: Jornal de Notícias
A caminhada rumo ao Imaginarius 2012 está cada vez mais viva. Depois da passagem pelo Flea Market, em Fevereiro, os EZ "invadiram" agora a Rua Passos Manuel (Porto), em pleno Festival Vodafone MexeFest, para promover a edição 2012 do Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira.
De 25 a 27 de Maio a cidade de Santa Maria da Feira volta a transformar-se num palco gigante.

quinta-feira, 1 de março de 2012

"Mais Imaginarius" regista 57 candidaturas

O desafio lançado este ano pelo festival Imaginarius à comunidade artística nacional e internacional para apresentar projectos de intervenção no espaço público de Santa Maria da Feira, através do “Mais Imaginarius”, registou 57 propostas artísticas, sendo 31 nacionais e 26 internacionais. Até ao final de Março será divulgada a lista dos projectos seleccionados. 

Pelo quarto ano consecutivo, o ‘Mais Imaginarius’ aposta na promoção da criação emergente em paralelo com a programação oficial do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira, contemplando a participação de vários criadores e formas artísticas no Festival, desde Teatro, Dança, Música, Circo, Artes Visuais, Performance e Multidisciplinar. 
Das 57 propostas apresentadas serão seleccionados os projectos que melhor traduzem a pertinência e a inter-relação com o espaço público nestes sete domínios. Os resultados serão divulgados até ao final de Março. 

‘Mais Imaginarius’ 
Esta componente do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua tem vindo a afirmar-se nos últimos anos, desafiando e abrindo espaço a propostas arrojadas de jovens artistas, nacionais e internacionais, que proponham caminhos artísticos que questionem o público nas suas percepções. 
A diversidade, quantidade e qualidade dos projectos apresentados até agora no âmbito do “Mais Imaginarius” revelam a vontade dos artistas de ocuparem o espaço público de Santa Maria da Feira e de se expressarem. 
O “Mais Imaginarius” foi criado para apoiar e promover criações artísticas que estimulem processos de transformação cultural. Visa ainda estimular a apresentação de propostas artísticas em espaços não convencionais, incentivar novas abordagens ao território de Santa Maria da Feira, privilegiando propostas que questionem a comunidade local, e activar e aprofundar o diálogo entre diferentes linguagens artísticas.

Diz que sim... IMMORTAL anda por aí!

Diz que podemos estar tranquilos e não será preciso aguardar muito pelas tão ansiadas novidades... e mais não digo. Ou melhor digo apenas que depois de Madrid (26 a 29 Dezembro 2012) haverá mais por aí...


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Cirque Mechanics @ Auditório dos Oceanos


Ontem foi dia de um primeiro contacto. Estive, pela primeira vez, frente a frente com CIRQUE MECHANICS. Um projecto que se revela enérgico, irreverente, interactivo, simples e linear, mas de uma genialidade absoluta.
A abordagem ao novo circo faz-se através de elementos mecânicos e como cenário temos uma fábrica, na ânsia de explorar as emoções depressivas do local, dando-lhes uma conotação mais positiva. Tudo começa, assim mesmo, depressivo, frio e desumano… mas, ao longo do enredo, a componente teatral da companhia mostra-se de forma imponente, transformando uma simples fábrica numa máquina produtora de sorrisos.
Opps, invasão de pássaros… invasão de vida. Algo muda neste mundo tão especial. Depois do intervalo há nova gerência, números mais acrobáticos, uma banda sonora vibrante e números sombra fabulosos. Assim nasce a BIRDHOUSE FACTORY.
A genialidade mostra-se ainda mais e CIRQUE MECHANICS poderão resumir-se a uma palavra: fantabulásticos. Fazendo jus ao nome da produtora responsável pela sua presença em Portugal, só haverá uma palavra a dizer: UAU!!!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

TOTEM by Cirque du Soleil [Royal Albert Hall]




TOTEM é uma das mais recentes produções dos mestres canadianos do Cirque du Soleil. Depois da sua estreia em 2010, tem-se limitado aos EUA e Canadá, com um duplo salto a Londres. Neste prolongamento da segunda estadia decidi saltar também à Capital Europeia das Artes Performativas. 

O ambiente no Royal Albert Hall parecia de tudo menos de circo. A mística apenas se fazia sentir na mini loja que se apresentava em cada uma das quatro áreas de acesso ao recinto. Confesso, não gostei do ambiente. Já na sala, a dimensão do cenário dilui-se na imponência da sala… e nada mais se consegue relatar do que a portentosa arquitectura do espaço. Senti-me num coliseu a aguardar por uma peça de teatro… e não numa tenda ou numa arena na ânsia de mais um projecto Cirque. 

Quanto ao espectáculo em si, resumiria tudo em poucas palavras: do homem das cavernas à Era espacial, Cirque du Soleil conta, à sua maneira, a história da humanidade com uma simplicidade impressionante. Verdadeira simplicidade, envolta numa enormíssima complexidade de números de circo inovadores e alternativos. A cenografia e os efeitos especiais não serão comparáveis aos projectos que pude ver com os meus olhos recentemente, não deixando de ser completamente alinhados com a dinâmica e irreverência tão características. 

Bem sei que os britânicos são MUITO calmos, mas nunca imaginei, no meio de 3500 pessoas chegar ao cúmulo de estar perante o único par de mãos a fazer barulho (as minhas). Vale que a fenomenal acústica da sala ajudou a projectar o som e, como eles aprendem depressa, no final o impossível aconteceu e parecia uma festa… britânicos extrovertidos… uau! 

Em resumo, fica uma palavra fenomenal...

domingo, 29 de janeiro de 2012

AREIA - Circolando

Tendo por base uma ampulheta que despeja areia sobre o homem, AREIA, uma criação work in progress do Circolando, será mesmo isso: areia... como o tempo que nos consome e asfixia.

Esta tarde compareci no TeCA para a última apresentação desta série de espectáculos, em co-produção com o TNSJ e o CCB. Será um monólogo sem palavras, um teatro de objectos extremamente “duro” e visual… com efeitos tradicionais da “escola” Circolando e a habitual magia desta companhia.

Verdade, não estamos na rua… mas nada impede que o seja. Sendo que AREIA será bem capaz de responder a abordagens mais urbanas, ao ar livre… desde que a componente multimédia seja revista.

Em suma, uma viagem, porque não uma odisseia, entre o palpável e o impossível, entre o material e o supérfluo, entre a vida e a morte… e, afinal de contas, será apenas um sonho?

Workshop de Andas - PIA


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tertúlia IMAGINAR O IMAGINARIUS

Ontem a noite foi mote para IMAGINAR O IMAGINARIUS. A organização do Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira convidou todos os interessados a comparecer na loja 5 do Mercado Municipal para uma tertúlia, com vista à partilha de opiniões e pontos de vista, com o objectivo de definir um projecto mais sólido, íntegro e envolvente para o futuro do festival. A mim foi-me endereçado o convite para moderar a conversa, o qual agradeço. Assim, e com tão ilustre audiência, importa resumir os temas abordados e as conclusões (ou linhas orientadoras) encontradas, sem que, de facto, uma solução unânime e inequívoca fosse alcançada.
Neste resumo, não seguirei à risca a linha de orientação utilizada para a conversa informal em que se traduziu esta tertúlia, até porque as quase 3 horas de partilha dariam algo próximo da dimensão de um tratado.

A chegada ao centro histórico da cidade foi sombria, digna de uma super produção de rua. No seio de um mega apagão, onde até as redes de telemóveis estavam fora de serviço decorreu a chegada à Rua dos Descobrimentos, onde um "mega buraco" nasceu por estes dias, como se de uma instalação se tratasse. Em toda a rua apenas a luz de emergência da loja 5 do Mercado estava viva... para além de muitas lanternas e das velas (de cheiro) que nos iluminaram, à luz das sombras no início da conversa. E na verdade tudo começou num espaço que já foi desconhecido... e será hoje do conhecimento global. Vamos tecer o mesmo caminho...



Começaria por deixar a primeira questão que dirigi aos presentes no Mercado Municipal… e que creio se mantenha válida para os leitores: “O que é o Imaginarius?”
Acredito que se repita a abordagem, com uma nova questão: “em que sentido”? No sentido que lhe quisermos dar… nem que seja, o que é para cada um de nós o Imaginarius? E, por cá, pelo menos para já, não deixarei respostas.
De que forma a cidade e o festival se interligam e o que ganham um com outro. Viverão em simbiose? Na prática, uma vez mais, a resposta será pessoal, mas de importância capital quando queremos desbravar caminhos rumo ao futuro.

Feito o percurso das sombras, viria o momento de desbravar os conceitos-chave e caminhar rumo à sustentabilidade... e, tal como se de um projecto planeado se tratasse, "puff" fez-se luz!

Seguiu-se uma longa conversa, com partida na “rua” e alinhada com conceitos que vão desde as artes de rua, como conceito, ao “modelo” de festival, sem esquecer as paragens nos factores criação e sociedade.
Rapidamente se compreendeu que um projecto desta natureza vive e viverá, em grande medida, do factor diferenciação. Assim, a abordagem e a participação activa da comunidade são e serão um factor primordial num festival que jamais poderá deixar de ser internacional, mantendo a linha de programação a que esta marca já nos habituou. A “mutação constante” chegou mesmo a ser encarada como factor essencial para a sustentabilidade.

Surge, então, o problema. Como financiar o festival? Como garantir a sustentabilidade a longo prazo? Obviamente que várias hipóteses poderiam ser equacionadas. De imediato se poderia pensar no pagamento à entrada num recinto fechado, mas rapidamente se percebe que esta NUNCA será a solução num projecto de artes de rua. A rua existe como espaço de liberdade, as artes de rua, como projecto de intervenção, exprimem-se dessa mesma forma… a liberdade é factor primordial! Por outro lado, estaríamos, ainda, a conceber uma privação do acesso à cultura.
Em alternativa poderíamos equacionar “operações” de sponsorização em larga escala, por exemplo, a atribuição de um patrocinador principal, com alteração da designação do festival. Novo problema… perder-se-ia a marca, ficaríamos “obrigados” a um complexo sistema de marketing, com o objectivo do beneficio e promoção do sponsor, perdendo-se o conceito base do festival, com vantagem para a vertente comercial.
Como em tudo, resta-nos o equilíbrio. A existência de projectos pagos no programa, sem que isso se reflicta na limitação de acesso ao recinto e mantendo a linha de um vasto número de alternativas para diferentes públicos, aliada à sponsorização em escala mais pequena, parece ser a perspectiva que mais agradou à audiência. Confesso, que nenhuma delas me convenceu a 100%, daí que o equilíbrio deva mesmo ser a palavra de ordem, garantindo a devida independência e qualidade do programa.

Adiante das longas e complexas abordagens que permitiram compreender diversos factores positivos e negativos do festival, desde logo salta à vista uma questão simples: porque não conseguimos exportar o que produzimos? As companhias locais, apesar do longo trabalho e dos magníficos resultados da última década, não são, ainda, capazes de vender o seu trabalho ao exterior. Desta forma, o produto para o festival fica limitado a 3 dias de apresentações, sem diluição desse investimento. Ainda, neste contexto, a comunicação e o devido alinhamento da marca Imaginarius com o pressuposto, poderão levar à existência de frutos no futuro.

Sem me querer estender em demasia, importará, sem dúvida, referir as evoluções na comunidade, as transformações sociais e humanas, as revoluções mentais e urbanas e toda a intervenção efectuada na última década. A educação das nossas crianças com base neste contexto, que se pretende permanente e não resumido a 3 dias, será a grande força deste projecto no futuro. O envolvimento das diferentes estruturas da comunidade e de diversos grupos só fortalecerá o festival, criando as devidas raízes que transformarão o projecto numa forma de estar, sentir e viver.

Assim, neste contexto de crise e de mudança teremos de encarar a realidade como uma oportunidade única para evoluir e (re)criar/(re)construir um projecto que mais do que sonhos projecta utopias e é, cada vez mais, um exemplo a seguir, sendo referencia absoluta na rota europeia das artes de rua. Mantendo o equilíbrio entre as diferentes variáveis equacionadas certamente que o projecto terá tudo para crescer, com e para a comunidade… seja ela de onde for.
Como nos levava a acreditar o cartaz do primeiro Imaginarius (2001), vamos seguir este caminho rumo à diferença, reconstruindo o conceito do festival, com uma forte aposta na (re)criação e qualificando a marca Imaginarius para a excelência e a partilha constante.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Guimarães 2012: Intervenções no Espaço Público

Sábado terá início a Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura. No âmbito do programa oficial o Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua estabeleceu uma parceria com vista ao desenvolvimento de um projecto em 5 capítulos, a concretizar ao longo do ano, em colaboração com a companhia catalã La Fura dels Baus e o envolvimento da comunidade local.

Dia 21 de Janeiro marca a abertura do projecto e a concretização do primeiro capítulo: "Tempo de Encontros", um projecto multimédia que se concebe num macro-espectáculo com início pelas 22h, no Largo do Toural.


Sinopse:
“Berço da nação” é o ponto de partida para uma reflexão no sentido indutivo sobre a identidade, sobre a memória e sobre o futuro. Uma reflexão que parte da cidade, da sua História e das sua histórias, dos seus habitantes e que se abre numa perspectiva internacional e global retornando à cidade enriquecida desta nova experiência.
Um projecto multidisciplinar para o espaço público, coordenado pelo Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR) e pela companhia catalã La Fura dels Baús, no qual se fará recurso a várias disciplinas das artes de rua.
Ao longo do ano serão efectuadas colaborações com outras companhias e artistas nacionais e internacionais.
O projecto será sobretudo pensado como uma oportunidade de formação para os artistas da região e de sinergias com a comunidade local.
A herança de uma grande história e contudo a necessidade de mudança sem esquecer o passado: é este o destino da cidade e do próprio continente europeu.
O “status quo” e o ”mutatis mutandis”, o “e tudo se transforma” que todavia deve saber resistir à tremenda força de gravidade de uma fortíssima identidade. Não se trata de um juízo de valores. Ambas as dimensões, a do passado e a do futuro, são essenciais para uma melhor realização individual e colectiva, trata-se fundamentalmente de não excluir nenhuma.
O Cavalo representa aqui os valores e a força do passado e do presente, remete-nos para a história da construção do País, por vezes é a metonímia do próprio D.Afonso Henriques e de todos os reis do mundo passado e presente. O Cavalo é a força, o vigor, a vitalidade, a fidelidade absoluta. Às vezes é um novo cavalo de Tróia com o qual se pretende atingir novas conquistas do conhecimento.
Co-protagonista desta historia é uma personagem antropomórfica, metáfora precisamente da constante necessidade de transformação da realidade no seu desenvolvimento histórico.

De acordo com a companhia catalã, os próximos passos dar-se-ão nas seguintes datas:

24 de Março 2012
"Tempo para Criar"
Largo 25 de Abril - Largo da Mumadona

24 de Junho 2012
"Tempo para Sentir"
Largo da Mumadona - Colina Sagrada

22 de Setembro 2012
"Tempo para Renascer"
Campo de S. Mamede

21 de Dezembro 2012
"Clausura" - Não-Encerramento da Capital da Cultura


sábado, 14 de janeiro de 2012

Candidaturas Mais Imaginarius 2012 abrem na segunda-feira

A partir da próxima segunda-feira estarão disponíveis os formulários de candidatura ao programa Mais Imaginarius 2012 e respectivo regulamento, no site oficial do Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira. A organização volta a apelar à criatividade de todos aqueles que sentem vontade de intervir artisticamente no espaço público da cidade feirense. A 12ª edição do festival decorrerá de 25 a 27 de Maio.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Imaginar o Imaginarius

No âmbito da programação da Festa das Fogaceiras 2012, decorrerá em Santa Maria da Feira a tertúlia "Imaginar o Imaginarius". O evento decorrerá no dia 26 de Janeiro, a partir das 21h30, na loja 5 do Mercado Municipal da cidade.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Imaginarius 2012

Estavam prometidas novidades e aí estão elas. O Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira apresenta-se, em 2012, para a sua 12ª edição com novo figurino e muitas inovações. Mais pormenores serão conhecidos brevemente. Para já, ficam as datas... de 25 a 27 de Maio de 2012 volta a respirar-se teatro de rua em Santa Maria da Feira.

O Imaginarius - Festival Internacional de Rua, está de volta em 2012 para a sua 12ª edição, nos dias 25, 26 e 27 de Maio em Santa Maria da Feira.
É um evento de qualidade impar na área das Artes do espectáculo, sendo a principal referência do Teatro de Rua em Portugal.
Este festival procura impulsionar o teatro de rua através da mostra de espectáculos e projectos de incontornável qualidade internacional, a realizar em espaços abertos e públicos no centro histórico de Santa Maria da Feira.
O Imaginarius pretende ser muito mais do que um conjunto de espectáculos. Por isso, em simultâneo, decorrem iniciativas culturais das quais merecem particular destaque as residências artísticas e as exposições complementares. 
A realização de exposições complementares aos espectáculos, cuja temática esta intimamente associada ao teatro, pretende valorizar o património cultural e animar o centro histórico de Santa Maria da Feira e contribuir para a afirmação da cultura portuguesa e europeia.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

5 Anos D'Emoções


Há 5 anos nascia a vontade de desbravar as artes de rua em Portugal... há 5 anos nascia um espaço que pretendia dar voz aos projectos e intervenções artísticas para a rua, em Portugal... há 5 anos nascia um local de partilha de emoções.
O dia 27 de Dezembro ficará para sempre como a marca desta página que, bem ou mal, foi desempenhando a sua missão, com os limitados meios e muita vontade de estar mais além e conhecer ainda mais. 
No futuro quero MAIS! Acredito que este pode ser, cada vez mais, um espaço de partilha. Assim, renovo o apelo: o Rua D'Emoções está aberto a TODOS os projectos de rua concebidos e/ou desenvolvidos a nível nacional, para divulgação pré e/ou pós acontecimento. As limitações logísticas impedem que haja uma maior quantidade de "produção própria", pelo que a caixa de correio estará sempre aberta a propostas de publicação e divulgação.
A todos muito obrigado!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ZARKANA [Cirque du Soleil]






Há muito que ansiava pela oportunidade. Foram meses a planear a data… e no passado Sábado lá rumei à Madrid Arena, no complexo madrileno da Casa de Campo, para assistir ao vivo ao novo projecto de Cirque du Soleil: ZARKANA. E que maravilha me apareceu à frente.

Saí de casa com as expectativas no limite, elevadíssimas e dificilmente superáveis, mas a perfeição cénica, técnica e visual deste projecto fizeram-me literalmente voar por um imaginário distante e complexo.

ZARKANA apresenta-se como um projecto fortemente acrobático e visual, mas consegue ser bem mais do que isso. Tirando partido da experiência dos últimos anos em Casinos de Las Vegas, Macau e Hong Kong, a companhia produziu o seu primeiro musical para a Brodway. Sim, ZARKANA foi criado, originalmente, para ser apresentado em Nova Iorque, de acordo com um conjunto de requisitos associados ao teatro musical. Desde logo, salta à vista a ausência da pista de circo e a imponência de um cenário, que mais não faz do que recriar um fabuloso e antigo teatro.

A fenomenal banda sonora original será, sem dúvida, um dos destaques do projecto. Originalmente interpretado por Garou, Zark é um mágico que tenta reconquistar os seus poderes e reencontrar a sua amada, num divertido e bizarro percurso pelo magnífico teatro do imaginário ZARKANA. Outros projectos impedem Garou de fazer a pequena tour, que apenas pára em Madrid e Moscovo, o que levam a uma certa perda da mística, mas distanciando-nos desse facto, ou mesmo abstendo-nos dele a magia está lá e a perfeição técnica e artística do seu substituto é evidente. Por vezes, a informação em excesso não é vantajosa, este é um dos exemplos disso.

No que ao espectáculo diz respeito, o provérbio português primeiro estranha-se e depois entranha-se resume tudo. Ao início não me pareceu estar no mundo Cirque, mas em apenas dois ou três minutos tudo se inverteu, percebi estar num novo mundo, uma nova etapa… aquilo a que eu mesmo apelidara, antecipadamente, de novo conceito.

A tradição ainda é o que era e tudo continua a ter início com a invasão dos palhaços. Será? Perto disso… desta feita, entram os palhaços, os músicos e uns quantos personagens deste bizarro mundo, que conseguem um efeito cómico com os seus actos, mas serão tudo menos palhaços.

Dois órgãos de tubo dão o mote para a abertura oficial… e lá se abre o pano. Mostra-se o teatro e a parafernália. De imediato a cena se completa com cerca de 4 dezenas de personagens, num intenso e complexo quadro de abertura, onde até as cadeiras ganham vida. Opps, afinal é o Zark que começa a ter sucesso com os seus poderes.

Um espectáculo que apesar de ser um musical e decorrer em ambiente teatral aposta forte nos números acrobáticos, sendo essa a grande ligação aos clássicos da companhia. Um inovador número de malabarismo com bolas de ténis marca os primeiros momentos, mas um conjunto de outros projectos dá vida intensa ao espectáculo.

No final da primeira metade um palhaço conquista uma viagem à Lua… e eis que de repente voa sobre as cabeças do público, em slow motion e com muitos sorrisos e emoções.

Nesta altura já poderia fazer uma pré-análise: um programa idêntico em número de quadros, mas com rapidíssimas transições de cena, facilitadas pela existência de uma boca de cena e do tradicional pano do teatro. Isto traduz-se, numa primeira abordagem, numa menor duração efectiva do espectáculo. Em resumo, as habituais duas horas acrescidas de intervalo, são agora convertidas em cerca de duas horas (um pouco menos) já com os vinte minutos de pausa contabilizados. Vantagens: não se quebra o ritmo, aumenta a dinâmica. Desvantagens: parece menos um circo e revela-se o conceito mais teatral dos criadores.

Com isto e numa primeira abordagem, falaria em menos mística, mas, por outro lado, pode observar-se a mesma paixão e a mesma entrega de sempre. O mundo idílico e perfeito continua o mesmo, com outras fronteiras e menos barreiras. Os conceitos são alternativos, o produto final será bem diferente, mas é Cirque com toda a certeza, com toda a paixão, com toda a perfeição!

Não poderia escrever sobre ZARKANA e ignorar a componente multimédia, sem dúvida, a grande mais-valia e inovação deste projecto. Num contexto onde tudo é simbólico, o cenário fala por si… as mutações são constantes e a cada quadro tudo muda, desde a forma, às imagens, passando pela cor e dimensão. Uma magnífica amostra da capacidade criativa da companhia com uma engenharia de cena brutal, efeitos mecânicos de fazer inveja e apresentações multimédia de deixar qualquer um de boca aberta.

E terminou o intervalo…

A segunda etapa começava com algo diferente, uma vez mais estranho. Desenho ao vivo, através da utilização de um pó azul desenvolvendo as imagens directamente com os dedos. E assim se fazia a ligação. Lembram-se que estávamos na Lua, na viagem do palhaço? Pois, agora a viagem termina num ambiente menos espacial, numa verdadeira teia, onde não falta a aranha.

A derradeira etapa desenvolve-se sob o signo da acrobacia e da força de braços, onde nem um conceito muito alternativo de movimento corporal faltou. Este exemplo fenomenal de teatro musical que conta a história através de números de circo terminaria de forma apoteótica, com muita cor, alegria e emoção.

Nota ultra positiva para este projecto, que será, sem dúvida, o MELHOR ESPECTÁCULO A QUE JÁ TIVE A OPORTUNIDADE DE ASSISTIR, seja de Cirque du Soleil ou de qualquer outra companhia. A palavra de ordem continua a ser a mesma: a cada projecto fico mais desta companhia.

Apenas uma nota negativa para o “problema” da presença de público em longas estadias de super produções dimensionadas a mega espaços. No Sábado que antecedeu o Natal, a matiné não conseguiu mais do que 70% de ocupação. Até a fila exclusiva para membros Cirque Club, onde tive a oportunidade de assistir ao espectáculo, deu sinais de fraqueza: em 15 lugares disponíveis, apenas 5 estiveram ocupados. O novo contexto aplicado a “Alegria” e “Saltimbanco” será certamente a alternativa de futuro, com curtas paragens em muitas cidades, excepto no anormal mundo português (onde Lisboa recebe um projecto, com estadia máxima de 5 dias nas principais capitais mundiais, durante 3 semanas, sem que a tour siga para outros locais do país), permitindo um considerável incremento do público abrangido e das audiências, comprovado pelos níveis de lotação esgotada próximos dos 100% em ambos os projectos.

Em 2011 digo adeus ao Cirque du Soleil, mas para 2012 prometo nova ou novas visitas a este mundo fantástico. Garantida, para já, está a viagem a Londres, em Fevereiro, para conhecer “Totem”, que dentro de poucos dias regressa ao Royal Albert Hall.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

CCTAR coordena projecto para o espaço público da Guimarães 2012

O CCTAR coordena um projeto artístico para o espaço público articulado em 5 capítulos, no âmbito de Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012. O projeto será executado durante todo o ano de 2012. O primeiro capítulo coincide com a abertura oficial da Capital Europeia da Cultura, 21 de janeiro. Caracterizado por uma forte componente multidisciplinar, prevê colaborações com artistas nacionais e internacionais e um grande envolvimento da comunidade local. O grupo catalão La Fura dels Baus será a presença constante no desenvolvimento da história.

domingo, 11 de dezembro de 2011

ALEGRIA… ALEGRIA… ALEGRIA!

Uma simples palavra, um sentimento, um estado de espírito… acima de tudo uma EMOÇÃO. Cirque du Soleil continua a surpreender.
Ontem, desloquei-me a Santiago de Compostela para assistir à nova versão do clássico “Alegria”, desta companhia de circo canadiana. Agora um projecto de arena, com curtas paragens (média de 5 dias) nas principais cidades do globo.
Portentoso, poderoso, esplêndido, sublime, imponente… e alegre. Apenas alguns dos adjectivos que cabem neste conceito, idoso mas de uma actualidade extrema.




Num longínquo território, onde reina a anarquia, um palhaço corre em busca da sua amada. História simples, enredo cru e descomplexado… um mundo de simples efeitos especiais, com brutais resultados visuais. Cirque du Soleil é isto mesmo: magia pura.

Esta foi a minha quarta experiência Cirque e, como sempre, primou pela diferença. Se “Varekai” fora circense a acrobático, “Saltimbanco” puxara já de valores mais sentimentais e coloridos. Por outro lado, “Corteo” mostrou-me um outro ângulo de visão dos criadores Cirque,  ao revelar-se mais sentimental e teatral. Agora, “Alegria” atreve-se a desmontar o conceito e refazer o que poderia ser o “mais do mesmo” num jogo idílico de estranho e míticos personagens que se cruzam num imponente cenário, onde o inesperado acontece a cada instante.
Este regresso a Santiago revelou um público mais enérgico e envolvido, bem diferente do meu primeiro contacto, aquando da estreia de Cirque du Soleil na Galiza. Continuei a dar o mote para a generalidade dos aplausos, mas, desta vez, o público aderiu em massa, com brutais e apoteóticas ovações aos mestres das artes de tenda, agora em cenário de pavilhão. A inspiração cinematográfica fica patente em cada quadro. Do “Matrix” aos clássicos a preto e branco, muitas são as paragens e apeadeiros fumegantes de influências para este mundo do era uma vez.

Não vou desvendar as surpresas e mistérios de um projecto de uma perfeição invejável, que dentro de poucos dias estacionará em Lisboa. Vale a pena deixar o convite a uma visita a este mundo mágico e idílico.

Quanto a mim, não precisarei aguardar muito para me voltar a reencontrar com estes magos da fantasia. No próximo Sábado, rumarei a Madrid para conhecer uma das mais recentes produções, desta vez sem pista e onde o palco mais parece virtual. A Madrid Arena está transformada, durante dois meses, no mítico teatro de Zark, um mágico que tenta recuperar os seus poderes. ZARKANA é o projecto que se segue!

domingo, 17 de julho de 2011

"Aduja" - La Fura dels Baus [fotos]

"Aduja" - La Fura dels Baus


Num ambiente frio e chuvoso os La Fura dels Baus invadiram o rio Águeda para a segunda e última exibição do espectáculo "Aduja", concebido especialmente para o AgitÁgueda 2011. À segunda noite uma pequena multidão juntou-se nas margens do rio. Certamente menos de 10 mil pessoas, muito abaixo do expectável para uma companhia habituada a arrastar multidões, mas certamente as condições climatéricas não terão ajudado.
A companhia catalã mostrou o que melhor sabe fazer... e por entre um vasto conjunto de elementos cénicos bem conhecidos, deu vida à história e tradições das gentes de Águeda. Pena a chuva e a impossibilidade de acompanhamento orquestral ao vivo, com excepção da entrada do espectáculo com "O Fortuna", da ópera "Carmina Burana". Como habitual, nos macro-espectáculos, tudo terminou no céu, com a célebre estrutura da rede humana concebida para o projecto Naumon e que já se mostrou por cá, em 2005, no Imaginarius através do projecto "Xarxa 25", comemorativo dos 25 anos da companhia. No final e depois de uma pequena amostra de efeitos pirotécnicos, Jurgen Muller, director artístico da companhia, agradeceu o apoio do público e das gentes de Águeda e confirmou o regresso a Águeda em 2012.

[amanhã mais fotos do espectáculo]

segunda-feira, 4 de julho de 2011

La Fura dels Baus em Águeda

Os mestres catalães La Fura dels Baus estão de regresso a Portugal. Dias 15 e 16 de Julho actuam em Águeda, no âmbito do AgitÁgueda 2011, sempre às 22h30. A entrada é gratuita.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Festival CicloRia 2011


O CicloRia convida-o a pedalar no Festival itinerante pelas paisagens da Ria, nos dias 1, 2 e 3 de Julho.

Bicicletas, Música, Natureza, Gastronomia, Praia e Diversão. E, se quiser uma bicicleta nova, por 79 euritos pode levá-la para casa*.

Neste encontro com a cultura, a gastronomia, a natureza e as gentes da terra, encontrará actividades com vários ritmos e intensidades.

O destaque vai para a performance de arte pública Aeolian Ride (52 pessoas com fatos que insuflam com o vento) e o concerto de música electrónica Puncture Kit, que utiliza uma bicicleta como meio de transporte e bateria.  
Mas há mais. Muito mais. Concertos, performance Semeadores, Bikesprints, Bikesoundsystem, corrida Alleycat, tasquinhas gastronómicas, espectáculos de rua (Pierrots e Miss Easy – Matraphonia Total) ou passeios em bicicleta são algumas das sugestões do extenso programa do festival.

Toda a família, amigos e conhecidos estão convidados para estes dias de descoberta em lazer. Não é um festival de ciclismo, e se não quiser pedalar também terá um lugar especial para si.

Prometemos-lhe um itinerário suave, agitado pelas acções de bicicleta em concordância com as Artes, as tradições e embarcações típicas, jogos insólitos e populares, concertos musicais e tempo para repousar.

Gostaríamos de saber se estará cá connosco. A inscrição não é obrigatória, mas oferece-lhe muitas vantagens.
Programa e inscrições em http://www.cicloria.org.pt/  

Mais informação em
www.cicloria.org.pt | facebook/festivalcicloria | festival@cicloria.org

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cirque du Soleil leva "Alegria" a Lisboa


Tal como o Rua D'Emoções havia anunciado há uma semana, o Cirque du Soleil regressa a Lisboa e desta vez trás consigo "Alegria". As sessões irão decorrer de 21 de Dezembro de 2011 a 8 de Janeiro de 2012, no Pavilhão Atlântico. Os bilhetes para o público estarão disponíveis a partir das 10h do próximo Sábado (11 Junho). Os membros do Club Cirque têm desde já acesso privilegiado ao sistema de pré-venda, de forma a reservar antecipadamente os melhores lugares.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Alegria [Cirque du Soleil] em Lisboa


Confirmado. De acordo com o que o Rua D'Emoções havia previsto, "Alegria" será o próximo espectáculo dos Cirque du Soleil a passar por Portugal. A companhia canadiana garante a deslocação a Lisboa, não anunciando para já as datas de actuação, que pelo que se sabe deverão situar-se entre as últimas semanas de Dezembro de 2011 e o início de 2012.
Brevemente serão disponibilizadas mais informações.

Resumo Imaginarius 2011